Rosângela Porto

O músico irá se apresentar com a Orquestra do Festival Eleazar de Carvalho na edição 2021 do evento

O professor dos Grupos Sinfônicos da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (SEDI), Richard Lopes, consagrou-se dentre os vencedores do Concurso Jovens Solistas e Regentes, do XXII Festival Eleazar de Carvalho. O evento, realizado anualmente em parceria com a Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, teve sua primeira edição totalmente online, em virtude da necessidade de distanciamento social ocasionada pela pandemia do novo coronavírus.

Eleazar de Carvalho foi um renomado maestro brasileiro, nascido em 1912 e falecido em 1996, aos 84 anos de idade. O Festival, criado em sua homenagem, é realizado há 15 anos e conta com a direção artística de Sônia Muniz de Carvalho, viúva do maestro. O objetivo é a celebração da música clássica, reunindo jovens músicos e professores de instituições nacionais e internacionais, além de ofertar ao público diversas oficinas, cursos e apresentações musicais. Dessa forma, contribui para a propagação da música erudita, conquistando cada vez mais adeptos do gênero.   

O Concurso Jovens Solistas e Regentes, uma das principais competições do Festival, contou com duas etapas, ambas eliminatórias. Na primeira fase, os candidatos enviaram vídeos, em que interpretavam uma obra de sua preferência, sendo acompanhados por uma Orquestra, Orquestra de Câmara ou Piano. Em seguida, a banca examinadora realizou as avaliações, a fim de declarar quais candidatos estariam aptos para a fase final. Já na segunda etapa, que ocorreu por meio do aplicativo Zoom, cada competidor precisou tocar uma peça acompanhado por um piano ou mesmo na modalidade playback. Dentre os participantes, estavam músicos da Orquestra Experimental e do Theatro Municipal de São Paulo, entre outros que também tiveram a oportunidade de vencer o Concurso (que não teve nível de colocação, sendo necessário que o candidato tivesse nota igual ou superior a oito para ser um dos campeões). 

 Para Richard Lopes, consagrar-se como um dos vencedores de tal competição é algo engrandecedor. “É muito gratificante, pois em meio a tanto caos nos dias atuais, houve essa oportunidade rara, totalmente virtual. Eu tive fé, apoio da minha esposa e filha, criei coragem, participei e fui agraciado por ser um dos vencedores deste Concurso”, declara.

Como premiação pela conquista, Richard Lopes terá a oportunidade de se apresentar com a Orquestra na Edição 2021 do Festival. E a expectativa para tal evento é enorme. “Estou muito ansioso, pois essas oportunidades de sair de um Estado e ir para o outro para solar com uma Orquestra é algo inovador.  Além disso, é um momento em que o estudo deverá ser uma das minhas prioridades. Um solista tem que estar pronto para isso”, afirma.

De acordo com o músico, o Festival Eleazar de Carvalho tem uma importância extraordinária para a classe musical. E, neste ano, especialmente, em virtude da pandemia, que ocasionou a interrupção dos eventos artísticos e da rotina profissional, o evento possibilitou alcançar novos horizontes. “O Festival Eleazar de Carvalho foi essencial para que minha vida musical pudesse ser revigorada. Desde então, busco ter o máximo de disciplina possível para que, quando surgirem novas oportunidades, eu esteja pronto. Gostaria de ressaltar, ainda, a importância do meu professor do Festival, o Danilo Crispim. Ele compreendeu minha situação atual e me ajudou muito durante o curso e, principalmente, durante o Concurso”, revela.  

Carreira de Richard Lopes

É Bacharel em Música com habilitação em flauta transversal pela Faculdade Cantareira – SP e Pós Graduando em Educação Musical pelo Instituto FAVENI. Já participou como flautista e piccolista de diversos grupos artísticos de São Paulo como: Orquestra Jovem da Escola Musical de Música de São Paulo, Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos, Banda Sinfônica de Cubatão, Orquestra de Câmara da USP – OCAM, entre outros.

Sobre a Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França

A Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França teve origem em 1967, na Escola de Artes Veiga Valle. A instituição possui como missão oferecer capacitação artística, desde o início até a formação superior, nas seguintes áreas: Arte Educação, Arte Inclusão, Artes Visuais, Circo, Dança, Música, Superior de Tecnologia em Produção Cênica e Teatro. Atualmente, diversos grupos da Escola de Arte são reconhecidos nacional e internacionalmente, como o Balé do Teatro-Escola Basileu França, a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG), dentre outros.