Antônio Soukef Júnior, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário, indica construções que mostram a evolução da arquitetura da cidade

 

Prestes a comemorar 463 anos, São Paulo é uma cidade antiga e, ao mesmo tempo, moderna. Local onde velhos e novos estilos se encontram. São vários os passeios para explorar as histórias que existem por trás das ruas e avenidas da “terra da garoa”. Para quem não quer gastar muito, mas quer aproveitar os encantos da maior cidade do continente sul-americano, uma dica é visitar as importantes construções arquitetônicas que compõem o cenário de São Paulo.

Segundo Antônio Soukef Júnior, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário, São Paulo guarda muitos vestígios de edificações ecléticas, que misturam tendências do passado de forma livre e que compartilham espaço com estilos mais recentes. “Como a cidade foi construída e reconstruída diversas vezes a partir do final do século XIX, temos uma mistura de gêneros em diversos pontos, mostrando que, ao longo de sua história, predominou o ideal de que o novo é sempre melhor”, afirma o especialista.

O professor conta ainda que, apesar de muitas obras importantes se concentrarem nas regiões mais centrais, há diversas construções que podem ser prestigiadas em todos os cantos da cidade. “Bairros como o Butantã, Jabaquara e Campo Limpo abrigam edificações importantes, que ajudam a reconstruir a evolução arquitetônica de São Paulo.  Não é preciso ir ao centro para conferir algo diferente”.

Os estilos arquitetônicos de São Paulo

De acordo com o professor, é possível encontrar em São Paulo construções que datam da década de 1600, ainda da época colonial. Alguns exemplos são a Casa do Sítio do Capão, na Vila Formosa e aCasa do Bandeirante, no bairro do Butantã.

Entre o final do século XIX e meados da década de 1920, encontramos edificações ecléticas, que misturam tendências do passado de forma livre. Como exemplo deste movimento temos a Casa das Rosas, no Paraíso, o Theatro Municipal, a atual sede do Centro Cultural do Banco do Brasil e aEstação Júlio Prestes, no Centro.

Entre os anos 1930 e 1940, predominou o estilo “art déco”, principalmente nos primeiros arranha-céus construídos na região central. Esse estilo caracterizava-se por geometrizar as formas para dar a ideia de movimento. Destaque para o Edifício Saldanha Marinho e a antiga loja Mappin, ambos no Centro.

A partir dos anos 1950, popularizam-se as construções modernas, com forte uso do concreto e ausência de decoração nas fachadas, como o Conjunto Nacional e o MASP, ambos na Avenida Paulista.

A arquitetura contemporânea mescla o uso de tecnologia avançada, com preocupações de sustentabilidade e o uso de materiais arrojados. Diversas construções nas avenidas Juscelino Kubistchek e Luís Carlos Berrini se enquadram neste conceito.

Conheça outros roteiros para visitar:

Se a ideia é explorar a cidade e conhecer obras de arquitetos famosos, confira dicas de lugares para visitar:

Oca e Auditório Ibirapuera, no Parque do Ibirapuera: estilo de arquitetura moderna, projetados pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Edifício Prudência, em Higienópolis: estilo de arquitetura moderna, idealizado por Rino Levi com colaboração de Roberto Cerqueira César.

Palacete de Antônio Álvares Penteado, em Higienópolis: estilo de arquitetura art nouveau, realizado por Carlos Ekman.

Hotel Unique, no Itaim, e Centro Tomie Ohtake, em Pinheiros: estilo de arquitetura contemporânea. Ambos realizados pelo arquiteto Ruy Ohtake, filho da artista plástica Tomie Ohtake.

Edifício Stadium, em Alphaville: estilo de arquitetura contemporânea, desenvolvido pelos arquitetos Jorge Königsberger e Gianfranco Vannucchi. (Talita Ferreira Oliveira / Ana Martins)