Lupa Comunicação / Marina Avellar

(divulgação)

Na primeira live do artista, mais de mil benfeitores fizeram doações e o total arrecadado foi de R﹩ 43 mil. A iniciativa da UBC vai doar R﹩1.600 em quatro parcelas para músicos afetados pelo isolamento social, por conta da Covid-19

Alceu Valença apresenta a live #ALCEUNATOCA, em parceria com a cervejaria Colorado, nesta quarta, 27 de maio, às 21h. A iniciativa apoia a campanha Juntos Pela Música, criada pela União Brasileiras de Compositores, em parceria com o Spotify, e que visa arrecadar fundos para artistas impactados pela crise da Covid-19. Os internautas poderão assistir no http://www.youtube.com/canalvalenca.

Depois do sucesso de sua primeira live – onde, segundo os números do YouTube, chegou a ter 2,5 milhões de pessoas ligadas em seu canal e o total arrecadado para o projeto foi de R﹩ 43 mil, valor que através do matchfunding chegou a R﹩ 86 mil (cada real doado pela sociedade, o Spotify se compromete a dor o mesmo valor) – Alceu Valença volta a atacar no novo formato de shows on-line imposto pela quarentena.

O fundo Juntos Pela Música foi aberto no último mês com um aporte inicial de R﹩ 1 milhão, sendo R﹩ 500 mil da UBC e R﹩ 500 mil do Spotify. Atualmente, a campanha já recebeu mais de R﹩ 270 mil em doações do público através de um crowdfunding no site Benfeitoria: http://benfeitoria.com/juntospelamusica. Com o valor arrecadado até o momento, a iniciativa irá ajudar 792 músicos. Mais de 1,5 mil artistas já solicitaram o auxílio e mais de 2 mil pessoas já colaboraram.

#ALCEUNATOCA

Diretamente de sua casa no Rio, o artista trafega por urbes paralelas, onde o conceito é viajar sem sair de casa. Para isso, interpreta temas relacionados às ruas, estradas e caminhos que percorre ao longo de mais de quatro décadas de carreira, desta vez a partir de sua relação com a cidade de Olinda e de lá para outros cantos do mundo.

Na atmosfera olindense, sacro e profano se entrelaçam. Das igrejas da cidade histórica, ecoam os poemas de pássaro de “Sino de Ouro” e a paz dos mosteiros da Índia de “Olinda”. As ladeiras tornam-se mais febris em “Bicho Maluco Beleza” e “Hino do Elefante” (de Clidio Nigro), trilhas obrigatória dos carnavais da cidade alta, ou de “Segura a Coisa”, feita por Alceu nos anos 80 para a série Asas da América, pilotada pelo parceiro folião Carlos Fernando.

O samba inédito “Sem pensar no Amanhã”, da safra recente de composições de Alceu, e o hit “Como Dois Animais” levam a folia para além do frevo. “Mensageira dos Anjos”, do primeiro álbum de Alceu, “Molhado de Suor” (1974) retrata a Olinda mística enquanto “Marim dos Caetés” celebra a Olinda indígena, sempre guerreira.

No galope etéreo de “Cavalo-de-Pau”, Alceu segue a trilha das toadas do Brasil profundo. No trotar de “No Tempo em que me querias” o cavalo ventania percorre Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia. Se “Te Amo, Brasília” conhece a geografia do planalto central, “Era verão” na cidade de São Sebastião, outro samba inédito, celebra a mais carioca das estações.

O tempo de dilata como um fio no “Samba do Tempo” que leva o artista de volta a Paris – onde viveu na década de 70 -, com direito a citação de “Et Maintenant”, de Gilbert Bécaud. Em “Loa de Lisboa”, “Borboleta” e “P da Paixão” a música brasileira abraça o fado português. “Pelas Ruas Que Andei”, percorre as vias poéticas do Recife. “Belle de Jour” sintetiza a musa da nouvelle vague francesa e a moça bonita da praia de Boa Viagem. De Nova York ao Leblon, “Tesoura do Desejo” executa um corte preciso em qualquer ameaça de baixo astral. “Coração Bobo”, “Táxi Lunar”, “Tropicana”, “Anunciação” e “Tomara” zelam por uma nação solidária.

“Estou há vários dias trancado em casa e tenho tocado violão como nunca. Só me lembro de ter tocado tanto quando morei em Paris, no final da década de 70. Então, a ideia da live é compartilhar minhas impressões e recordações como se o público fosse convidado para cantar e conversar comigo na sala da minha casa. São as músicas que toco quando estou comigo mesmo, do jeito que gosto de tocar. Ao mesmo tempo são músicas que contam a minha história. É uma maneira de estar perto das pessoas, de passar uma mensagem de esperança. Tenho certeza de que vamos superar este momento em muito breve” – desabafa Alceu.

Sobre o fundo “Juntos Pela Música”

A pandemia da Covid-19 acertou em cheio a indústria da música. A proibição da realização de eventos estancou quase por inteira a fonte de renda de milhares de artistas. A crise afeta também a arrecadação de direitos autorais por execução pública, que terá queda de R﹩ 140 milhões em 3 meses, segundo o Ecad. Diante deste cenário, a União Brasileira de Compositores (UBC) e o Spotify lançam o fundo “Juntos Pela Música”, que remunerará artistas que enfrentam dificuldades financeiras. O fundo nasceu com R﹩ 1 milhão, sendo R﹩ 500 mil da UBC e outros R﹩ 500 mil do Spotify, destinados a milhares de artistas afetados pela quarentena.

Para ampliar o alcance dos benefícios, as entidades abriram a campanha para doações da sociedade civil, através de uma plataforma de crowdfunding: http://www.benfeitoria.com/juntospelamusica

O movimento faz parte do projeto global “Spotify COVID-19 Music Relief”. A empresa irá igualar as doações arrecadadas via crowdfunding, em parceria com a UBC, para atender os artistas. Neste caso, o Spotify se compromete a equiparar a doação em 1:1. Para cada real doado pela sociedade, a empresa doará o mesmo valor, além do aporte inicial de R﹩ 500 mil, até o limite do seu programa global de ajudas do gênero.

Sobre a UBC

União Brasileira de Compositores – UBC é uma associação sem fins lucrativos, dirigida por autores, que tem como objetivo principal a defesa e a promoção dos interesses dos titulares de direitos autorais de músicas e a distribuição dos rendimentos gerados pela utilização das mesmas, bem como o desenvolvimento cultural.

A UBC foi fundada em 1942 por autores e atua até hoje com dinamismo, excelência em tecnologia da informação e transparência, representando mais de 30 mil associados, entre autores, intérpretes, músicos, editoras e gravadoras. Para mais informações: Elisa Eisenlohr: elisa.eisenlohr@ubc.org.br / Whatsapp: (21) 99746-4047