Thais Couto 

A utilização dos estudos genéticos para a segurança pública tem ganhado espaço e importância nas instituições policiais e de investigação criminal em razão da eficiência e agilidade na solução de crimes. Devido ao elevado interesse social do tema, o 1º Congresso Online de Genética Forense, de 23 a 25 de outubro, vai reunir grandes nomes da genética no Brasil para compartilhar conhecimento e experiências que ajudam a solucionar casos criminais importantes.

Considerada um ramo da genética, a epigenética forense tem se destacado na aplicação para identificação de autores de crimes.

 “Os estudos em epigenética têm mostrado a possibilidade, por exemplo, de distinguir gêmeos idênticos, estimar a idade de um indivíduo, sexo, identificar tipos teciduais, entre outras coisas, utilizando apenas amostras de DNA”, afirma Thaís Cidália, geneticista, pós-doutora em Genética e pesquisadora do Laboratório de Citogenética Humana e Genética Molecular (LaGene), da Secretaria Estadual de Saúde.

Thaís afirma, ainda, que é possível, com o uso da epigenética, saber mais sobre as circunstâncias e causas de mortes. A especialista explica que a epigenética forense é considerada, atualmente, um ramo muito promissor da criminalística.

O assunto é o ponto central da palestra que a geneticista Thaís Cidália vai proferir nesta sexta-feira, 23 de outubro, no 1º Congresso Online de Genética Forense.