A direção do Hospital Materno Infantil (HMI) esclarece que, em relação à Central de Materiais e Esterilização (CME) da unidade, as providências já estavam sendo tomadas antes mesmo da interdição por parte do Ministério Público do Trabalho, o que ocorreu, oficialmente, hoje (25 de maio), às 11h. Como é sabido, o HMI possui a estrutura mais antiga da rede pública estadual de Saúde, com mais de 45 anos de existência. E, devido à grande demanda de atendimento e pelo perfil da unidade ser de “porta-aberta”, já havia sido planejado entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) e a Organização Social (OS) responsável pela gestão da unidade, Instituto de Gestão e Humanização (IGH), projetos de reforma e adequação contemplando as áreas críticas do hospital. Tais reformas tiveram início em 2012, quando foi dada prioridade às áreas de acordo com a demanda assistencial. Com relação ao CME, o projeto de adequação foi devidamente aprovado pela Vigilância Sanitária e o recurso para a obra já foi confirmado por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal. Atualmente, a SES-GO trabalha neste processo licitatório, que tem previsão para ser finalizado na próxima semana.

Desta forma, desde o início de 2017, a diretoria da unidade juntamente com a equipe técnica trabalha o Plano de Contingência para reforma do CME. No dia 28 de abril (sexta-feira), o HMI deu abertura ao processo seletivo para contratação de empresa especializada visando a terceirização do serviço de CME que, efetivamente, ocorreu na manhã de hoje, 25 de maio (quinta-feira). Simultaneamente, ainda como forma de garantir a continuidade da assistência prestada, já que o HMI não pode interromper a assistência à população para realizar reformas e/ou adequações, foi estabelecido e adequado novo local para receptação e pré-lavagem dos materiais utilizados, bem como uma área para distribuição dos materiais esterilizados.

Com a terceirização temporária do serviço de CME e a adequação do novo espaço para o setor, é possível afirmar que, a princípio, as não conformidades estruturais foram solucionadas. Com relação à não utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a direção informa que sempre ofereceu todos os EPIs necessários aos colaboradores, inclusive, a unidade conta com documentação que confirma o recebimento por parte dos funcionários. No entanto, devido à área que abrigava o setor não ser climatizada adequadamente, os funcionários não faziam o uso correto dos equipamentos. Porém, o novo espaço conta com climatização adequada, o que possibilita o a utilização ideal. Quanto aos novos uniformes dos colaboradores do hospital, a direção informa que estes estão sendo confeccionados desde janeiro de 2017. A primeira remessa foi entregue ainda em janeiro, a segunda em março e a próxima deverá ser disponibilizada aos funcionários no próximo mês.

Cumpre salientar que a unidade tem unido forças com a SES-GO, com o Ministério Público, Conselho Regional de Medicina (Cremego), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), regulações Municipal e Estadual e, agora, também com o MPT, visando minimizar o problema da superlotação do hospital que, atualmente, interfere diretamente no desempenho do trabalho de todas as áreas da unidade, inclusive no CME.

Por fim, a direção do HMI enfatiza que o CME já foi terceirizado e todas as medidas de adequação foram tomadas, visando garantir o atendimento e a eficiência dos processos e seguranças dos colaboradores e pacientes. Portanto, o atendimento aos pacientes não será prejudicado.

 

Fabiana Negri – Diretora Geral do HMI