Criada para ensinar a história do Holocausto a adolescentes, exposição está no Centro Educacional da Fundação Salvador Arena e recebe, além de alunos da própria Fundação, estudantes de escolas públicas da região

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A exposição itinerante “Jamais Esquecidos: Holocausto”, que reproduz o ambiente dos campos de concentração e extermínio da Europa durante o regime nazista, que matou cerca de 6 milhões de judeus, chega ao Teatro Engenheiro Salvador Arena, mantido pela Fundação Salvador Arena na cidade de São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo. A mostra, realizada para ensinar a história do Holocausto a adolescentes e para promover discussões sobre preconceito e diversidade, terá como visitantes estudantes atendidos gratuitamente pelo Centro Educacional da Fundação Salvador Arena e cerca de 800 alunos de escolas públicas da região do Grande ABC. A exposição fica em cartaz até o dia 17 de agosto.

Para discutir o tema da exposição com os estudantes, a Fundação Salvador Arena receberá três sobreviventes do Holocausto: o belga André Reisler e as escritoras Nanette Konig, da Holanda, e Rita Braun, da Polônia. A mostra também conta com dezenas de fotografias, vídeos, músicas, textos e objetos que recontam os horrores do extermínio de judeus, ciganos, opositores políticos e homossexuais.

Esta é a segunda temporada da exposição que já recebeu mais de 9 mil espectadores na região do Grande ABC. “Os conflitos étnicos representam o fio condutor desta exposição e mostram o que o ódio e a intolerância podem nos deixar como herança. Por meio da arte, conseguimos levar esse tipo de debate para as instituições de ensino, promover a luta contra qualquer forma de discriminação e deixar uma mensagem de paz”, explica o curador Luiz Rampazzo.

“O grande diferencial da Fundação Salvador Arena na área de educação é a formação humanista. A nossa missão é promover a transformação social por meio da educação. Com a exposição, os alunos viajam a um tempo onde a discriminação causou muita dor e morte. De volta aos dias atuais, de tanta intolerância, os alunos são levados a refletir sobre a importância de uma convivência pacífica e sem preconceitos para o bem-estar da humanidade”, ressalta Cristina Favaron Tugas, diretora pedagógica na instituição.

A exposição também pode ser vista virtualmente: www.specialbooks.com.br/exposicaoholocausto (cdn Comunicação)