Apesar de atingir 10 milhões de brasileiros1, a osteoporose pode ser prevenida

 

Envelhecer com saúde e independência. A limitação física é o segundo maior receio dos brasileiros em relação ao envelhecimento, atrás apenas de problemas de saúde, de acordo com a pesquisa Como os Brasileiros Encaram o Envelhecimento[1], realizada pelo Instituto QualiBest a pedido da Pfizer. A boa notícia é que, apesar de atingir 10 milhões de brasileiros[2], a osteoporose, doença caracterizada pela diminuição progressiva da massa óssea e maior propensão a fraturas, pode ser prevenida.

A endocrinologista Marise Lazaretti Castro explica que o trio cálcio, vitamina D e atividade física são essenciais para ossos saudáveis . “O cálcio tem a função de tornar a estrutura óssea mais resistente, mas a vitamina D é fundamental para sua absorção no intestino e o exercício promove a fixação do mineral”, ressalta a especialista que é professora da Escola Paulista de Medicina e presidente científica da ABRASSO – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo. A especialista explica que a constituição do esqueleto é determinada 60% por questões genéticas e 40% pelo ambiente. “Os hábitos são decisivos para que tenhamos ossos saudáveis, pois podem atrapalhar uma genética boa ou piorar uma genética ruim”, alerta.

Apesar de se falar muito sobre a importância do cálcio para a prevenção de fraturas e manutenção de ossos saudáveis, é preciso lembrar que o mineral é fundamental também para diversas outras funções vitais no organismo, como contração muscular, coagulação do sangue, ativação de enzimas e outras reações celulares. “O esqueleto funciona como um reservatório de cálcio no organismo e, quando os níveis não estão normais no sangue, ele é retirado dos ossos”, destaca a médica. E a perda natural de cálcio nos ossos começa aos 30 anos, quando devemos nos preocupar ainda mais em reforçar nossos hábitos saudáveis3.

E quando o assunto é consumo de alimentos fonte de cálcio, a endocrinologista alerta que os brasileiros não andam muito bem. “Em geral, as pessoas consomem a metade da quantidade necessária recomendada, que é de 800 mg a 1.200 mg por dia. Não temos o hábito de tomar leite nas refeições e os seus derivados, como leite e queijo, também são pouco consumidos”, aponta. Marise explica que, apesar de o mineral estar presente em vegetais verdes escuros, sem os laticínios, o consumo de cálcio alcança apenas 250 mg. “Seria preciso comer muito brócolis e couve, todos os dias, para atingir a quantidade recomendada”.

Vitamina D é vital para absorção do cálcio

A vitamina D é produzida na pele por meio da exposição solar e precisa estar em níveis normais no sangue para que o cálcio dos alimentos seja absorvido, caso contrário apenas 10% do nutriente são aproveitados, destaca Marise Lazaretti Castro. Porém, vários fatores interferem nessa produção, como estação do ano, latitude, cor da pele e idade.

“Como nem sempre é possível reforçar a dieta com lácteos e os riscos com câncer de pele e preocupação com envelhecimento são legítimos, a suplementação de cálcio e vitamina D é uma alternativa recomendada para prevenção e tratamento da osteoporose”, completa Marise. (Ketchum)