Palestra sobre inteligência artificial aplicada à interação humano-robô e oficina de robótica estão entre as atrações de um dos maiores eventos de tecnologia do mundo

“A Campus Party Brasil é um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Então, pessoalmente, é uma realização muito grande poder dividir a paixão pelo que faço com milhares de pessoas que compartilham desse sentimento em um evento dessa magnitude”, revela Daniel Tozadore, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Muito do que falará na palestra sobre inteligência artificial aplicada à interação humano-robô Daniel aprendeu durante os experimentos que realizou para seu mestrado, que foi concluído no ano passado, quando apresentou a dissertação Aplicação de um robô humanoide autônomo por meio de reconhecimento de imagem e voz em sessões pedagógicas interativas. “Nós, como pesquisadores de uma universidade pública, temos um compromisso muito grande com toda a sociedade: precisamos mostrar os resultados e aplicações do nosso trabalho”, completa o estudante. Apresentar uma visão geral sobre o estado da arte no campo da interação humano-robô e mostrar técnicas de inteligência artificial que viabilizam a comunicação entre pessoas e robôs de forma natural, ou seja, por meio da visão, da fala e de gestos. Esse é o objetivo da palestra Inteligência artificial aplicada à interação humano-robô: uma breve viagem pelo contexto nacional, uma das atrações da Campus Party Brasil, que realiza sua 10ª edição no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, de 31 de janeiro até 5 de fevereiro.

Além da palestra, que acontecerá no palco ciência da Campus Party Brasil na próxima quarta-feira, 1 de fevereiro, a partir das 16h15, será realizado o workshop Soccer Simulation 2D também na quarta, a partir das 21h15. Promovido pelo Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão em robótica móvel da USP, em São Carlos, a oficina tem como objetivo ensinar a programar robôs virtuais que jogam futebol a fim de que os inscritos possam participar de competições de futebol de robôs como a Robocup. O workshop será ministrado pelo diretor do grupo, Rafael Lang, que é doutorando na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e pelos estudantes Paulo Jeunon e Guilherme Momesso, que fazem Engenharia de Computação, curso que é oferecido em parceria pela EESC e pelo ICMC.

Segundo Daniel, a Campus Party Brasil é idealizada para o público em geral, mas uma boa parcela dos participantes é entusiasta de tecnologia, pequenos empresários e grandes empresas relacionadas a TI. “Essas pessoas vão para conhecer os trabalhos, divulgar oportunidades e aprender ensinando. Iniciativas como essas ajudam o público a ter contato com os robôs e quebram uma primeira barreira em quem tem medo de algo tão novo”, finaliza o doutorando. (Denise Casatti)