Para falar a verdade, eu particularmente não gostava muito da palavra gratidão, como forma de agradecer as pessoas… Para mim um Obrigada, já bastava…

Há alguns anos, fui convidada a fazer uma imersão com uma International Coach. Não foi um treinamento em si, mas, exercícios para autoconhecimento. E também! Prosperidade e sucesso pessoal.

Foi uma quarentena que valeu a pena. Sim! 40 dias de desintoxicação de tudo o que é negativo e te coloca para baixo. Reflexão sobre o que não era mais interessante, naquele estágio de minha vida. E sim, o que era importante para desenvolver as habilidades para os próximos passos da minha caminhada. Além de, muita leitura, conversa e … sol, praia e uma natureza paradisíaca.

Nesta imersão aprendi a valorizar não só a palavra gratidão, mas, a também reconhecer o sentimento que ela nos desperta.

Gratidão tem um significado mais interessante que Obrigada. É um reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor … Esse reconhecimento, é como se desprendesse também um sentimento de amor e prosperidade por quem te ajudou.

Já a palavra Obrigada, pelas minhas pesquisas googlenianas…. dá a impressão de ser como um Dever em agradecer um favor, uma delicadeza.

Desde então, tenho realizado matinalmente o exercício da gratidão. Agradecendo a tudo, e a todos, independente do bem ou mal que a mim fazem. E minha vida tem sido outra….

Recentemente uma amiga, empresária da moda, estava reclamando de suas chateações com os negócios. Fora os filhos adolescentes, que questionam e querem tudo!

A Verinha, é muito organiza, super empreendedora. Daquelas mulheres batalhadoras, que cresceu por conta de seu esforço próprio. Sua loja é linda. Peças com excelente curadoria e de extrema qualidade. Ensinou as suas vendedoras a realizarem um atendimento com muito aconchego e simpatia. Não conheço alguém que reclame de qualquer coisa em sua loja. Mesmo que a pessoa não compre da primeira vez que visite a boutique, ela acaba voltando outras vezes para adquirir bela peças.

Mas, então do que a Verinha tanto estava reclamando?

Ela na verdade não estava em uma boa fase. Tinha dois filhos na adolescência e uma linda bebezinha, que começa a engatinhar. O marido, mesmo muito presente, não a ajudava muito com as crianças: “Pera aí tia, crianças não, só a Maria Luiza que é bebê.” reclamou JP, o filho mais velho da minha amiga. “tá bom, tá bom! ADOLESCENTE!”…

Encontramos há alguns dias para trocar algumas idéias. Verinha veio igual a uma matraca, falando de suas contrariedades com os dois rapazes que se achavam adultos. Além de sua falta de fôlego em conseguir controlar a pequena, que agora queria descobrir o mundo. Uma verdadeira confusão. Já o Pedro Luís, só fazia rir desse balaio de gato da meninada… “Tia, eu já te falei que a gente não é menino não, TIA….!” vem o JP novamente. “ok, ok!!!” respondo

E no meio daquele almoço com desabafos, a minha amiga recebe uma mensagem de Whatsapp de uma cliente furiosa com uma calça que recém comprada, havia rasgado. A mulher desaforadamente enviou um áudio, falando poucas e boas. Tinha razão sobre seu desagrado, NÃO!

Segundo Verinha, ela havia avisado para não lavar a roupa de couro sintético: “A gente não lava a roupa, apenas deixa secar e passa um hidrante, que pode ser de corpo mesmo.” explicou a empresária. Mas, a mulher fez tudo errado.

Quando minha amiga ia responder com outra mensagem desaforada, peguei em seu braço e disse, respira, acalma e responda apenas: “Gratidão por me informar sobre este assunto.”

Verinha me olhou, com aquela cara perguntando se eu era doida????…. Insisti… Ela escreveu a mensagem…. Após um hiato…. a resposta: “Amém!”

Resultado, nunca mais Verinha foi incomodada…. e claro!!! Passou a fazer o exercício da gratidão.

Os problemas com os dois adolescentes. Desapareceram! “Gratidão pelas bençãos dos meus filhos” repetia ela nas horas de fúria…

A harmonia voltou a reinar na casa da família da dona Vera Lúcia.

“É amiga, esse exercício da Gratidão é mágico mesmo! ” exclamou ela., em uma mensagem via smartphone.

“Mágico não! É paz, É prosperidade, É vida!” respondi.