Manoela Messias

Achar que o autoexame pode substituir o exame clínico das mamas é um equívoco comum entre a grande maiorias das mulheres. Desde 2013 o Ministério da saúde indica a mamografia como única forma eficiente para se detectar a doença

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) 65% das mulheres identificam o câncer de mama em autoexames feitos de forma casual e 35% detectam o problema com a autopalpação feita de forma programada e mensal. Esses números fizeram com que o Ministério da Saúde, desde 2013, tenha mudado sua orientação sobre as estratégias de prevenção da doença, indicando a mamografia como única forma eficiente para se detectar a doença. Embora ajude a mulher a conhecer o próprio corpo, o autoexame não é mais recomendado  para identificar e prevenir o câncer, pois não substitui a análise clínica das mamas, que pode detectar-se alterações muito pequenas, que ainda não são palpáveis. Nódulos quando detectados manualmente costumam revelar que a doença pode estar em estágio avançado.

Com a participação confirmada numa ação de conscientização promovida pela MRV em Goiás, no próximo dia 22, às 14h, a técnica de segurança do trabalho Isabella Cristina Ferreira sabe bem o que pode causar a desinformação para a prevenção do câncer. Ela conta que a sogra fazia o autoexame com frequência, porém não realizava corretamente o exame clínico. “A falta de informação e de conhecimento associadas à cultura e o meio social são os principais motivos que levam as mulheres a não se prevenir em relação ao câncer. Se a minha sogra tivesse essa consciência, ela teria feito prevenção pelo menos uma vez por ano, teria descoberto o câncer no começo e hoje poderia estar aqui conosco”, diz a técnica de segurança do trabalho, ao lamentar a morte da sogra ocorrida em 2017, por causa da doença.

A psicóloga clínica Elizangela Lima é uma das especialistas convidadas para a ação de conscientização que será realizada para cerca de 60 mulheres que são colaboradoras nas obras e nos departamentos administrativos da MRV em Goiás. Ela destaca que apesar dos avanços da medicina, a conscientização feminina sobre o câncer de mama ainda enfrenta muitas barreiras. “É preciso quebrar tabus que ainda existem. Alguns deles são fatores emocionais que impedem a mulher de se prevenir, como a vergonha de se tocar e de ser tocada, o medo de procurar algo em si e encontrar, e até mesmo o estresse do dia a dia”, explica a especialista.

A psicóloga fará o trabalho de conscientização em parceria com a farmacêutica Dougliany Oliveira. Além do bate-papo com as especialistas, o evento que será realizado no Centro de Treinamentos da construtora, em Goiânia, contará ainda com aferição de pressão gratuita para as funcionárias. “Todo ano temos esse evento no mês de outubro. Acreditamos que quanto mais informação passamos aos colaboradores, mais assíduos e mais produtivos eles se tornam. Além disso já percebemos que as nossas funcionárias aprovam essas ações e são assíduas nos eventos promovidos pelo departamento de saúde, segurança e meio ambiente.”, afirma o engenheiro de segurança do trabalho, Guilherme Bernardes.

A doença

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum em todo o mundo. Ele surge devido ao crescimento desordenado de células anormais nos seios. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a patologia representa cerca de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. A previsão é de que, no Brasil, surjam quase 60 mil novos casos, com estimativa de 56 casos a cada 100 mil mulheres. 

Não existe uma causa única para essa doença, que é o segundo tipo mais comum em todo o mundo. Mas sabe-se que esse tipo de tumor tem tratamento e cura, mas para isso é preciso conscientização e prevenção para que a doença seja descoberta logo no começo. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, 95% dos casos podem ser tratados quando o tumor ainda está na sua fase inicial.

Sobre a MRV

Fundada em outubro de 1979, a MRV Engenharia é líder nacional no mercado de imóveis econômicos e a primeira construtora da América Latina a oferecer energia fotovoltaica para seu segmento de atuação. Presente em mais de 160 cidades de 22 Estados e no Distrito Federal, em seus 40 anos de atividade já lançou mais de 400 mil unidades. A companhia investe em responsabilidade social e mantém desde 2014 o Instituto MRV, organização sem fins lucrativos, voltada para promoção da transformação social do país por meio da educação.

Serviço: Outubro Rosa na Obra

Data: 22/10

Horário: 14h

Local: Centro de Treinamento MRV – DAE – Av. Brasil – Conj. Cachoeira Dourada – Goiânia