Jornalismo Basileu França

Iniciativa dará oportunidade a jovens músicos de solar com uma Orquestra Sinfônica

A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG), um projeto da Escola do Futuro em Artes Basileu França, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (SEDI), realiza neste sábado (17), às 19h, o “Concerto Jovens Solistas”. Esta é mais uma programação da Temporada Digital Ressignificar. A transmissão será realizada pelo canal da Orquestra no YouTube: Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás e pela fanpage: OrquestraSinfonicaJovemdeGoiasoficial.

A apresentação ficará por conta dos solistas Wesley Oliveira – fagotista da OSJG e André Felipe Arantes – violinista da Orquestra Sinfônica Pedro Ludovico Teixeira. O repertório será composto por obras de Antonio Vivaldi, Oskar Rieding, Johann Sebastian Bach, Luigi Boccherini e Heitor Villa-Lobos.

De acordo com Wesley Oliveira, durante a pandemia do novo coronavírus, a rotina de estudos, ensaios e apresentações dos profissionais da área sofreram mudanças significativas. “Contudo, baseio-me pela palavra que foi a base para a volta dos nossos concertos: Ressignificar! É preciso ressignificar todas as coisas para uma mudança muito brusca como essa. Às vezes, essas mudanças não são tão agradáveis, mas se tornam necessárias para se entender coisas que antes passávamos por cima, ou nem pensávamos sobre. Se fazem necessárias para nos entendermos como seres humanos”, afirma.

O músico mantém a rotina de estudos, mas com focos diferentes. Ele explica que antes da pandemia não havia muito tempo para se dedicar, primorosamente, ao fagote. E agora, com o distanciamento social, o fato de ter que ficar mais tempo em casa tornou isso possível. “Consegui terminar estudos de peças que antes havia apenas lido, mas não havia dedicado a atenção necessária a elas”, comenta.  

Wesley Oliveira complementa ainda sobre o período crítico que vivenciamos por conta da pandemia. “Como músicos, necessitamos de plateia, de pessoas para nos prestigiarem. O que seria de um músico sem seu público para apreciar sua arte? Posso dizer que para a classe dos artistas, em que o público é nosso alvo, a melhor forma de expressar nossa arte, nossa música, é levando mais cultura e entretenimento para as pessoas. Eu diria que estamos vivendo uma grande pausa e estamos esperando as melodias voltarem a ser tocadas novamente, porém, essa grande pausa não durará por muito tempo. Finalizo com uma frase de Friedrich Nietzsche: ‘Sem a música, a vida seria um erro’”, pontua. 

Quanto ao concerto do próximo sábado, o músico relata sobre sua expectativa. “Solar à frente de uma Orquestra, ou em qualquer formação, é sempre uma experiência muito grande. É a concretização de horas de estudo, em que podemos colocar à mostra nosso trabalho. Essa nova experiência torna-se desafiadora e motivadora. A vivência de estudos individuais é muito diferente de se tocar em grupo, onde você precisa ouvir, saber entrar na hora certa, afinar com o colega, etc. Esse trabalho todo é necessário para uma boa execução. Sem falar na energia boa que é tocar com amigos. E a Orquestra Sinfônica Jovem nos proporciona isso. Tocar com pessoas de energia boa, que estão torcendo por nós e estão felizes conosco, não tem preço. Isso deixa a música mais leve e bonita, pois há sentimento envolvidos”, declara.

Considerando, ainda, os benefícios da música tanto para o público quanto para os profissionais, a coordenadora de Música da Escola Basileu França e da Orquestra Mozart (também pertencente à instituição), Rainy Graicy, comenta sobre a importância da iniciação musical na infância. “A música corrobora para o desenvolvimento cognitivo da criança, bem como as habilidades musicais e intelectuais: concentração, atenção, memória, disciplina, dentre outras. Estudos afirmam a importância e os benefícios da música como objeto formador e integrador do indivíduo desde a infância”, afirma.

Nesse sentido, a Escola do Futuro em Artes Basileu França oferece diversas atividades, a fim de proporcionar o envolvimento e a participação de alunos mirins em grupos sinfônicos. “Como instrumento formador e integrador, o aluno mirim tem a oportunidade de participar como solista do grupo sinfônico juvenil. Essa participação promove uma experiência e vivência inestimável para sua carreira musical, além de trabalhar os processos cognitivos, sociais e integradores do aluno”, afirma a maestrina.  

Dessa forma, André Felipe Arantes terá uma experiência bastante positiva. O jovem músico está se dedicando ao máximo para o concerto, com horas de estudo, e está conseguindo assimilar bem as aulas.

Ele avalia que o retorno dos concertos, mesmo sem público, é muito importante. Isso porque enquanto muitos não têm a oportunidade de presenciar um evento como esse, por meio online, todos podem prestigiar. Sobre a expectativa para o evento, André Felipe declara: “estou estudando muito para esse concerto. Para mim será uma ótima oportunidade solar com a Orquestra”.

Cabe ressaltar que a transmissão online, assim como todas das demais áreas da Escola (Artes Visuais, Arte Educação, Arte e Inclusão, Circo, Dança, Música – incluindo os grupos sinfônicos, Produção Cênica e Teatro), é estritamente de cunho pedagógico. O objetivo, portanto, é promover e disseminar o processo de ensino e aprendizagem.     

Sobre os músicos

Wesley Alexandre Oliveira

Iniciou os estudos de fagote no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, em Tatuí (SP), no ano de 2009, tendo orientação da Professora Solange Aparecida Coelho, até o ano de 2014, onde completei o curso regular de 14 semestres. Em seguida, iniciou o aperfeiçoamento na mesma instituição, sob orientação do Professor Ricardo Aurélio, tendo se formado em 2016. Integrou diversas orquestras em São Paulo e participou de vários festivais de música, como o II e III Encontro Internacional de Madeiras de Orquestra do Conservatório de Tatuí, entre outros. Em 2018, foi aprovado como fagotista na Orquestra Sinfônica de Goiânia, onde está até o presente momento. Também é chefe de naipe de madeiras da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás e aluno do curso de Licenciatura em Música do Instituto Federal de Goiás (IFG).

André Felipe Arantes

Natural de Goiânia (GO), André iniciou os estudos em violino aos 6 anos de idade, incentivado pelo maestro Andreyw Batista. Aos 7 anos, começou a estudar no ITEGO Basileu França (atual Escola do Futuro em Artes Basileu França), tendo aulas com o professor Salmo Lopes e participando também da Orquestra Infantil Mozart. Participou de diversos masterclasses, dentre eles com o violista Natanael Ferreira, com o professor e violinista Thiago Biscaro e com o violinista Thierry de Lucas. Atualmente, aos 10 anos de idade, é integrante no 1º violino da Orquestra Pedro Ludovico Teixeira e aluno do professor Eliézer dos Santos.

Sobre a Orquestra Sinfônica Jovem

A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG) foi fundada em 2001, com o objetivo de formar jovens músicos com capacidade para atuar, profissionalmente, em orquestras nacionais e internacionais. A Orquestra é contemplada com o Bolsa Artista, um programa criado pelo Governo Estadual, a fim de garantir aos jovens o acesso à educação, cultura e inclusão social. O grupo musical é um dos principais do país, sendo reconhecido, inclusive, em diversos locais do mundo, por meio de turnês internacionais.

Sobre a Orquestra Pedro Ludovico Teixeira

A Orquestra Sinfônica Pedro Ludovico Teixeira realiza um trabalho já consolidado e é referência há 14 anos em educação musical. Ela prepara o aluno para atuar em orquestras jovens, estúdios, eventos e festivais. É formada por 65 alunos da Escola do Futuro em Artes Basileu França, antecedendo à Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. A Orquestra Pedro Ludovico possui, como uma de suas características, o exercício de um repertório sinfônico e popular variado, que exige do aluno habilidades de médio grau de complexidade e contém, em sua estrutura, a seguinte composição: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, tuba, trombone, piano, harpa e percussão.   

Sobre a Escola do Futuro em Artes Basileu França

A Escola do Futuro em Artes Basileu França teve origem em 1967, na Escola de Artes Veiga Valle. A instituição possui como missão oferecer capacitação artística, desde o início até a formação superior, nas seguintes áreas: Arte Educação, Arte Inclusão, Artes Visuais, Circo, Dança, Música, Superior de Tecnologia em Produção Cênica e Teatro. Atualmente, diversos grupos da Escola de Arte são reconhecidos nacional e internacionalmente, como o Balé do Teatro-Escola Basileu França, a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG), dentre outros.