Músico fará um pocket show na abertura do festival, no dia 4 de outubro, no Teatro Goiânia, com entrada franca

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O nome de Jards Macalé surge naturalmente em referências ao conceito de artista independente no País. Moderno e irreverente, o músico transita com liberdade em diversas esferas da arte, tendo sido parceiro musical de poetas e trabalhado com cineastas e artistas plásticos. A sinergia cultural foi o mote para a diretora da Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla, convidar o cantor e compositor para abrir a 16ª edição do festival, que começa no dia 4 de outubro, no Teatro Goiânia. O pocket show será durante a abertura da mostra, às 20 horas, com entrada franca.

“A modernidade e irreverência de Jards Macalé são muito importantes para a cultura brasileira. Ele sempre esteve na vanguarda. É um violonista primoroso, e tem uma grande importância como músico, compositor e intérprete. Sua obra é atual e, cada vez mais, valorizada”, afirma Abdalla.

Para o pocket show, Macalé preparou um repertório com suas composições essenciais, como Farinha do Desprezo, Movimento dos Barcos, Gotham City, Vapor Barato, Hotel das Estrelas, Negra Melodia, Mal Secreto, entre outras de sua galeria de sucessos.

Mais sobre Macalé

Jards Anet da Silva – ou Macau, como é chamado pelos amigos – cresceu em Ipanema, Rio de Janeiro, onde jogava futebol na praia e ganhou o apelido de Macalé, o nome daquele que era considerado “o pior jogador do Botafogo”. Estudou piano e orquestração com Guerra Peixe, violão com Jodacil Damasceno, violoncelo com Peter Dauelsberg e regência com Mario Tavares. Formou grupos musicais desde a adolescência e, em 1965, acompanhou Maria Bethânia quando esta substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião. Tornou-se depois diretor musical dos shows da abelha-rainha, ainda nos anos 60, e aí conheceu os baianos Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Na fase pós-tropicalista, fez com Capinan a música Gotham City e a defendeu no IV Festival Internacional da Canção (1969) – acompanhado da banda Os Brazões. Fez músicas para Gal Costa, Nara Leão e Elizeth Cardoso na virada da década de 1970, notadamente o clássico Vapor Barato (com Waly Salomão) e, contratado pela RGE, gravou seu primeiro disco solo – Só Morto, um compacto duplo com quatro faixas, com acompanhamento da banda Soma – lenda do rock setentista nacional.

Nos anos 70/80 tornou-se parceiro de Moreira da Silva no samba de breque Tira os Óculos e Recolhe o Homem. Com Moreira fez vários shows e projetos e por ele foi eleito seu herdeiro legítimo.

Com o passar das décadas, Macalé reafirmou mais e mais sua importância como músico, compositor e intérprete, além de produtor e orquestrador. Hoje seus discos são reeditados remasterizados, como seu primeiro LP de 1972 Jards Macalé, relançado em 2012, o que motivou shows com os músicos que gravaram no original da época: Lanny Gordin (guitarra) e Tuti Moreno (bateria).

Outro exemplo é o LP Banquete dos Mendigos, álbum duplo idealizado e produzido por ele. Gravado ao vivo, em 1973 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, para comemorar o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o disco foi censurado e só saiu anos mais tarde em LP. Entre os vários artistas que participaram nomes como Paulinho da Viola, Jorge Mautner, Edu Lobo, Chico Buarque, Raul Seixas, Milton Nascimento, Dorival Caymmi e Gal Costa, além do próprio Macalé, entre outros. O selo Discobertas acaba de lançar no mercado, uma caixa com três CDs contendo a obra completa.

Atualmente, Jards Macalé segue sua agenda de shows pelo País, acompanhado da banda  Let´s Play That. (Assessoria de Imprensa Goiânia Mostra Curtas)