Esportes como a corrida ajudam a superar obstáculos impostos e a melhorar a qualidade de vida dos pacientes

 

A atmosfera esportiva está mais forte do que nunca com as competições esportivas no Brasil.  Em nosso país, 54,1% da população realiza algum tipo de esporte ou atividade física, sendo que entre as quatro modalidades mais frequentes está a corrida, de acordo com o último levantamento do Diagnóstico Nacional do Esporte (Diesporte 2015), do Ministério do Esporte.

 Para lembrar este momento único do esporte, uma história em particular mostra que não há barreiras quando se deseja realizar.  É o caso de Harry Thomas Jr., um brasileiro que transformou a sua paixão pela corrida em filosofia de vida.

 Quando tinha 18 anos, Harry teve a audição prejudicada devido a uma perfuração no tímpano durante um mergulho na piscina e, posteriormente, uma virose contribuiu para novas complicações. Os problemas auditivos fizeram a vida silenciar por algum tempo, mas, na verdade, ali foi o começo de uma vitoriosa jornada.

Harry, transformou as dificuldades da perda auditiva em estímulo para  vencer e mudar de vida. Ele decidiu trocar os 15 anos de carreira na área de marketing pelas corridas. De ex-administrador a corredor, ele fez da sua grande paixão, um objetivo de vida e realizou a sua primeira maratona em 1995, em São Paulo. “Correr é tudo pra mim. Trabalho com corrida, me divirto com corrida, meu lazer é corrida, meus grandes amigos são da corrida”, destaca Thomas Jr. Além de atleta é idealizador do Portal Running News.

Na época, teve quase a perda total da audição e desistir nunca fez parte dos seus planos. Graças ao avanço da tecnologia, em 2015, ele fez a cirurgia de implante coclear para a colocação do RONDO (fabricado pela austríaca MED-EL), primeiro processador de implante coclear de peça única do mundo, o que possibilitou que voltasse a ouvir novamente.

Com conectividade sem fio e opções de acesso a quase todas as fontes externas de áudio, a solução permite que ele ouça com qualidade, independentemente da situação ou do nível dos ruídos de fundo. O processador Automatic Sound Management (ASM) com Dual-Loop AGC e controle automático do volume garantem conversas tranquilas com ruído de fundo e o controle automático do volume assegura que sons baixos sejam ouvidos com clareza e os altos, sem desconforto.

Outra vantagem é que o aparelho também pode ser usado na água com o auxílio da WaterWear – capa protetora e totalmente à prova d’água. Para o Dr. Luiz César Nakao Iha, Otorrinolaringologista   da equipe de implantes cocleares do Centro do Deficiente Auditivo da Universidade Federal de São Paulo (CDA-UNIFESP), a reabilitação auditiva é sempre prioridade e muito importante para o bem estar dos pacientes. “Seja na prática esportiva ou no convívio social, para a maioria dos casos de perda auditiva temos soluções adequadas. Em caso de dificuldade para ouvir, o indivíduo deve buscar um especialista e não se isolar. O quanto antes ele tiver acompanhamento médico, mais rápido será o tratamento, a adaptação e menor será o impacto em suas atividades diárias e sua autoestima”.

Reabilitação Auditiva | A audição e o equilíbrio

De acordo com o especialista, na rotina clinica é frequente o quadro de dano auditivo associado ao desequilíbrio. Existem casos de indivíduos com perda auditiva neurossensorial que podem apresentar maior disfunção labiríntica e consequente redução da capacidade de equilíbrio corporal. Este é um dos motivos pelos quais o acompanhamento com o especialista é tão importante, visando não somente a reabilitação auditiva, mas também a melhora da capacidade motora do paciente.

“Em termos práticos, com a reabilitação global, o atleta seria capaz de ouvir o disparo no início da corrida, comunicar-se melhor com outros integrantes de suas atividades e também permitir desenvolver atividades mais complexas de equilíbrio e movimentação ”, finaliza o especialista. (Erika Figueiredo)