Larissa Mundim / zeroum comunicação

É chamada de bibliodiversidade a característica de publicações e acervos que apresentam diversidade de formas e em conteúdos, seja na variedade de temas, de sua localização geográfica, no perfil da autoria. A relevância da bibliodiversidade para a cadeia produtiva do livro e para o mercado editorial pauta o quinto seminário do Projeto Madalena Caramuru, programado para esta sexta (20/11), às 8h30, com participação das escritoras e editoras Aline Rochedo Pachamama e Tatiana Nascimento.

Realizado pela NegaLilu Editora e pela Casa da Cultura Digital, com apoio do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, a atividade será transmitida pelos canais @negalilu e @negalilueditora no Facebook e Youtube. Para estudantes ou profissionais que queiram ser certificados pela participação, por meio da UFG, as inscrições deverão ser feitas pelo site https://www.even3.com.br/pmc2020 .

Aline Rochedo Pachamama é fundadora da Pachamama Editora (RJ) e Tatiana Nascimento criou a padê editorial (DF). Conhecidas em todo o Brasil, são editoras independentes que se dedicam à publicação de conteúdo relacionado a questões étnico-raciais, gênero e sexualidade em obras de ficção e não-ficção.

Sendo assim, nesta sexta-feira, o público do último seminário do Projeto Madalena Caramuru terá acesso às motivações e à trajetória destas mulheres que protagonizam ações de promoção da diversidade no campo editorial a partir da maneira como existem e produzem. “A bibliodiversidade ocorre a partir do trabalho de pequenas editoras, especialmente as independentes, que atuam de maneira segmentada, fortalecendo os grupos diversos e ampliando a variedade de pontos de vista”, ressalta a coordenadora do projeto, Larissa Mundim, idealizadora da e-centrica.org .

O Projeto Madalena Caramuru consiste em uma ação de estímulo à leitura e formação de leitores. Nesta etapa de trabalhos, a NegaLilu Editora e a Casa da Cultura Digital realizam um programa de capacitação on-line dedicado ao fortalecimento de bibliotecas públicas de Goiás. Ao todo são 70 horas de trabalho, programadas até março de 2021, distribuídas em seminários, oficinas e trabalho sistemático de grupos.

A próxima atividade do Projeto Madalena Caramuru é a oficina de mediação de leitura, conduzida por Alessandra Roscoe (Festival UniduniLer), no dia 4 de dezembro, pela manhã. A atividade tem cinco vagas abertas para o público em geral e outras 25 dedicadas aos técnicos que já integram o programa, representando 22 municípios do estado. Os interessados devem manifestar interesse pelo e-mail projetomadalenacaramuru@gmail.com.br .