unnamed (1)
Alline Jajah , com André Müller Cariobá, chairman do Conselho do LIDE Germany, ex-presidente da BMW, ex VP Sênior e atual conselheiro da AGCO, durante o seminário de IoT promovido pelo LIDE Deutschland, em Munique. A partir deste seminário a empreendedora organizou o curso que ministra amanhã.

Em uma tarde de julho, encontramos uma das maiores referência no cenário de start up e tecnologia em Goiás. Linda, sempre conectada, Alline Jajah reservou um tempo em sua agenda concorrida para falar, sobre as tendências do universo tecnológico, o comportamento em relação as redes sociais, a sua vontade de implantar novas perspectivas em Goiás. E claro! Sobre o curso que promove no próximo dia 8 de agosto, em Goiânia, na ACE Gyntec.

Confira trechos de nosso 2 Dedos de Prosa!

2 Dedos de Prosa – Quem é Alline Jajah?

Alline Jajah – Sou jataiense, formada em Letras. Também estudei artes, design, marketing, gestão e vendas. Sou consultora e palestrante focada em conteúdo e mídias digitais, e tenho como clientes grandes empreendedores e organizações que buscam inovação e posicionamento digital qualificado. Participei de muitos eventos ao redor do mundo na área de empreendedorismo, inovação e tecnologia, como o Startup Weekend, Conferência Crowdsourcing, Rethink Business, Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, entre outros.

2 DP – Você é pioneira em Goiás na cena de Startups. Como começou a trabalhar com empreendedorismo digital?

AJ – Sempre fui interessada por internet. Comecei a fazer cursos na área de tecnologia, quando tinha 15 anos, isso em 1995. Em 2008, eu comecei a trabalhar em uma empresa de software, vendendo os programas. Um dos canais que eu usava para vendas, era o Twitter, e um dos softwares era educacional. E no Twitter, eu descobri faculdades e cursos sobre tecnologias.

Em 2010 passei uma temporada no Maranhão e assim que voltei, comecei a ajudar alguns amigos na área digital, dando consultoria, dicas de como posicionar online em relação as Fanpages do Facebook, que estavam no auge. Esse trabalho começou a dar resultados. Então, comecei a freqüentar eventos na área de mídias digitais, foi quando conheci o evento Start Up Weekend, em fevereiro de 2012, em Brasília. Foi aí que comecei a interessar sobre eventos de negócios digitais. Eu tinha muita teoria, que eu achava massa, e também muitas idéias mirabolantes. Quando conheci essa galera tech, percebi que eles tinha muitos conceitos os quais acredito, como crowdsourcing (conhecimento colaborativo) e outras coisas. Nesse evento, eu percebi que haviam diversas correntes de trabalho, conheci pessoas incríveis, que haviam se tornado bem sucedidas nessa área. Eram pessoas que estavam acessíveis e eu nem imaginava. Fiquei encantada!

Quando voltei a Goiânia, tive a idéia de trazer o Start Up Weekend para Goiás. Fizemos a 1ª edição em novembro. E foi tão bem organizado, que virou referência no Brasil. As pessoas falam que foi marcante, e divertido. Integrei diversas frentes de Goiás, da economia criativa, de tecnologia, com start ups de cultura. Agregou bastante.

Goiânia foi a 4ª cidade do país, se não me engano, a receber este evento, que hoje está em mais de 120 país. E o Brasil é o 2° país do mundo que mais realiza este evento!

Então, fiquei apaixonada por este universo, e a minha idéia é replicar o que aprendo aqui em Goiás. É integrar tecnologia e soluções digitais, como o nosso mercado que é muito agropecuário e a cada dia mais promissor em outras áreas.

Quando comecei a falar de empreendedorismo digital em nosso estado, acredito que evangelizei muita gente.

2 DP –  Além de consultorias e palestra na área, você tem também tem organizado diversos eventos ao redor do mundo, e realizado projetos ao lado de grandes empreendedores como Jimmy Wales – founder da Wikipedia; Camila Farani – presidente da Gávea Angels e investidora Shark Tank; Amure Pinho e André Diamand – presidente e ex presidente da Associação Brasileira de Startups. Conte como sido essas experiências.

AJ – Eu tenho como filosofia compartilhar o conhecimento. Eu venho da formação, como professora, que atuei durante 12 anos. Sempre gostei de colaborar, ensinar. Vendo esse potencial econômico em Goiás, e do Brasil como um todo, a minha idéia é aprender e contribuir com o conhecimento. Sempre que tive oportunidade integrei esses nomes conhecidos a eventos em Goiás e no Brasil e aprendi muito com esses nomes que você citou.

Eu penso em também, fazer um mestrado e morar fora, mas, sempre com a idéia de voltar para cá. Acreditando nisso, é que promovo vários cursos na área de empreendedorismo digital, novas tecnologias, vendas pela internet. Comecei a perceber que haviam pequenas empresas que não tinham acesso a essas informações, por questões financeiras mesmo. E eu podia ensinar a terem embasamento no assunto, e melhorarem o posicionamento digital delas.

2 DP –  Quem é seu público?

AJ – Qualquer pessoa que queira se posicionar nas mídias digitais. Hoje tenho desde pequenos, a médios empreendedores. São todos aqueles que querem aprender a se melhor posicionar. Ainda, profissionais liberais, como médicos, advogados, entre outros, que querem também entender esse universo de tecnologia para também terem conteúdo para compartilhar nas redes sociais.

Eu preparo , eu ensino essa pessoa a fazer um planejamento estratégico, a entender as ferramentas digitais  e se posicionar com qualidade na sua área de conhecimento e atrair pessoas para conhecerem o seu trabalho.

Hoje as pessoas estão entendendo que a nova TV é o Instagram, o Snapchat, o próprio Facebook. Antes as pessoas passavam o dia todo vendo TV, agora é com o telefone. Consequentemente, as marcas estão fazendo publicidade em outro lugar. Você tem que ir onde está o seu público.

DP – Como são organizados os seus cursos?

AJ – Os cursos são divididos, em básico e avançado. O curso que vou ministrar no dia 8 é para quem já tem utiliza as redes sociais.

 2 DP – O comportamento das pessoas tem se tornado intrínseco com as novas tecnologias, o que, consequentemente tem modificado o comportamento e rotina de vidas. Qual a sua opinião sobre essa nova realidade? Quais são os pontos positivos ou negativos?

AJ – No mundo de tecnologia, temos o termo UX – User Experience – que significa, a experiência do usuário. Esse comportamento mudou muito nos últimos anos. As tecnologias mudaram, o celular mudou, e o comportamento também.

Hoje estava lendo uma pesquisa de Harvard, que diz que as nossa memória está mudando pela maneira como utilizamos as redes sociais. Os cientistas dizem que o hábito de ler e ver as redes sociais produz memórias fakes, devido a grande quantidade de informações.

Tudo está mudando com a tecnologia. E dentro do marketing que é a área em atuo, atingimos as pessoas através do smartphone. Quando você faz uma publicidade atraente, chama a atenção no universo cheio de mídias, e como você pode fazer a diferença?

As pessoas não estão comprando mais em lojas físicas. Então, através dos anúncios, você clica, olha, compra, e paga. É rápido. Não podemos ignorar isso.

A facilidade que temos para adquirir as coisas, para se comunicar com os familiares e amigos, as redes sociais ajudam muito a manter as amizades. Os negócios movimentam muito, afinal são os infinitos os canais de venda Estes são os pontos positivos destas mudanças.

Em contrapartida, é preciso exercitar o equilíbrio. Tem gente que vive muito o digital, e esquece o offline. As relações se sustentam muito é no offline. Outro ponto negativo, é que muita gente está perdendo a identidade. Tem gente que não se reconhece. Isso prejudica as relações interpessoais, para quem não tem a medida certa para se relacionar.

Há ainda, a dificuldade na comunicação via Whatsapp, em relação ao tempo no envio de respostas, que encurtou muito, o que é ruim. Muita gente não sabe interpretar uma distância temporal na resposta. Antigamente, através de cartas se esperava até meses pela resposta. Hoje, mudou. A resposta pode ser em segundos.

Também, estamos em um momento de reposicionamento pessoal, tanto nas novas entregas, quanto nas expectativas. O ideal é buscar o equilíbrio, e entender que com as novas tecnologias, fazer do mesmo jeito.

Claro! Não esquecer o offline, porque é aqui é que acontece a vida. Falo para os meus clientes que o grande desafio é atender o ON e o OFF.

DP – Como convencer quem não está Online a interagir mais com essas mídias?

AJ – A primeira coisa que falo é que, esse mundo que a pessoa não está participando, ele não está sendo visto, e quem não é visto não é lembrado, mas a escolha é de cada um. E não tem que se impor uma experiência a ninguém. Só que quem não está dentro, está fora desse mundo.

Há também, aquele que não está a fim de participar. Não podemos obrigar. Só que não podemos ignorar as mudanças que estão acontecendo.

2 DP – Ainda, falando sobre essas mudanças de comportamento. É possível uma pessoa estar no modo “off line”, ou seja, sem conviver com todos os apetrechos high tech, ou terem perfis em redes sociais?

AJ – Ainda é possível, só que você vai perder muitas coisas. Todos que conheço que demoraram a adotar as redes sociais, acabaram “viciando”, porque perceberam que realmente é muito legal. Você vê a pessoas hoje, com bastante presença online.

Agora, você estar fora deste movimento social, não tem problema nenhum.

Se é uma pessoa é muito comercial, eu explico a importância de estar nas redes sociais. Por exemplo, os fundadores de uma marca.  As pessoas gostam de conhecer sobre quem está por de trás dessa marca. Na minha opinião é um desperdício a pessoa não aproveitar a chance de se posicionar nas redes sociais, e assim criar um envolvimento com a marca, ainda maior.

Eu tento mostrar isso para os meus clientes, que não tem a abertura para as redes sociais. Mostrar a amplitude, que ele pode atingir com a sua marca.

2 DP – Como você analisa o comportamento da geração de crianças que nasceu neste século, e que desconhece uma rotina de vida análogica?

AJ – Os pais tem que se preparar muito para saber como lidar com essas novas gerações, sobre a educação e até o próprio mercado de trabalho. É preciso estar preparado para esta nova geração que está vindo. É outro comportamento de usuário.

A tendência no trabalho e nas casas e cada vez mais serem tecnológicas. Está cada vez mais interligado o On e o Off. Temos que ficar preparados para isto. Se você é alienado e o seu filho está bombando nas redes sociais, você precisa pelo menos saber no que ele está mexendo.

2 DP – O que você pensa sobre crianças em redes sociais?

AJ – Eu acho que a infância não é o momento. Existem aplicativos próprios para crianças. E a mãe tem que acompanhar. É perigoso. Da mesma forma que se tem uma grande visibilidade no business, se tem como pessoa física.

Claro que a criança não pode ficar avessa a tecnologias. Tem que se entender a maturidade da criança para entregar algo com tanto potencial para ela.

2 DP – O mercado de tecnologia é estigmatizado como essencialmente masculino, entretanto existem mulheres que tem se tornado eminentes também. Como você percebe essa questão? Poderia citar alguns nomes que te inspiram?

AJ –Quando a gente quer assumir uma posição de autoridade, e digo isso, no nível de conhecimento, você tem que se posicionar de acordo. E quando a gente é mulher, ainda tem a questão da gente se posicionar, não só, em relação a conhecimento, mas, enquanto pessoa, do gênero feminino. Temos muitos desafio a enfrentar sim.

Tem muitas mulheres que me inspiram, desde Sheryl Sandberg – CEO Facebook. Aqui em Goiás, a Helena Ribeiro do Grupo empZ. Camila Farani, da área de investimentos que é incrível. Luiza Helena Trajano – Magazine Luisa. E tantas outras, Camila Achutti, maravilhosa! Tem 25 anos, e ensina crianças a programarem.

Tem uma gama de mulheres que estão fazendo a diferença em suas áreas. Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora, Fernanda Nascimento, da área de Marketing, comunicadora incrível, super bem posicionada. Ainda, Marina Miranda, a mulher do crowdsourcing no Brasil, criadora da conferência Rethink Business.

Só que ainda a presença masculina em eventos, é maior. Por isso, convido a todas as mulheres que gostam de tecnologia a fazer parte também. Aqui em Goiânia temos a ACE Gyntec. Temos um grupo que chama Start Up GO, é um grupo da comunidade de Goiás, em que todos querem saber das tendências de tecnologia no grupo do Telegram em que passamos todas as informações. Se tiver interesse acesse bit.ly/startupgotelegram

DP –  No dia 8 de agosto, você ministrará curso sobre como usar as mídias digitais para negócios no atual momento, que é de crise. Como será esse curso?

AJ – Cheguei tem um mês da Alemanha, do encontro da Aliança Jovem Empreendedora do G-20, onde discutimos tendências digitais para negócios do futuro. As principais tendências discutidas fora: Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Plataformas Digitais e Realidade Virtual/ Aumentada. E dentro de tudo o que vi, durante as duas semanas intensas que estive lá, fui na Siemens, BMW etc. Vi tanto robô trabalhando, pareciam humanos na forma de operar as máquinas.

A partir destas experiências, o montei o curso como alavancar as vendas em empresas, usando as mídias digitais. Como o comportamento do brasileiro é diferente dos outros países, e cada país é de uma forma, criei o curso adaptado com o que vi lá, para as pessoas daqui.

Agora este é um curso para as pessoas que tem habilidades com mídias digitais. Vamos falar de cases e estratégias e técnicas de como ter um posicionamento digital, qualificado e atingir mais o seu público.

2DP –  Quais são os erros mais comuns em relação as postagens realizadas por empresas nas redes sociais? Quais são as suas principais recomendações para se ter o sucesso de uma marca nesse meio?

AJ – Os erros mais básicos: foto ruim, ou com qualidade ruim. Legenda que não explica. Biografia mal feita, e nesse espaço, digo porque mesmo que pequeno, é muito importante saber expor a respeito.  E não perder a oportunidade.

Estas são as três coisas básicas que muita gente peca.

A quarta, é a questão de “flodar” a time line dos outros. Que significa encher de posts todos de uma vez.

E ainda, as empresas e os profissionais não transformarem o perfil pessoal em conta comercial, para anunciarem. Porque a cada dia o engajamento orgânico está diminuindo, e quem não está a fim de anunciar, não está a fim de aparecer.

Já as 5 dicas estão da mesma forma relacionadas, Fotos boas. Mini bio, onde consiga mostrar o conceito de seu business, o que vende, telefone, endereço,

Legendas com “call-to-action” que convidem a pessoa a realizar uma ação “ Compre agora”, “ligue agora”, “Marque o seu amigo”.

Texto bom, O importante é se comunicar

Anunciar, para aumentar o engajamento.