O Socialismo, livro do pai da sociologia moderna, chega agora ao Brasil em nova edição pela Edipro para contribuir com a estrutura social atual

O sociólogo francês Émile Dukheim já previa que o futuro da sociedade seria envolto ao individualismo, capitalismo exacerbado e emergente nas condições morais e sociais. Por isso, viu a necessidade de escrever o livro O Socialismo, publicado no Brasil neste mês pela Edipro, que compreende o movimento em questão como uma reforma necessária para recriar o instinto coletivo da humanidade.

Essa obra compila as aulas de Pedagogia e Ciência Sociais que Durkheim ministrava entre 1895 e 1896, na Faculdade de Letras de Bordeaux, na França. Trata-se de uma preciosa definição sobre o socialismo, suas origens e um estudo muito bem realizado sobre o pensamento de Saint-Simon.

O sociólogo preocupou-se em harmonizar muito bem a estrutura social a qual discutia, relacionando-a com o capitalismo intrínseco à época, as rupturas dos laços entre as pessoas e conceitos religiosos tradicionais.

“O socialismo não se reduz a uma questão de salários, ou, como se diz, do estômago. Ele é, antes de tudo, uma aspiração a uma reorganização do corpo social, cujo efeito será inserir o aparelho industrial de outra maneira dentro do organismo, de tirá-lo da sombra em que funcionava automaticamente, chamando-o à luz e ao controle da consciência.”

Sendo assim, para o autor compreender o próprio tempo, conceituou esta teoria por meio de estudos de pensadores prestigiados, como Platão, Thomas More, Campanella, Saint-Simon, Proudhon, Fourier e Marx, dentre outros.

O livro compõe o catálogo ‘Durkheim’, da Edipro, que contabiliza seis obras do autor, somando com: Da Divisão do Trabalho Social, O Suicídio, Sociologia e Filosofia, As Regras do Método Sociológico e Lições de Sociologia.

Sobre o autor: Sociólogo francês de renome mundial, Durkheim (1858-1917) é considerado o pai da Sociologia moderna. Professor de Sociologia e Pedagogia na Sorbonne e líder da chamada Escola Sociológica Francesa, foi o fundador da revista L’Année Sociologique, em 1896. (Lilian Comunica)