Marcas como Dolce & Gabbana, Louis Vuitton, Ricardo Almeida, Volvo Cars, Land Rover e Antonio Bernardo já encontraram seu lugar na capital, que agora se prepara para receber projeto assinado pela grife Studio Arthur Casas

O mercado global de luxo, que inclui bens e serviços voltados para o segmento, cresceu 5% em 2018, o que equivale globalmente a cerca de 1,2 trilhão de euros. A informação consta na 17ª edição do Estudo de Luxo da Bain & Company, realizado em colaboração com a Fondazione Altagamma, fundação da indústria italiana de fabricantes de artigos de luxo. A tendência de crescimento deverá continuar na faixa de 3% a 5% por ano até 2025, para alcançar de 320 bilhões a 365 bilhões de euros. É comum pensar que o mercado de consumo depende intrinsecamente da economia do seu país. E, apesar do cenário econômico do Brasil não ter sido o melhor nos últimos anos, alguns mercados ignoram esse fator e conseguem se manter tranquilamente, como o segmento de luxo, que seguiu na contramão da economia e tem superado o desempenho de vendas.

Em Goiânia, não foi diferente, muito pelo contrário. A capital tem recebido, nos últimos anos, lojas de grifes como Louis Vuitton, Ricardo Almeida, Volvo Cars, Land Rover e Antonio Bernardo e, mais recentemente, pop up store da Dolce & Gabbana. Esse crescimento reflete diretamente no aumento de, mais do que compras, possibilidades e experiências exclusivas. A demanda é outro fator que reforça como a busca do público goianiense por esse estilo de vida tem sido determinante para o firmamento do nicho na capital. Se antes era preciso viajar para adquirir itens de determinadas marcas ou mesmo conhecê-las, hoje esse acesso se tornou mais prático, mas sem perder seu status.

A chegada da italiana Dolce & Gabbana a Goiânia vem acompanhada da ideia de difundir a sua essência, que alia elegância ao clássico e à criatividade. Com design clean, um espaço de 130m², a loja conta com um projeto arquitetônico que destaca as belezas naturais brasileiras e ainda nas paredes uma pintura à mão do artista italiano Giovanni Bressana. Exclusividade em cada detalhe. E, se inicialmente a proposta é temporária, há precedentes que apontam que diante do feedback do mercado, o formato pode ser alterado. Foi o que ocorreu com a Louis Vuitton, por exemplo, que inaugurou como pop up store em 2017 e continua de portas abertas.

Foi seguindo esse mesmo panorama que o premiado designer de joias carioca Antonio Bernardo inaugurou seu ateliê na capital goiana há quatro anos. Com prestígio internacional e lojas em países como Estados Unidos, Portugal, Japão, Espanha e outros, suas criações primam pelo impacto e fascínio que despertam pela delicadeza. O atrativo aos clientes e ao público de interesse de outras cidades e estados é outro fator que impulsiona o segmento.

Nesse sentido, o mercado imobiliário goiano também tem investido em projetos que inovam nos quesitos qualidade de vida e sofisticação. A capital se prepara para receber um empreendimento assinado pela renomada grife Studio Arthur Casas, cuja cobertura de 1360 m² é a maior da qual se tem registro no Centro-Oeste. O novo projeto, que promete revolucionar o segmento, é resultado da parceria entre a City Soluções Urbanas, Oliveira Melo Construtora e o escritório do arquiteto paulistano, que tem trabalhos em Nova Iorque, México, Suíça e Peru, entre outros. 

Todas essas possibilidades, em setores distintos, refletem um movimento consonante entre o público goianiense. O investimento, em cada um desses casos, vai muito além da aquisição de patrimônio, mas abarca o investimento na concretização de experiências ímpares. É aí que reside o luxo. (Lucas – Kasane 360)