“Busque a paz dentro de si. A felicidade virá como conseqüência.” Ivone Ribeiro

Para o nosso primeiro 2 Dedos de Prosa especial mês da mulher, conversamos com a economista Ivone Mariana S. Ribeiro. Ela tem 44 anos,  é casada e dois filhos adolescentes. Além de muitos desafios, celebra várias conquistas em seu dia a dia. Multidinâmica, encontra espaço em sua agenda de fim de semana, para ações de cunho social, cuidar de sua espiritualidade e ainda assistir a peças teatrais, um de seus hobbies.

Meu maior desafio é ser mãe.  Sou colocada à prova a todos os momentos.

Patricia Finotti- Quais são os principais desafios, pessoal ou profissional, em ser mulher?

Ivone Ribeiro – Meu principal desafio é atender a tudo e a todos em tempo real. Ser o colo da família, o aconchego do lar, a esposa dedicada, a médica, a psicóloga e se apresentar linda, saudável e atualizada perante a sociedade. 2 – Percebo com preocupação, pois o excesso de obrigações provoca doenças e frustrações. Devemos ter prioridades e fazer as coisas que estão dentro dos nossos limites e forças. Antes de tudo devemos lembrar que somos seres humanos. O equilíbrio se faz necessário em tudo que fazemos. Tento dar o melhor de mim em tudo que faço. Se algo der errado busco não me culpar. Quando fazemos as coisas com consciência do dever cumprido não há motivos para culpas ou frustrações.

Devemos ter prioridades e fazer as coisas que estão dentro dos nossos limites e forças. Antes de tudo devemos lembrar que somos seres humanos. O equilíbrio se faz necessário em tudo que fazemos.

P.F – As mulheres ao longo dos anos conquistaram muitos espaços na sociedade.  Uma das principais conquistas, foi o de ocupar com maior relevância o mercado de trabalho, como por exemplo, em cargos de chefia, que antes eram tomados somente por homens. Essas lutas diárias, as obrigaram a aprender a tentar equalizar o tempo entre o trabalho e a família. O que, em muitas situações geram frustrações e culpa, por não conseguirem realizar todas as tarefas a contento, ou com a perfeição que gostariam. Como você percebe esta realidade? Você consegue esse equilíbrio? Como se organiza para tê-lo?

I.R. – Percebo com preocupação, pois o excesso de obrigações provoca doenças e frustrações. Devemos ter prioridades e fazer as coisas que estão dentro dos nossos limites e forças. Antes de tudo devemos lembrar que somos seres humanos. O equilíbrio se faz necessário em tudo que fazemos. Tento dar o melhor de mim em tudo que faço. Se algo der errado, busco não me culpar. Quando fazemos as coisas com consciência do dever cumprido, não há motivos para culpas ou frustrações.

P.F – A mulher contemporânea tem uma vasta possibilidade de escolhas e decisões. Podem primeiro optar por investir na carreira, para então formar uma família e ter filhos, à vezes, tardiamente. Essa realidade e escolhas podem fazer com que se sintam também frustradas?

I.R. – Acredito que esta vasta possibilidade de escolhas e o anseio por uma vida repleta de realizações deixam a mulher mais dona de si. Porém em certos momentos geram frustrações devido a multiplicidade de papéis. E a mulher se vê “perdida” sem saber como exerce -los.

Se a mulher tiver oportunidade de estudo e treinamento, com certeza a economia alavanca, pois a mulher tem uma percepção elevada e grandes potencialidades. Para diminuir a violência acredito que é necessário maior presença da mãe na vida dos filhos.

P.F – Você acredita que uma maior inserção da mulher no mercado de trabalho, através de incentivos ao acesso ao estudo, e da profissionalização, é possível alavancar a economia de um país, bem como melhorar os aspectos sociais e diminuir a violência em uma sociedade?

I.R. – Sim. Se a mulher tiver oportunidade de estudo e treinamento, com certeza a economia alavanca, pois a mulher tem uma percepção elevada e grandes potencialidades. Para diminuir a violência acredito que é necessário maior presença da mãe na vida dos filhos, uma boa estratégia é permitir o trabalho de casa, por home office ou horários mais flexíveis. O empregador que tem essa percepção investe em políticas internas que façam com que a mulher perceba que seu trabalho é valorizado. Ambos só tem a ganhar.

P.F – Qual foi o maior desafio de sua vida? Como você superou esse obstáculo?

I.R. – Meu maior desafio é ser mãe.  Sou colocada à prova a todos os momentos. Tento me superar a cada dia com erros e acertos. Cada etapa da maternidade é um desafio a aprender e a perseverar.

P.F – Qual a sua maior conquista? Como você comemorou a superação deste desafio?

I.R. – Minhas maiores conquistas têm sido vencer meus medos e minhas inseguranças. A cada vitória comemoro com gratidão e com a certeza de que sempre podemos melhorar.

P.F – Você tem alguém que te inspira em sua sua trajetória?

I.R. – Minha maior inspiração está em cada amanhecer, acordar e ver que a vida é bela. Aprendi que não devemos desistir, sempre temos uma nova chance e que os nossos dias aqui na terra são curtos, que não devemos perder tempo com coisas que não nos elevam. Devemos ser firmes e gratos com tudo que temos e com que somos, devemos elevar nossos pensamentos e sentir as vibrações. Os bons pensamentos atraem boas energias, e essas energias nos fortalecem a continuar a nossa jornada.