Curadoria da mostra “Portugal, Portugueses” ressalta importância das obras de artistas modernistas e contemporâneas

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Qualquer amante ou conhecedor do modernismo brasileiro vai citar Anita Malfatti, Zina Aita e Tarsila do Amaral como exemplos de criadoras importantes do movimento. Em Portugal, um núcleo poderoso de artistas mulheres também fez história. As obras produzidas por elas vão integrar a maior exposição de arte contemporânea portuguesa já realizada no Brasil, “Portugal Portugueses – Arte Contemporânea”. Este espírito artístico estará representado na mostra com as obras de Maria Helena Vieira da Silva, Ana Vieira, Helena Almeida, Paula Rego e Lourdes Castro.

A importância delas para a arte contemporânea portuguesa estará representada em “Portugal Portugueses”. É a partir delas que a mostra se desenha, abrindo espaço às diferentes linguagens e estratégias dos nomes consagrados e de outros novos talentos.

O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresentará a exposição de 8 de setembro a 8 de janeiro de 2017, realçando a importância da presença feminina na arte lusitana. Um dos grandes destaques é a seleção de artistas modernistas, consideradas por Emanoel Araujo, fundador e Diretor Executivo Curatorial do Museu Afro Brasil, como a base da contemporaneidade portuguesa. Segundo essa visão, tais artistas foram responsáveis pela divulgação dos criadores de Portugal no circuito internacional.

“As mulheres têm uma grande presença na arte portuguesa de todos os tempos. Era fundamental incluirmos Maria Helena Vieira da Silva, que viveu no Rio de Janeiro, de onde não levou boas lembranças dos anos perversos da Segunda Guerra Mundial. A obra de Vieira se consolidou em Paris: uma pintura clara, límpida e móvel, às vezes geométrica, que se divide em formas que se repetem e se articulam com recortes de cores sutis, foscas ou luminosas”, comenta Emanoel Araujo.

O grande destaque contemporâneo fica por conta da presença da artista Joana Vasconcelos. Um dos maiores nomes da atual cena portuguesa, ela já expôs suas grandes e instigantes esculturas e instalações em vários países da Europa. Sua obra busca uma visão crítica da sociedade, sobretudo dos aspectos da coletividade que dizem respeito ao estatuto da mulher, diferenciação classista ou identidade nacional. Vasconcelos faz isso explorando as dualidades entre artesanal/industrial, privado/público, tradição/modernidade e cultura popular/cultura erudita.

Cristina Ataíde é uma escultora também confirmada para “Portugal Portugueses”. Ela comenta que “faz todo o sentido” a escolha da obra feita pela curadoria. Batizada “S/tÍtulo#96”, trata-se de cinco cones de aço intercalados por quatro esculturas humanas feitas de cera. “Nesta Europa conturbada por ataques terroristas sucessivos, somos nós de cera? Pode a cera fazer frente a um aço quase indestrutível?”, questiona a artista. A obra foi toda feita com material encontrado – o aço eram filtros de uma fábrica desativada e a cera, peças que são muito procuradas principalmente por devotos portugueses, para agradecer ou pedir favores à Virgem Maria.

A exposição traz jovens artistas como Sofia Leitão e Teresa Braula. Leitão iniciou seus primeiros trabalhos em 2003 e desde então mantém um delicado olhar sobre a cultura de seu país por meio de soluções visuais exuberantes. Suas grandes instalações já se destacaram quando foram expostas em cidades portuguesas como Porto e Lisboa. Para a mostra no Museu Afro Brasil, teremos a oportunidade de apreciar “Matéria do Esquecimento”. Já Teresa Braula, artista de trajetória ascendente no circuito europeu, apresenta suas investigações sobre o espaço e o lugar da memória. (MktMix – Assessoria de Imprensa)

SERVIÇO:

Exposição “Portugal Portugueses – Arte Contemporânea”

• Abertura de exposição: 8 de setembro de 2016 – 19h
• Encerramento: 8 de janeiro de 2017