Previsto para começar no dia 1º de junho, o festival já está mobilizando toda Nova Veneza com os preparativos desde março.  Expectativa de público é de mais de 100 mil visitantes à cidade nos dias de festa

Apresentação Tenores do Brasil
Apresentação Tenores do Brasil

Com data prevista para 1º a 4 de junho, o tradicional Festival Italiano de Nova Veneza chegará a sua 13ª edição em 2017. O evento, realizado para resgatar as tradições na cidade de ocupação italiana, oferece gastronomia e cultura típicas e já está movimentando os moradores. Desde o início do mês, já estão acontecendo testes de receitas, ensaio de canções, danças e treino para os torneios. Até campeonato de bocha, esporte típico italiano, haverá durante a programação que acontecerá na Praça João Stival no centro da cidade.

Na Cantina da Nonna, restaurante oficial do Festival, serão servidas seis tipos de massas, seis tipos de lasanhas, inhoque e almôndegas, todos com seis diferentes molhos. Uma equipe de 48 cozinheiros e auxiliares já estão trabalhando diariamente nos preparativos, desde março.  “Os pratos são todos feitos no dia, mas a gente já começa a desfiar de cozinhar o frango, já preparamos as polpetas [almôndegas] para congelamento, entre outros adiantamentos, porque é muita gente para servir”, conta. Além da cozinha oficial do evento, a Cantina da Nona, haverão outros 40 estandes de gastronomia, cujas delícias estão sendo preparadas por famílias da cidade.

Boa parte das apresentações culturais serão feitas pelos talentos da cidade. Serão cerca de cinco cantores locais, que  já preparam seu repertório, todo em italiano.  A Amanda Bosco, de 10 anos, canta desde os cinco no festival e este ano prepara com a Orquestra Sinfônica do Instituto Gustav Hitter uma apresentação especial de músicas tradicionais italianas “Vai ser muito bom, estou ansiosa.Nunca cantei com orquestra, sei que vai ser muito emocionante”, entusiasma a pequena cantora.

Nas escolas, os ensaios para as apresentações também já começaram em março. Cerca de 80 alunos das três escolas públicas da cidade se dedicam duas vezes por semana a preparar o que vão apresentar ao público do evento nas apresentações que farão de danças italianas tradicionais e coral infantil. “As crianças ficam tão interessadas em participar que tivemos de fazer uma seleção, a procura é muito grande!’’ conta a Secretária de Educação da cidade, Iolanda Penna.

Os treinos para bocha, esporte de origem italiana e de reconhecimento internacional, também estão acontecendo. Durante o festival, acontecerá a final do campeonato anual, tradicional na cidade. Entre os jogadores, está o senhor Zezinho Zago, 80, que joga bocha desde que se aposentou, há quatro décadas. Filho de italiano e um dos moradores mais queridos da cidade, participa todos os anos do torneio e já aguarda com boa expectativa por esse momento. “Aprendi a jogar com os meus tios e amigos, é gostoso jogar, uma boa atividade física pra mim”, explica entusiasmado.

O Festival Italiano de Nova Veneza vem atraindo número crescente de visitantes, que devem chegar aos 100 mil neste ano. Para toda essa gente, estão sendo preparados, para a 13ª edição,  2.000 quilos de frango,15 vacas e quase 4 toneladas de massa. Hermione Stival, presidente da comissão organizadora, explica que o festival ganhou uma dimensão econômica, cultural, histórico e social para os moradores. “O evento não deixam que nossos valores e costumes se percam nas gerações mais novas”, observa.

A festa, que em suas primeiras edições tinha público máximo de 10 mil pessoas, já multiplicou o público e tem gerado oportunidade de trabalho e renda para os moradores. “Entre colaboradores diretos e indiretos, são cerca de 1500 pessoas envolvidas”, informa. A 44 quilômetros de Goiânia, Nova Veneza é a cidade mais italiana de Goiás. Sua ocupação foi feita, em sua maioria, por imigrantes italianos que vieram para o Brasil fugindo de guerras no início do século XX, alimentando o sonho de construir uma nova vida na América. Atualmente, estima-se que 60% dos moradores sejam de descendência italiana. (COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS)