O livro infantil A sala dos professores, escrito pela argentina Carla Dulfano e traduzido por Flávia Côrtes, aborda o problema do bullying na escola

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O livro A sala dos professores, da Editora do Brasil, acaba de entrar na lista dos Altamente Recomendáveis da FNLIJ 2016 (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Agraciada na categoriaTradução Adaptação Jovem, a publicação agora concorre ao Prêmio FNLIJ que deve divulgar os vencedores em maio deste ano.

O prêmio, que ocorre desde 1974, está em sua 42ª edição. A cada ano a Fundação recebe das editoras as primeiras edições dos livros publicados para análise e seleção. Depois de lidos, os que são considerados de melhor qualidade são selecionados para fazer parte do Acervo Básico da FNLIJ, com o objetivo de orientar a compra de um acervo inicial por Secretarias de Educação, escolas e bibliotecas.

Desse acervo básico surge a seleção Altamente Recomendáveis/FNLIJ. São os dez melhores livros nas categorias: criança, jovem, imagem, poesia, informativo, tradução (criança, jovem e informativo), cujos escritores, ilustradores, tradutores e editores recebem a láurea Altamente Recomendável.

O livro

Lançado em 2015, o livro A sala dos professores (Coleção Toda Prosa), da escritora argentina Carla Dulfano, aborda a questão da prática do bullying na escola. Para isso ela narra a história de Pablo, um garoto que, embora tenha apenas 12 anos, tem de enfrentar a realidade e os problemas de um adulto. Órfão de pai, o menino mora com a avó desde que sua mãe se casou novamente e construiu uma nova família. Além disso, Pablo não é um adolescente como os outros de sua escola: ele não gosta de futebol, não se entrosa com os colegas e professores e sua avó doente necessita de cuidados diários.

Com todas essas dificuldades, o menino segue sua vida de maneira sistemática e sonhadora. Até que um dia, ao entrar por engano na misteriosa sala dos professores vê sua realidade mudar por completo. Essa fantasia faz com que Pablo reflita sobre sua trajetória e encontre sua verdadeira identidade.

De maneira tocante, Carla Dulfano constrói uma história de superação e diversas lições de vida. Mostra que a tolerância e o ato de colocar-se no lugar de outro trazem crescimento e amadurecimento a todos os indivíduos. “A diversidade não é algo que você ‘tem que suportar’, mas algo que podemos aproveitar se abrirmos nossas portas para os outros, sem preconceito”, expõe a autora.

A tradução é da carioca Flávia Côrtes, graduada em Letras e com especialização em Literatura Infantil e Juvenil. Ela também é escritora e possui vários livros infantis e juvenis publicados em editoras como Cortez, Sesi, Larousse e 13 livros traduzidos, além de ministrar palestras em escolas e feiras literárias. (Jô Ribes Comunicação)