“Com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, nos próximos anos, poderá haver aumento do número de mortes decorrentes do câncer de próstata”, a afirmação é do urologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida. A patologia é uma doença de progressão lenta, que atinge homens a partir dos 45-50 anos. Após o surgimento do PSA, exame que detecta a doença, o diagnóstico passou a ser realizado em idade mais precoce.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que, no Brasil, surjam 61.200 novos casos em 2016, ou seja, a cada 100 mil homens, 54 terão a doença. Hoje, o câncer de próstata é o segundo mais comum na população masculina em todo o mundo. Mesmo com a evolução dos métodos de diagnóstico, o homem não busca a prevenção.

“O preconceito diminuiu bastante ao longo dos anos, e poucos homens ainda não se previnem contra o câncer de próstata, porque o exame para detectá-lo é desconfortável”, salienta Almeida. De acordo com o médico, o público masculino sabe a importância deste exame, mas acaba sempre adiando a consulta.

O histórico familiar e a cor da pele (principalmente negra) também aumentam as chances do surgimento da doença. “Por isso, a recomendação é visitar um urologista anualmente, em caráter preventivo”, explica o urologista.

Quando o tumor ainda não avançou na camada externa da glândula ou não atingiu outros órgãos, o tratamento mais indicado é a cirurgia, onde é feita toda a retirada da próstata. Também podem ser usados como tratamentos a radioterapia e bloqueio hormonal. Já quando o tumor sai da próstata, já indica um sinal de doença avançada.

Fernando Almeida lembra ainda que o acompanhamento médico e clínico é essencial. “A prevenção é importante. Se detectado na fase inicial, a chance de cura do câncer de próstata acontece em 90% a 95% dos casos”, revela o urologista. Uma vez detectado precocemente e tratado de maneira adequada, as chances de mortes nos homens em razão do câncer de próstata diminuem. (TREE COMUNICAÇÃO)