O documentário, inédito em Goiânia, produzido em 2015, durante o Circos – Festival Internacional Sesc de Circo, com direção de Daniela Cucchiarelli, traz os depoimentos e imagens de profissionais e grupos circenses de diversas partes do mundo.

 

A segunda-feira, 01 de outubro, será de apreciação de um documentário e debate sobre o que é o circo na atualidade. A sessão de cinema, que acontecerá às 19h, no Teatro Goiânia Ouro, será sucedida por um debate, onde estarão presentes profissionais do circo de Goiânia, em especial Felipe Nicknig, da Catavento Companhia Circense e representantes do Circo Laheto e da Escola de Circo do Itego Basileu França. A entrada é gratuita e aberta a toda a população. A atividade tem como público-alvo os artistas e estudantes do circo da capital, e a todos que se interessam pelo tema das artes circenses. Não é necessário fazer inscrição.

O NUFAAC é uma realização da Catavento Companhia Circense, que vem atuando desde junho deste ano, e conta com o apoio institucional da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia. O objetivo do Núcleo é formar artistas especializados em produção cultural e artes circenses, com foco em acrobacias aéreas.

O documentário

Realizado pelo Sesc em São Paulo, o filme traz registros poéticos de espetáculos circenses e entrevistas com artistas, diretores e pesquisadores de diversos países, que abordam a formação e o labor do artista, o circo como estética, memória, diferentes espaços de apresentação e possibilidades atuais de construções dramatúrgicas. Dirigido por Daniela Cucchiarelli, o documentário produzido durante a edição de 2015 do CIRCOS – Festival Internacional Sesc de Circo traz trechos de espetáculos e depoimentos dos artistas das companhias Circolombia (Colômbia), Circus Cirkor (Suécia), Cia Cíclicus (Espanha), Joan Català (Espanha), Henrik & Louise (Suécia), Palhaça Rubra (Brasil), Circo Mínimo (Brasil), Circo Escola Picadeiro (Brasil), Galpão do Circo (Brasil), Escola de Circo de Londrina (Brasil), Circo Escola Diadema (Brasil), Escola Pernambucana de Circo (Brasil), SP Escola de Teatro (Brasil), Escola Nacional de Circo (Brasil) e Erva Daninha (Portugal).

As escolas são um dos temas abordados pelo documentário. Sua criação gerou um debate, sobretudo entre os artistas tradicionais, cuja formação se deu em família, pelo aprendizado de pai para filho. “Eu entendo que muitos que são do circo tradicional talvez não tivessem opção, não escolheram. Essa é uma diferença muito importante entre todos os artistas de escola de circo, porque esses escolheram o circo”, aponta o espanhol Leandro Mendoza, diretor da Companhia Ciclicus. Os entrevistados ainda refletem sobre o cenário atual e as definições da área. “Para mim, é muito difícil dizer onde começa o circo contemporâneo e onde termina o tradicional”, defende a artista sueca Louise Bjurholm. O que perpassa todas as falas é que a estética do risco dá unidade às artes circenses.

Segundo Felipe NIcknig, da Catavento Companhia Circense, a proposta é elevar o debate sobre o que é circo para além das produções locais, suscitando o interesse dos artistas e produtores pelo que vem sendo discutido em rodas mais ampliadas, mundo afora. O documentário, então, será um ponto de partida para que artistas e estudantes exponham suas ideias e ideais sobre essa linguagem artística, que se renova diariamente e se coloca como base de outras atividades cênicas e lúdicas. Segundo Felipe, não o Cine-Debate não pretende ser conclusivo, ao contrário, ele se propõe a ser um ponto de partida para o aprofundamento do tema.

ESCOLA DE CIRCO inédita e internacional

O projeto do NUFAAC é inédito no Estado de Goiás, principalmente por sua carga horária de 586 horas, que só se compara aos cursos da Escola Nacional de Circo, do Rio de Janeiro. Segundo seu idealizador, Felipe Nicknig, a ideia é oferecer oportunidades aqui mesmo, em Goiânia, para artistas que atualmente precisam buscar fora do estado este tipo de instrução e de conteúdos tão aprofundados.

O NUFAAC teve início em 11 de junho, e suas aulas acontecem de segunda a sexta-feira, na sede da Catavento Companhia Circense (R. 132, nº 500, St. Sul – junto ao Clube de Engenharia de Goiás). A duração prevista para a certificação da primeira turma do Núcleo é de 6 meses. As atividades incluem: aulas diárias, palestras, seminários, estágios e cursos inéditos sobre segurança, além da criação de números artísticos, que serão reunidos em uma Mostra Artística. (Ana Paula Mota)

 

SERVIÇO: Cine-Debate com exibição do documentário “Circo é Circo” do SESC SP.

Data: 01 de outubro (2ª feira), 19h – Teatro Goiânia Ouro.

ENTRADA FRANCA