Carol Belini com suas cachorras Flor e Frida (arquivo pessoal)

Apaixonada por fotos naturais e cheias de sentimento, Carol Belini, começou a fotografar ainda criança como brincadeira. Hoje, aos 31 anos, graduada em Fotografia e Imagem, tem como estilo preferido o Documental de Família, onde registra crianças, gestantes, famílias no seu cotidiano de maneira descontraída e espontânea, sempre com luz natural dos ambientes, na sua casa, em parques, comemorações.

Conversamos com a fotógrafa para entender melhor sobre a fotografia documental, e seu trabalho. Confira!

Uma boa fotografia é aquela que tem sentimento e memória.

Patricia Finotti Opinião – O que é fotografia documental?

Carol Belini – É uma fotografia investigativa, que pode ser sentida. Vai dentro da alma, não se prende a estética e sim a momentos e à essência. Três palavras para definir:Fotografia verdadeira, investigativa e viva.

P.F.O.Como você se prepara para se inserir na rotina da família, a qual irá fotografar?

C.B. – Vou bem aberta em relação a isso e vou sentindo o jeito da família a partir do tempo que passamos juntos, até eu me tornar um membro dela. A tendência com as horas é a família nem perceber mais que estou com a câmera e isso acontece naturalmente.

Antes da diária do ensaio, peço para a família me falar um pouco deles, o que gostam de fazer, lugares preferidos, o que eles gostariam de serem lembrados e isso também ajuda muito.

(crédito: Carol Belini)

P.F.O. – Onde busca inspiração?

C.B. – Estou buscando inspiração a todo momento, desde quando estou no mercado e vejo uma família.  Cada dia tenho mais a certeza que nossas memorias tem que ser eternizadas. Sempre falo, eu não fotografo para os pais e sim para os filhos. Eles sim não vão lembrar da casa/manias/das pequenas coisas do cotidiano da família daqui uns 10 anos.

Lembro de quando era criança, chorar para minha mãe, querendo uma câmera, na época era até de filme.

P.F.O.Quem são suas maiores influências no universo da fotografia?

C.B. – Renato D’Paula, Daniel Freitas, Alain Laboile, Kirsten Lewis e ZalmyBerkowitz.

P.F.O.O que mais gosta de fotografar?

C.B. – Gosto de fotografar famílias, o cotidiano deles. Essas famílias podem ser formadas por crianças, ter animais de estimação, serem constituídas por duas ou mais pessoas e pode ser tradicional ou não.

Sempre fui de observar as pessoas/lugares/situações, via foto em tudo, e fazia enquadramentos mentalmente. Achava e acho o máximo conseguir eternizar os meus sentimentos e a fotografia me proporciona isso.

 

P.F.O.Qual fotografia estarrece você?

C.B. – A fotografia que seja mais espontânea e real possível, que possa sentir e transmitir emoção.

P.F.O. – Para você, o que torna uma fotografia boa?

Uma boa fotografia é aquela que tem sentimento e memória. Não adianta nada ter todas as técnicas e não transmitir sentimento nenhum.

(crédito: Carol Belini)

P.F.O. – Quando não está trabalhando. Qual o seu hobbie? O que faz?

C.B. – Gosto de ficar com a minha família, fazer um churrasquinho (falam que sou boa nisso…risos), ir ao parque passear com as minhas cachorras Flor e Frida, receber amigos em casa, jogar conversa fora e viajar para novos lugares.

P.F.O. – Você participa do Projeto Estrelinha. Explique sobre o projeto, e o que te levou a participar.

C.B. – O projeto “Estrelinha” contribui com a inclusão de crianças com deficiência através da fotografia. Fazemos books gratuitos para crianças de 0 a 12 anos. Mais informações nesse link: http://www.projetoestrelinha.com.br

Desde muito tempo queria trabalhar com crianças especiais. Meu primeiro vestibular foi para Terapia Ocupacional, eu passei, mas não deu turma. Logo depois prestei para fotografia e essa minha vontade não passava. Até que um dia entrei com contato via Instagram com uma mãe que tem uma filha com síndrome de Down e ela que me falou do projeto. Conheci, me identifiquei e desde 2014 faço parte.

Sempre volto dos ensaios do Projeto Estrelinha com as minhas energias renovadas.