Estima-se que anualmente ocorram 350 mil novos casos de câncer de boca no mundo. No Brasil, são mais de 11 mil, a maioria nos homens.
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O câncer bucal representa um sério problema de saúde em quase todos os países do mundo e não Brasil não é diferente. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer)  este é a 3ª tipo mais frequente de câncer nos homens e quanto mais a idade vai avançando, o risco aumenta. O cirurgião dentista Leonardo Lara revela que o fumo e o álcool são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da boca. “Pessoas que fumam e consomem bebidas alcoólicas excessivamente têm maior risco de desenvolver o câncer de boca e um dos principais fatores de risco é a falta de higiene bucal adequada”.
O aposentado Aristonildes Spíndola, de 723 anos, deveria ir ao dentista pelo menos duas vezes ao ano, mas admite que não se lembra a última vez que fez um check-up bucal. “Ah, eu tenho medo daquele motorzinho sabe?! Aí não costumo ir. Mas agora que estou sabendo que é perigoso não cuidar, tenho que ir né?”.
Assim como o aposentado, cerca de 20 milhões de brasileiros não têm o hábito de ir ao dentista, revela uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Odontologia. A maioria por falta de dinheiro, depois porque consideram o acesso difícil, já que pelo Sistema Único de Saúde o atendimento além de precário é bem burocrático. Com a detecção tardia, 25% dos cânceres bucais são fatais. “A detecção precoce do câncer bucal é fundamental para ter êxito no tratamento, mas a maioria dos cânceres orais só é diagnosticada após já ter ocorrido a disseminação para os linfonodos da região mandibular e do pescoço”, explica o cirurgião dentista Leonardo Lara.
Além de visitar o dentista a cada seis meses, Leonardo adianta que “a mudança de hábitos, como deixar de fumar, beber moderadamente, ter uma dieta equilibrada, se proteger do sol, não fazer o uso de próteses orais móveis também previnem a doença”.
Sintomas 
 
O especialista explica que o câncer de boca pode se manifestar sob a forma de feridas na boca ou no lábio que não cicatrizam, caroços, inchaços, áreas de dormência, sangramentos sem causa conhecida, dor na garganta que não melhora e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na parte interna da boca ou do lábio. “Nas fases mais evoluídas, o câncer de boca provoca mau hálito, dificuldade em falar e engolir, caroço no pescoço e perda de peso”.
Autoexame
O autoexame da boca é uma técnica simples que a própria pessoa faz para identificar possíveis anormalidades, como mudanças na aparência dos lábios e da parte interna da boca, endurecimentos, caroços, feridas e inchações. “Vale ressaltar que esse exame não substitui o exame clínico realizado por profissional de saúde treinado. Mesmo que não encontre nenhuma alteração, é importante a consulta regular ao dentista para exame clínico da boca”. (Flávia Moreno)
Veja abaixo os sintomas que você deve ficar atento para prevenir um câncer de boca ou garganta:
  • Ferida na boca sem cicatrização (sintoma mais comum)
  • Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias)
  • Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
  • Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca
  • Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
  • Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir
  • Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua
  • Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
  • Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
  • Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa
  • Caroços no pescoço
  • Perda de peso
  • Mau hálito persistente