Centro Cultural Banco do Brasil promove bate-papo sobre a convergência de diferentes linguagens no movimento que mudou a história das artes visuais e até hoje é visto como símbolo de modernidade.

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Na próxima segunda-feira (06/06) – como parte da programação paralela da exposição Mondrian e o Movimento de Stijl – o Centro Cultural Banco do Brasil abre espaço para um bate-papo sobre a colaboração entre as diferentes vertentes das artes visuais na construção do Neoplasticismo. A conversa será conduzida pelo curador da exposição, Pieter Tjabbes, a partir das 19h30, no Teatro 1 do CCBB. Interessados em participar devem pegar senha com uma hora de antecedência na bilheteria do local.

Tjabbes ressalta que uma das caraterísticas do movimento De Stijl (1917-1931) foi o desejo de integrar as artes. O grupo de artistas plásticos, designers e arquitetos, tinha foco em uma nova arte, uma espécie de reforma que acompanhasse mudanças tecnológicas, científicas e sociais. “De Stijl foi fundada na Holanda em 1917 como revista, tornou-se movimento de arte e terminou como uma ideia que se infiltrou no próprio tecido da cultura moderna. Não era uma organização rígida e hierárquica e facilmente adquiriu dimensão internacional. A publicação foi fundada pelo escritor, crítico de arte, poeta e artista Theo van Doesburg. Sua intenção era reunir o que havia de mais moderno em termos de arte, arquitetura, ofícios, música e literatura a cada mês.”

Frente aos horrores da Primeira Guerra Mundial, a convergência entre diversas linguagens era vista como o antídoto ao individualismo da época. A diversidade era reafirmada pelo fato de que boa parte das personalidades ligadas ao movimento não se limitava a uma linguagem: havia uma tendência à experimentação em áreas como como pintura, design, fotografia e design gráfico. A ideologia do grupo incentivava que no ambiente doméstico ideal tudo fosse desenhado como arte: mobiliário é escultura, a arquitetura é design e o desenho de cores é pintura. Dessa forma a arte se insere no cotidiano, passa a fazer parte da vida e é encarada com normalidade.

Pieter Tjabbes ressalta: “A arquitetura, o ambiente no qual as pessoas vivem, também deve tornar-se especial a fim de possibilitar uma vida nova. O próprio edifício e o modo como o usuário se relaciona com ele devem ser vistos como uma escultura. Uma casa não deve mais trancar-se ao mundo exterior, e sim abraçá-lo. Uma casa responde à pergunta fundamental sobre como deveríamos viver. Os artistas do movimento De Stijl sentiram-se à vontade com a ideia de que a fronteira entre o pessoal e o geral, o público, deveria ser banida tanto na pintura abstrata como na nova residência. Isso era a modernidade.”

O resultado dessa nova linguagem pode ser visto até hoje, quase 100 anos depois do início do movimento De Stijl. Mondrian teve muitos seguidores. Não só na Holanda, mas também na Alemanha, na Suíça e nos Estados Unidos, artistas, designers e arquitetos ficaram fascinados por sua mensagem. A arquitetura modernista guarda muitas características elaboradas pelo neoplasticismo, assim como o design de móveis e objetos, a fotografia e a tipografia. Dessa forma De Stijl se firma não como um produto de modernidade, mas sim como modernidade em si, que dá novos impulsos a vida moderna.

A exposição Mondrian e o movimento De Stijl é fruto de uma parceria entre CCBB a Art Unlimited. Gratuita e aberta para todos os públicos que é gratuita, a mostra estará em Brasília até 4 de julho. Logo depois segue para outras capitais: no CCBB de Belo Horizonte abre dia 20 de julho e no Rio de Janeiro chega a partir de 12 de outubro. (Agência Tales Rocha)

SERVIÇO – Bate papo com público

Mondrian, De Stijl e a integração das artes: a colaboração entre arquitetos, designers e artistas plásticos

Data: 06/06

Horário: 19h30

Entrada: Gratuita. Senhas devem ser retiradas com uma hora de antecedência na bilheteria do CCBB