O evento do Ministério da Cidadania e Olé Consignado revive os sucessos musicais que marcaram as décadas de 1960, 70 e 80. Com apresentações gratuitas em cinco capitais, o espetáculo faz uma homenagem a Eduardo Dussek, que irá compor o elenco. Em Goiânia, diante da expectativa de um grande público, o evento será realizado no estacionamento principal do Passeio das águas

(créditos: VÊS PROJETOS Culturais / Fabiana Pinheiro)

Toda vida tem uma trilha sonora. A música é como a fotografia: resgata momentos decisivos, histórias marcantes e doces lembranças, como se cada pessoa fosse o último romântico neste mundo. A letra, o ritmo e o som nos levam a abrir as asas e a dançar como se o coração e a mente folheassem um mágico álbum de figurinhas. Uma contagiante nostalgia, embalada por sonhos de valsa, pelo pandeiro do samba, pela guitarra do rock, pelo movimento do forró, pelo estilo único do soul, pelo romantismo da MPB. A música vai além dos limites do tempo e do espaço, mantendo o seu valor como matéria-prima de sonhos eternos.

É com esse propósito que a Olé Consignado, empresa do Grupo Santander, realiza o festival “Olé! É Sempre Tempo de Música”, projeto viabilizado pela Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à cultura. Cinco apresentações abertas ao público, em cinco cidades diferentes – Salvador, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte – vão regatar da memória do público os seus melhores momentos vividos entre as décadas de 1960, 70 e 80, a partir de um passeio lúdico pelas trilhas sonoras de suas vidas.

Em Goiânia, o “Olé! É Sempre Tempo de Música” irá ocupar o estacionamento do Passeio das Águas Shopping, no dia 27 de abril, a partir das 17h, para um verdadeiro revivaldas músicas que marcaram as gerações de 60, 70 e 80. O objetivo é mesclar um clima de nostalgia e sonho, provocando no público não só a memória de seus melhores dias, como fazer com que ele participe, aplauda, cante e dance junto.

O musical faz uma homenagem a Eduardo Dussek, que irá compor o elenco, ao lado de Caffeine Trio, Mylena Jardim (vencedora do The Voice Brasil 2016), Adrianna Moreira, Marcelo Veronez, Marcelo Ricardo e DJ Barulhista. Os maiores hits nacionais e internacionais sob as vozes de um time de artistas de primeira linha, conduzidos pela MG Big Band – que, no musical, assume o sugestivo nome de Orquestra Cabeça de Prata – sob a regência do maestro Marcelo Ramos. As apresentações acontecerão sempre em espaços públicos (praças e parques), localizados nas regiões centrais das cidades, bem atendidos pelo sistema público de transporte, de fácil acesso aos idosos, nos quais serão instaladas cadeiras que garantirão o conforto destes espectadores tão especiais.

Nostalgia, entretenimento, cultura, socialização e diversão são as promessas das cinco edições do evento, direcionadas ao público adulto, preferencialmente, mas que também convida toda a família a comparecer. No repertório, músicas e autores atemporais que marcaram a história da música, mostrando que para ela o tempo não passa. Dos Beatles à Jovem Guarda, passando pelo Roberto Carlos romântico e suas emoções, sem esquecer dos embalos de sábado à noite, do pop rock brasileiro dos anos 80 e da disco music. O repertório celebra, ainda, o melhor de Rita Lee, Tim Maia e Lulu Santos, o samba esquema eterno de Jorge Benjor e, claro, também toca Raul. O público irá reviver ainda os clássicos populares que trazem evidências de um célebre garçom, da musa que é luz, estrela e luar, e os hits dançantes e de rosto colado, além das marchinhas imortais do carnaval. Tudo isso com auxílio luxuoso de Eduardo Dussek e seus impagáveis personagens. Um musical ágil, dinâmico e dançante, com interpretações marcantes, em que a música é o protagonista.

O Musical

O “Olé! É Sempre Tempo de Música” pretende, a partir de músicas que marcaram suas épocas, provocar emoções no público, num clima nostálgico e, ao mesmo tempo, vibrante. Um evento para ouvir, recordar, aprender e dançar. O que conduz a dramaturgia é o conceito das sensações, onde as músicas ganham corpo e popularidade, e também da passagem do tempo, que atravessa as gerações e nos conduz a uma viagem particular.

A orquestra, base do espetáculo, está historicamente ligada à dança e à diversão, desde as big bands de jazz como as de Glenn Miller e Duke Ellignton, como as brasileiras Tabajara e Banda Veneno, como as versões mais comerciais e ecléticas de Paul Mauriat, Ray Conniff, Franck Pourcell e a Banda do Canecão, onipresente por anos nas lojas de discos com Lps em que transformavam os hits do ano em música de Carnaval.

Inteligente, articulado e bem-humorado, Eduardo Dussek atua como um observador de todas essas passagens e possibilidades, da memória e da emoção, enquanto atravessa a quarta parede e dialoga com a plateia como se ela se transformasse em sua suposta ouvinte. Através de comentários, ele apresenta o seu repertório e suas conexões com a vida das pessoas. O Caffeine Trio, com sólida formação lírica, e um histórico de espetáculos ao mesmo tempo sofisticados e populares, representa as eternas cantoras do rádio e suas atuações vibrantes, vivas, emocionantes. Através de sua capacidade interpretativa, elas incorporam personagem que assumem o lugar da plateia no palco, ora como tietes, ora como ouvintes, utilizando sempre de citações musicais (suas frases são extraídas de músicas, por exemplo) para ampliar as referências e contextualizações dos diversos momentos representados através do repertório, sejam de época ou de movimentos musicais. Através delas o bom humor se manifestará, conectando o pensamento do público com o de Dussek. Mylena Jardim, cantora revelada ao Brasil ao vencer a edição 2016 do The Voice Brasil, representa as grandes divas, com sua interpretação emocional e virtuosa, criando com os demais artistas, uma encenação que nos remete a pares famosos das Big Bands.

Se a carga do humor está a cargo do Caffeine Trio, e muitas vezes do próprio Dussek, Mylena traz a sobriedade, suavidade e a paixão para o palco, centrada na sua performance musical. Ela representa um personagem intocável da memória do público, uma personagem que atravessa as cenas e cria ligações emocionantes. Adrianna Moreira traz para o espetáculo sua voz poderosa e sua enorme experiência em grandes bandas e no domínio de grandes plateias. Marcelo Ricardo se apresenta com a versatilidade e proficiência que vêm conquistando cada vez mais espaço na cena musical Brasileira e Internacional e promete grandes performances, como vocalista e instrumentista. Marcelo Veronez, ator, cantor e performático, assume o papel de condutor da grande plateia por esta viagem musical e surpreende por seu carisma e versatilidade. O DJ Barulhista, celebrado pelo trabalho em diversas trilhas sonoras para cinema, teatro e dança e como um dos mais interessantes músicos brasileiros contemporâneos, empresta seu talento para criar uma linha contemporânea de condução dos diversos momentos do espetáculo.

A MG Big Band tem papel fundamental na condução, no clima, muito além da execução dos arranjos musicais do repertório. É importante o desempenho dos naipes de metal, por exemplo, no rigor do posicionamento e em coreografias, realçando os momentos em que seus timbres tomam a frente da apresentação, criando movimentação na cena além da dos atores principais. Destaca-se entre os músicos o clima de entrosamento, da conversa, dos improvisos do jazz, onde os olhares entre eles são carregados de significados a respeito das pautas que executam. Eles ajudam a pontuar para o público o que a partitura escreve. Orientam a leitura viva dessa partitura, denotando os destaques que ela indicar.

A posição dos músicos da Orquestra no palco segue o rigor da necessidade técnica de disposição dos naipes. Os cantores se movimentam e criam o desenho motriz dos diálogos e deslocamentos. Sua movimentação é que conduz o olhar da plateia para o painel de led, que compõe o cenário, quando as imagens adquirem importância narrativa de maior intensidade.

O painel será montado para que o aproveitamento de sua área visual seja maior em função da perspectiva do olhar de quem estará na platéia. As imagens do painel têm papel narrativo, criando uma figuração cenográfica que cria um ambiente visual para que alguma cena se desenlace. Por vezes ilustrativo, ele faz alusões gráficas ao universo das músicas de determinada cena. E, em outros momentos, é um elemento estético, trazendo grafismos ritmados, baseados no andamento das canções, liberando a atenção da platéia para se concentrar na música, ajudando apenas na transmissão da sensação musical. Por vezes podem trazer textos, citações, referências, criando uma complementação de conteúdo, para que a narrativa se desenvolva tendo como maior lastro o repertório musical.

Eduardo Dussek

A homenagem do “Olé! É Tempo de Música” a Eduardo Dussek tem propósito: artista completo, que passa com maestria pela música, teatro e televisão. Pupilo de Gilberto Gil, iniciou a carreira já com algumas composições gravadas por nomes de peso da MPB, como As Frenéticas (o samba “Vesúvio”), Ney Matogrosso (o fox “Seu tipo”) e Maria Alcina (o frevo “Folia no Matagal”, dois anos depois regravada por Ney Matogrosso) – todas em parceria com Luís Carlos Góis. Suas letras buscavam aliar sátira e bom humor, caraterística que o definiu. Em 1980, participou do festival MPB Shell da Rede Globo cantando apenas de cueca a debochada canção “Nostradamus” que não se classificou, mas tornou-se uma das preferidas do público.

O sucesso chegou mesmo em 1982, quando flertou com o ainda incipiente pop-rock, no LP “Cantando no Banheiro!”, com “Barrados no Baile” (com Luiz Carlos Góes), “Cabelos Negros” (Com Luiz Antonio de Cássio) e “Rock da Cachorra” (Léo Jaime). Dois anos depois, notabilizou-se com o LP “Brega-chique”, cuja faixa-título, mais conhecida como “Doméstica”, fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época, música destaque no primeiro Rock in Rio, em 1985. Em 1986, lançou “Dussek na sua”, com “Aventura” e com “Eu Velejava em Você”, uma das mais tocantes músicas da MPB, depois regravada por Zizi Possi. Em 1989, voltou à cena com o musical “Loja de Horrores”, em que atuava no papel de dentista. Nos anos 1990, além da função de cantor, interpretou a personagem do Capitão-Mor Gonçalo na novela “Xica da Silva”, da extinta Rede Manchete. Atuou como diretor de espetáculos e, no fim da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor, um deles sobre Carmen Miranda

A OLÉ CONSIGNADO

A iniciativa de patrocinar o projeto “Olé! É Sempre Tempo de Música” representa o compromisso da Olé Consignado com a sociedade, no exercício da sua responsabilidade social, promovendo a democratização do acesso à cultura para as pessoas em geral. Um projeto com muita sinergia com o jeito de ser da empresa: alegre, vibrante, próximo e acessível.

A Olé Consignado é uma joint venture celebrada em junho de 2014 entre o Santander, com 60% de participação, e o Bonsucesso, com 40%. A instituição iniciou suas atividades com um investimento de R$ 600 milhões. Posicionada como importante player no mercado financeiro, é uma empresa de crédito jovem, porém com a expertise e a solidez de grandes e fortes instituições e que já soma mais de 2 milhões de clientes. Com sede em Belo Horizonte, MG e 39 filiais no Brasil, a Olé entrega soluções em crédito consignado para funcionários públicos, aposentados e pensionistas do INSS, que recebem empréstimo e cartão consignados com desconto em folha de pagamento.

“É com enorme prazer que o Passeio das Águas Shopping recebe mais esse grande evento cultural. Buscamos sempre oferecer experiências diferenciadas e conveniência para o nosso público, trazendo atrações que valorizam a cultura brasileira. Esse é um evento completo, onde todos poderão se divertir assistindo o Musical, passear pelo shopping e conferir nossas atrações e ainda terminar a noite na nossa Praça de Alimentação, que conta com uma grande variedade de restaurantes”, comenta o gerente de Marketing do Passeio das Águas Shopping, Rommel Sena. (Clênia Marques)