Série de documentários criada pela produtora Zoe Films mistura artistas experientes e iniciantes

 

Como a maioria dos projetos bem-sucedidos, MINIDocs começou com uma equipe pequena, mas que desde o início acreditava no potencial e na força da iniciativa. Três pessoas se dividiam para fazer tudo: produzir, dirigir, filmar e editar. A ideia era fazer o produto da melhor qualidade possível, já que o objetivo da série sempre foi divulgar, promover e valorizar a música e, consequentemente, a cultura brasileira. Mas só as seis mãos não eram suficientes.

Na mesma época, Carlos Gayotto, o criador de MINIDocs, que também é músico, resolveu gravar seu disco e se apaixonou pela qualidade técnica do estúdio Gargolândia. Durante as gravações, Carlos e Rafael Alterio, dono do estúdio, acabaram ficando amigos e surgiu aí a primeira parceira da série. Todos os ensaios dos artistas de MINIDocs são gravados lá na fazenda Gargolândia.

O próximo passo, definir o formato da série, era desafiador. Foi aí que aconteceu a grande sacada, que é o diferencial de MINIDocs: o caráter multimídia do produto, feito para se adaptar e se comunicar em vários formatos. Foi definido que cada temporada de MINIDocs seria produzida com 12 shows e 12 ensaios. Deste material bruto, são feitos três subprodutos que chegam ao ouvinte final:

– 52 episódios, com cerca de 5 minutos cada, exibidos no canal da série (www.youtube.com/user/ZoeFilmsMiniDocs)

– 13 episódios, de 26 minutos cada, transmitidos pelo Canal Arte 1

– 13 episódios, de 23 minutos cada, disponíveis na plataforma Qello Concerts

“Os formatos diferentes para as diversas mídias são intencionais e possibilitam uma maior divulgação dos artistas. Toda semana tem conteúdo novo nesses canais”, conta Gayotto, que também assina a direção dos documentários. Os shows são gravados no Teatro Vivo – outra empresa parceira de MINIDocs – e têm um apelo social muito bacana: para assistir às apresentações basta levar um livro, que depois é doado para uma instituição social. É um incentivo à leitura e à cultura de uma só vez.

Hoje, a série que começou com três pessoas já conta com uma equipe de mais de 30, além de vários parceiros. Um deles é o já conhecido Tó Brandileone, do grupo 5 a Seco, que executa a mixagem das gravações ao vivo. Outro é o Ricardo Mosca, que faz a mixagem de MINIDocs e recebeu, recentemente, o prêmio de melhor Engenheiro de Mixagem no Prêmio Profissionais da Música 2016.

De acordo com Gayotto, no MINIDocs a colaboração de todos envolvidos para que o trabalho tenha o melhor resultado possível é essencial, assim como a conectividade entre a equipe e os parceiros e a transformação por meio da música, consequência da troca de público entre os artistas mais experientes e os iniciantes que participam da série de documentários. “MINIDocs mescla artistas conhecidos e também os que estão em busca de oportunidades para mostrar seu trabalho. O público de um acaba conhecendo o do outro. É uma troca transformadora”, explica.

Nessa primeira temporada, participaram artistas como Ivan Lins, 5 a Seco, Larissa Baq, Dani Black e muitos outros. Para 2017, a segunda e a terceira temporadas já estão fechadas e os primeiros ensaios da segunda já vão ser lançados no começo do ano que vem no canal da série na internet. (Marília Miarelli)