O Cineclube Zabriskie no próximo fim de semana exibirá dois filmes de curta metragem: Das Raízes às Pontas e Elekô.

  • Das Raízes às Pontas

Luiza tem 12 anos e fala com orgulho de seu cabelo crespo e sua ancestralidade. A história de Luiza é uma exceção. Os entrevistados, dos mais diversos perfis, falam sobre o papel do cabelo crespo como elemento do tornar-se negro e como ato político contra imposições estéticas. Questionar os padrões de beleza, que são impostos cada vez mais cedo e tratar a afirmação do cabelo crespo como um dos elementos fundamentais da identidade negra são a principal temática do filme, que também avalia a aplicação da Lei 10.639/03 que regulamenta o ensino da História Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Direção: Flora Egécia

Documentário, 20min, 2015, DF

Classificação indicativa Livre

Elekô
Elekô na agenda do Zabriskie
  • Elekô

Um fio de poesia vermelha conduzindo a experiência audiovisual de fazer-se e afirmar-se na loucura das condições de ser negra e mulher. Olhando a história a partir do porto, reconhecer e afirmar as potências e a beleza. Parir do próprio sofrimento um horizonte de liberdade, apoio e colaboração. Encontrar na presença de outras mulheres a força do feminino e o sagrado sentido de ser, até poder celebrar a vida, em fêmea comunhão e sociedade.

Direção: Coletiva | Mulheres de pedra

Documentário, 6min, 2015, RJ

Duração: 6 minutos.

Cineclube Zabriskie – é um projeto do Grupo Zabriskie Teatro que, desde 2014, consiste em receber o público em sessões com projeção de filmes, pipoca e bate-papo. A temática é a Diversidade de Gênero e Sexualidade.

O desejo do Grupo Zabriskie é fazer de sua sede um espaço para que todos e todas reflitamos sobre uma sociedade ainda opressora, que nos cerceia em nossas mais íntimas descobertas e incita ao ódio e à intolerância.

Sob a coordenação do ator Alexandre Augusto e a cineasta Brisa Evangelista, o Cineclube Zabriskie vem reunindo um grupo de apaixonados por cinema, em media uma vez por mês, para assistir e discutir sobre cinema e compartilhar inquietações e reflexões para a desconstrução de preconceitos em nossa sociedade.

Os preconceitos devem ser sempre abordados e desconstruídos. A nossa sociedade é predominantemente patriarcal e machista. A homofobia, lesbofobia, transfobia, e tantos outros preconceitos atrozes que incidem diariamente sobre todos é visível. Nas estatísticas constatamos que o Brasil lidera o ranking de violência homofóbica e é o país onde há o maior número de assassinatos de travestis e transexuais. No cotidiano percebemos a ausência de liberdade para mínimas expressões homoafetivas. E chega-se ao cúmulo da exclusão de pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no mercado de trabalho.

Ancorados em afirmações como a de Gustavo Jönck – “Um espaço para ver filmes raros, saber das novidades, trocar idéias e fazer amigos.”- Alexandre Augusto e Brisa Evangelista propõem no Cineclube Zabriskie um espaço democrático que incentive as discussões sobre as obras audiovisuais e a reflexão profunda sobre assuntos polêmicos e de extrema importância para a construção da pluralidade e cidadania na nossa sociedade. (zabriskie teatro)