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Ainda não existe uma vacina para o coronavirus, um agente infeccioso originário da China, que tem preocupado governantes do mundo todo. Eventos esportivos, shows e outras atividades culturais tem sido adiadas ou canceladas. Em alguns países da Europa e no Estados Unidos, escolas e universidades estão fechadas, por determinado período. Na Itália, um quarto da população está em quarentena por causa da doença.

Em nosso país, a população também está preocupada com esse novo vírus. Foram 25 casos confirmados, até o início desta semana. Mesmo não tendo um alto índice de contaminação no Brasil, existe a preocupação em evitar a disseminação desta doença. Para sanar alguns questionamentos sobre esse novo vírus, conversamos com a Dra. Michelle Zicker, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Leia nossos 2 Dedos de Prosa!

Patricia Finotti – O que é o coronavirus?

Dra. Michelle Zicker – Coronavirus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias. Ela tem esse nome porque os vírus se parecem com uma coroa na microscopia. O novo coronavírus foi descoberto na China em dezembro de 2019 e causa a doença chamada de COVID-19.

O contágio se dá por gotículas eliminadas principalmente através da tosse ou espirro e pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas com secreções, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

P.F. – Qual a diferença entre este vírus, e os outros ligados a doenças respiratórias?

Dra.M.Z. – No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo coronavirus, em comparação com os demais vírus.

P.F. – Qual a forma de contágio? E quais são os sintomas da doença?

Dra.M.Z. – O contágio se dá por gotículas eliminadas principalmente através da tosse ou espirro e pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas com secreções, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Os principais sintomas até agora são febre, tosse e dificuldade para respirar, mas é necessário se atentar para outros sinais e sintomas como coriza, dor de garganta, congestão nasal,  dor de cabeça, produção de escarro, dores no corpo, vômitos e diarreia.

P.F. – As pessoas infectadas apresentam os mesmos sintomas? 

Dra.M.Z. – Nem sempre, mas a maioria dos pacientes acometidos apresentou sinais e sintomas respiratórios, semelhantes a um resfriado. Alguns indivíduos, entretanto, apresentaram sintomas mais raros, como náusea e diarreia e outros foram diagnosticados com pneumonia.

Até o momento, a idade avançada e a presença de doenças crônicas de base foram os fatores de risco mais frequentes nos indivíduos que evoluíram com as formas mais graves da infecção.

P.F. – Quais são os grupos de risco? 

Dra.M.Z. – Os grupos de risco estão sendo identificados à medida que se conhece mais sobre o COVID-19. Até o momento, a idade avançada e a presença de doenças crônicas de base foram os fatores de risco mais frequentes nos indivíduos que evoluíram com as formas mais graves da infecção.

P.F. – Usar máscara no rosto evita o coronavírus?

Dra.M.Z. – A máscara no rosto está indicada para os indivíduos doentes, que apresentam sinais e sintomas respiratórios. A máscara funciona como barreira para que ele não dissemine gotículas infectadas para o ambiente.

Indivíduos saudáveis e sem sintomas, na comunidade, devem se proteger através da higiene de mãos frequente, evitando contato com pessoas doentes e aglomerações e não compartilhando objetos de uso pessoal como copos e talheres.

P.F. – Existe vacina?

Dra.M.Z. – Ainda não existe vacina contra o novo coronavírus, mas há estudos em andamento para este fim.

P.F. – Quais as formas de prevenção e cuidados a serem tomados para evitar o contágio?

Dra.M.Z. – As principais formas de prevenção para evitar contágio e transmissão são:

  • Higienizar as mãos com frequência com frequência
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Cobrir com cotovelo flexionado, boca e nariz ao tossir ou espirrar. Usar lenço descartável se possível.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Ficar em casa e evitar contato com pessoas quando estiver doente.

Caso manifeste algum desses sintomas deve procurar atendimento médico imediatamente e informar a respeito do contato com pessoa infectada.

P.F. – Caso alguém tenha contato com quem tem a doença, como deve proceder?

Dra.M.Z. – Deve-se ficar atento ao aparecimento de febre e sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, entre outros). Caso manifeste algum desses sintomas deve procurar atendimento médico imediatamente e informar a respeito do contato com pessoa infectada.