Especialista do Aché Laboratórios comenta as principais infecções e dá dicas para evitar os incômodos

 

Uma das queixas mais frequentes das crianças é a dor de garganta. Nessa fase, o sistema imunológico ainda está amadurecendo e o organismo não formou suas defesas para combater alguns agentes. Além disso, em crianças com idade o escolar, a proximidade com os amiguinhos e a partilha de objetos favorece a contaminação.

De acordo com Fernanda Dacache, gerente médica da unidade MIP (medicamento isento de prescrição) do Aché Laboratórios, as características da crise dependem do tipo de micróbio responsável – vírus ou bactéria. “Na maioria dos casos, a dor de garganta é causada por vírus. Mais comum em crianças de até 2 anos, o contágio se dá por contato com saliva infectada ou outras secreções. Além da dor de garganta, os pequenos também podem apresentar dor no corpo, tosse, coriza, obstrução nasal e mal estar. É comum que a infecção viral seja resolvida entre cinco e sete dias pelo próprio organismo e os medicamentos utilizados durante o quadro destinam-se ao alívio dos sintomas. Caso a infecção permaneça após esse período é necessário procurar um médico”.

Apesar dos agentes virais serem os principais causadores, as crianças também estão suscetíveis à dor de garganta bacteriana. “O quadro costuma surgir entre 3 e 6 anos (podendo variar) e afeta diretamente as amígdalas, pois neste período o tecido da região começa a se desenvolver, o que predispõe as infecções. O quadro provoca febre alta e persistente, comprometendo o estado geral da criança, precisando de tratamento com antibióticos que são comercializados sob prescrição médica”, aponta Fernanda.

Embora não seja possível blindar as crianças, algumas medidas podem diminuir os riscos de contágio e amenizar as infecções já instaladas. Abaixo, confira as dicas da especialista:

  • Estimule a ingestão de bastante líquido. A água pode ajudar a diminuir as secreções na garganta e fluidos quentes contribuem para o alívio da irritação. Hidratar o corpo ajudará a combater infecções e a aliviar dores rapidamente;
  • Para redução dos processos inflamatórios e da dor, crianças maiores de seis anos podem utilizar medicamentos com o princípio ativo cloridrato de benzidamina, como o Flogoral, que contém propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e anestésicas;
  • Use umidificadores ou tratamentos a vapor para obter alívio. A fumaça dos umidificadores pode ajudar a aliviar as dores de garganta. Só tome cuidado para não deixar o ambiente desconfortavelmente úmido ou frio;
  • Estimule a criança a tomar banhos todas as manhãs e noites, em uma temperatura que produza vapor. O banho ajudará a limpar o corpo, oferecendo uma sensação refrescante;
  • Manter uma rotina de sono à noite é muito importante. Enquanto os sintomas persistirem recomenda-se um repouso de onze a treze horas de sono;
  • Oriente a criança a lavar as mãos frequentemente.  Como nossas mãos são vetores para bactérias, ao tocarmos no rosto e outros objetos, aumentamos a probabilidade de transmissão de bactérias e vírus;
  • Procure o médico a qualquer sinal de alarme, como queda importante do estado geral, febre alta persistente, cefaleia intensa e/ou alterações de comportamento. (Dezoito Comunicação)