Para os admiradores da banda britânica, que chegou ao fim em 1995, após a saída de um de seus fundadores, o vocalista Mark Knofpler, a expectativa de sentir ao vivo a emoção de ouvir: “Romeo and Juliet”, “Sultans of Swing”,”Money for Nothing”, entre tantas outras, é enorme.  Mesmo sem o lendário Knofpler, o projeto Dire Straits Legacy  – DSL, que está em turnê pelo Brasil, e em alguns países da América do Sul, sacia essa emoção, e faz com que muitos fãs de diversas gerações entrem em delírio.

A proposta do DSL surgiu com o músico Marco Caviglia. Em 2009, foi organizado um show na Itália, junto com John Illsley, Alan Clark, Phil Palmer, Chris White e Danny Cummings, todos ex-membros da banda. Desse experimento, o projeto já passou por diversos países, e retornou ao Brasil, no fim de março, em uma nova turnê.

No show de Goiânia, que acontece no sábado, 13, no Goiânia Arena, os ex-integrantes do grupo original se juntaram a novos nomes, para relembrar os clássicos que marcaram a carreira da banda de rock.

Para saber um pouco mais sobre essa turnê, conversamos com o guitarrista Phil Palmer, que trabalhou com Dire Straits de 1990 a 1992. Confira este 2 Dedos de Prosa!

o setlist é formado especificamente para as expectativas de um público brasileiro

Patricia Finotti – Como surgiu a ideia de criar o Dire Straits Legacy?

Phil Palmer – A ideia inicial foi montada por Marco Caviglia, que como um aficionado por Mark Knopfler, nos reuniu de volta um a um para reviver a música. Nós apreciamos a colaboração de John Ilistey e Pick Withers durante nossa evolução e o núcleo atual da banda que é  composto por mim (Phil Palmer),  Alan Clark, Jack Sonni e Mel Collins, todos ex-membros da banda de turnê e gravação, e que nos uma autenticidade e qualificação para executar a música do Dire Straits com precisão, alimentado pelo incrível Steve Ferrone na bateria e o lendário Trevor Hom no baixo.

P.F. – O que os fãs podem esperar dessa turnê pelo Brasil?

P.P. – Estamos cuidadosamente montando o nosso setlist formado especificamente para as expectativas de um público brasileiro … Nós sabemos que vocês são grandes fãs dos clássico DS , que é claro que estarão lá, mas, nós sabemos que adoram dançar, então vamos dar a vocês essa chance também.

a música de Mark é atemporal, e o gênero ainda é apreciado.

P.F. – Qual a sensação de ter fãs de várias gerações?

P.P. – Honestamente, esta é uma boa surpresa … Percebemos, junto com os fãs de 40-60 anos, que há um grande número de fãs de DS que ainda não haviam nascido na última vez que tocamos, em 1992. Isso sublinha que a música de Mark é atemporal, e o gênero ainda é apreciado.

P.F. – Em 1985, Dire Straits foi um dos principais responsáveis ​​pelo lançamento de um novo formato de áudio digital, CD – Compact Disc, a época. A criadora dessa mídia, Philips, patrocinou a turnê da banda, que lançou Brothers in Arms, naquele ano. Como foi serem os precursores dessa mídia?

P.P. – Para ser honesto, havia vários formatos flutuando por aí. Alguns chegaram ao mercado, enquanto outros desapareceram … É interessante que novos formatos estejam aparecendo, como o DSD, que é um CD de alta resolução, mas também é fascinante que o vinil esteja voltando pelo mesmo motivo. A música e os negócios em torno dela, são cíclicos. A banda Dire Straits foi a marca mais bem sucedida do período e isso se refletiu nas vendas de CDs.

A música brasileira é fascinante por causa de suas raízes

P.F. – Que tipo de música costuma ouvir? O que você acha da música brasileira?

P.P. – Estou interessado em todas as formas de música, a diversidade é um desafio. A música brasileira é fascinante por causa de suas raízes, e é o sabor do país, como café, e o samba baseado em gerações crescendo dentro da cultura, isolados de outros gêneros e influências … isso é único no Brasil, e maravilhoso.

 

our set list fashioned specifically to the expectations of a Brazilian audience

 

For fans of the British band, which came to an end in 1995, after the vocalist Mark Knofpler leaves the group , the expectation of hearing: “Romeo and Juliet”, “Sultans of Swing”, “Money for Nothing”, among many others, is huge. Even without the legendary Knofpler, the Dire Straits Legacy – DSL project, which is touring in Brazil, and in some South American countries, satisfies this emotion, and makes many fans of diverse generations delirious.

The DSL proposal came with the musician Marco Caviglia. In 2009, a concert was organized in Italy, along with John Illsley, Alan Clark, Phil Palmer, Chris White and Danny Cummings, all of whom were former members of the band. From this experiment, the project has already gone through several countries, and returned to Brazil, at the end of March, on a new tour.

In Goiânia, the show will take place on Saturday, 13 th, at Goiânia Arena, and the former members of the original group have joined new names to reminisce the classics that marked the rock band’s career.

We spoke to the guitarist Phil Palmer, who joined Dire Straits from 1990 to 1992, about this tour. Check out this 2 Dedos de Prosa!

Patricia Finotti – How did the idea of creating the Dire Straits Legacy come out?

Phil Palmer – The initial idea was put together by Marco Caviglia , who as a Mark Knopfler aficionado , brought us back together one by one to relive the music. We have enjoyed the collaboration of John Ilistey and Pick Withers during our evolution and the current nucleus of the band is Myself (Phil Palmer ) , Alan Clark , Jack Sonni , and Mel Collins , all former members of the touring and recording band , this gives us an authenticity and qualification to perform the music of D.S. accurately , powered by the amazing Steve Ferrone on drums and the Legendary Trevor Hom on bass .

P.F. – What can fans expect from this tour through Brazil?

P.P. – We are carefully putting together our set list fashioned specifically to the expectations of a Brazilian audience … We know you are great fans of the classic D.S.  – Dire Straits – songs and of course they will be there, but we know you love to dance, so we will giving you that chance too.

Mark’s music is timeless and the genre is still appreciated.

P.F. – What does it feel like to have multi-generation fans?

P.P. – Honestly this is a nice surprise … We have noticed along with the 40-60 year old fans, that there are a great number of D.S. fans who were not yet bom the last time we played in 1992 .. this underlines that Mark’s music is timeless and the genre is still appreciated .

P.F. – In 1985, Dire Strais was one of the main responsible for the release of the new digital audio format, CD, compact disc. The creator of this media, Philips, sponsored the band’s tour, which was releasing Brothers in Arms in that year. What was it like to be the forerunners of this media?

P.P. – To be honest, there were several formats floating around then, some hit the market, while others disappeared … it´s interesting that new formats are appearing such as DSD which is high resolution CD,  for the connoisseur, but also fascinating that vinyl is making a comeback for the same reason. Music and the business around it are cyclic the Dire Straits band was the most successful brand of the period and that is reflected by the sales of CD’s.

Brazilian music is fascinating because of its roots, it is a flavour of the country,

P.F. – What kind of music do you usually listen to? What do you think about Brazilian music?

P.P. – I am interested by all forms of music , Diversity is challenging . Brazilian music is fascinating because of its roots, it is a flavour of the country, Like coffee and samba based upon generations growing up inside the culture, insulated from other genres and influences … it is unique to Brazil and wonderful because of it.