A intenção é ampliar o olhar sobre a ressignificação e valorização cultural das matrizes africanas

Conduzido pela ilustradora e artista visual Linoca Souza, o curso traz para debate o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, após a aprovação da Lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08. A qual se faz necessário para garantir a ressignificação e valorização cultural das matrizes africanas que também contribuem para a diversidade brasileira.

Serão quatro encontros entre agosto e setembro que buscam promover reflexões sobre o processo de construção da imagem que temos da África e acerca da influência das sociedades de origem africana na formação da identidade afro-brasileira, abordando conteúdo histórico e sociopolítico vinculados ao conteúdo.

A partir do contato com retratos de sociedades africanas, reprodução dos objetos e imagens das mesmas, por meio da prática do desenho e pintura, os participantes fazem uma ligação com o seu dia-a-dia sobre os seguintes temas: (Assessoria de Imprensa – Sesc Interlagos)

            – obras do povo Songye (República Democrática do Congo);

            – obras do povo Dogon (Região de Mali);

            – imagens de Orixás e suas histórias, no Brasil; e

            – imagens de tambores africanos e suas histórias junto à cultura afro-brasileira.

PROGRAMA
A reprodução dos objetos de uma nova sociedade estabelece maior contato com aquela região ou povo e visa ampliar de modo positivo a percepção dos participantes acerca dessa cultura e sociedade.

Encontro 1

21.ago.2016, domingo, das 14h às 16h

– apresentação;

– introdução ao tema: bate-papo e reflexão sobre obras do povo Songye (República Democrática do Congo) e a relação dessa sociedade ao dia-a-dia de cada participante;

– oficina de pintura: reprodução das imagens das obras apresentadas utilizando lápis grafite HB e elementos de pintura com carvão e giz pastel seco para o produto final;

– encerramento: bate-papo sobre a experiência de desenho e sobre a sociedade apresentada, visualização das produções, considerações da orientadora e dos participantes.

Encontro 2

28.ago.2016, domingo, das 14h às 16h

– apresentação;

– introdução ao tema: bate-papo e reflexão sobre obras do povo Dogon (Região de Mali) e a relação dessa sociedade ao dia-a-dia de cada participante;

– oficina de pintura: reprodução das imagens das obras apresentadas utilizando lápis grafite HB e elementos de pintura com carvão e giz pastel oleoso para o produto final;

– encerramento: bate-papo sobre a experiência de desenho e sobre a sociedade apresentada, visualização das produções, considerações da orientadora e dos participantes.

Encontro 3

04.set.2016, domingo, das 14h às 16h

– apresentação;

– introdução ao tema: bate-papo e reflexão sobre imagens de Orixás e suas histórias, no Brasil, e a relação ao dia-a-dia de cada participante;

– oficina de pintura: reprodução das imagens dos Orixás utilizando lápis grafite HB e elementos de pintura com tinta acrílica e técnica de aquarela para o produto final;

– encerramento: bate-papo sobre a experiência de desenho e sobre o material apresentado, visualização das produções, considerações da orientadora e dos participantes.

Encontro 4

11.set.2016, domingo, das 14h às 16h

– apresentação;

– introdução ao tema: bate-papo e reflexão sobre imagens de tambores africanos e suas histórias junto à cultura afro-brasileira, e a relação ao dia-a-dia de cada participante;

– oficina de pintura: reprodução das imagens apresentadas utilizando lápis grafite HB e elementos de pintura com tinta acrílica para o produto final.

– encerramento: bate-papo sobre a experiência de desenho e sobre o material apresentado, visualização das produções, considerações da orientadora e dos participantes.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
MOORE, Carlos, Racismo e Sociedade: novas bases epistemológicas para entender o racismo, Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007
PRANDI, Reginaldo, Mitologia dos Orixás, Companhia das Letras, 2000
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
http://www.geledes.org.br/

Linoca Souza: Graduanda em Artes Visuais pela Belas Artes, estudou Design de Interiores e Comunicação Visual na rede da ETEC de SP. Seus primeiros trabalhos foram grafites pelas ruas de São Paulo. Desde 2012, vem produzindo ilustrações onde aborda a figura da mulher negra e periférica, tema que desenvolve em oficinas. É criadora do Projeto Ayomide, que reúne relatos reais sobre a relação das pessoas com seus cabelos naturais.

SERVIÇOS:

Sesc Interlagos
Avenida Manoel Alves Soares, 1.100 – Pq. Colonial – SP

Funcionamento: Quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h
Informações: (11) 5662-9500
Estacionamento: R$ 10,00 para credenciado pleno e R$ 20,00 para outros.
Entrada gratuita.