O hábito de pesquisar sobre tratamento e diagnósticos de doenças na internet e o impacto das novas tecnologias na relação médico-paciente são temas do evento

(divulgação)

Uma pesquisa rápida na internet mostra a quantidade de sites, redes sociais e informações sobre a área da saúde. Médicos, farmacêuticos e biomédicos se aproveitam da comunicação em rede para informar e se aproximar dos pacientes, mas também há profissionais que não sabem como utilizá-la. Atenta a essa realidade, a Escola de Comunicação (ECOM) da PUC Goiás, em parceria com a Escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e Biomédicas, realiza a Semana de Comunicação, de 13 a 15 de maio, no Campus VA inscrição é gratuita e pode ser feita no link: https://doity.com.br/comunicacao-saude-relacoes-eticas-e-sistematizacao-de-boas-praticas#registration.

O objetivo do evento érefletir sobre relações éticas e a sistematização de boas práticas na comunicação de serviços de saúde. Segundo a diretora da Escola de Comunicação, Sabrina Moreira de Morais Oliveira, o tema da Semana foi pensado com o intuito de preparar os futuros profissionais sobre as exigências, práticas legais e relacionais da área. “Essa discussão já é realizada em outros espaços, mas existe a necessidade de pensar as formas como os futuros profissionais estão usando a comunicação”, explica.

A médica e presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO), Franscine Leão, acredita que a facilidade de pesquisar informações sobre saúde na internet modificou a relação médico-paciente. “Na era digital é impossível cercear as informações sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos obtidas na internet. A revolução digital pela qual estamos passando tem alterado a relação vertical entre médico-paciente. Nós, médicos, precisamos estar preparados para esta nova realidade.”

A abertura será no dia 13, às 8h30, com a mesa redonda: Comunicação + Saúde: relações éticas e sistematização de boas práticas. Mediado pelo professor da ECOM e jornalista, Rogério Borges, o debate terá a presença do diretor do Conselho Regional de Biomedicina, Jhonathan Gonçalves Rocha, e da presidente do Conselho Regional de Farmácia, Lorena Bahia Alencar.

O hábito de pesquisar sobre tratamento e diagnósticos de doenças e o impacto das novas tecnologias na relação médico-paciente serão discutidos na mesa redonda da noite, às 19h30.Participam da conversa o autor do Livro Gestão em Comunicação Hospitalar, Antônio Cirino, doutor em Comunicação e Sociabilidade pela UFMG; a médica Franscine Leão, presidente do SIMEGO, a geriatra e professora do curso de Medicina da UFG, Elisa Franco; e a professora da Escola de Ciências Médicas da PUC Goiás, Érika Aguiar Lara Pereira, coordenadora da residência de Medicina de Família da Santa Casa. A mediação será da professora Francielle Felipe (ECOM PUC Goiás).

Com o apoio do Programa de Direitos Humanos (PDH) da PUC Goiás, o evento terá oficinas voltadas para planejamento nas redes sociais e media trainning (treinamento para lidar com a imprensa); estudos de casos; gestão da comunicação publicitária para clientes da área de saúde; e apresentação de trabalhos acadêmicos. No dia 15, às 14h, o professor Luiz Signates (ECOM/ PUC Goiás e UFG) fará o encerramento da Semana com a conferência Comunicação & saúde: para além de uma visão instrumental, no miniauditório 207b do Campus V.

Projeto Foto-grávida

A comunicação na área da saúde vai muito além da internet internet. No dia 14, às 9h, a enfermeira Gislaine Gonzaga apresentará o projeto Foto-grávida, cujo objetivo é ajudar mulheres que não conseguem lidar de forma positiva com a gestação. Criada em 2012, no Centro de Saúde da Família Jardim Guanabara, a iniciativa consiste na produção de books fotográficos gratuitos para as jovens que, em sua maioria, não têm condições de pagar pelo trabalho. O resultado é o aumento da autoestima das participantes e a realização do pré-natal de forma adequada. A mediação será da professora Déborah Borges, doutora em Fotografia.

Saúde e internet

Compreender a importância da comunicação online é fundamental para qualquer profissional da área da saúde. Uma pesquisa feita pela Doctoralia – plataforma que conecta pacientes e profissionais de saúde – divulgada no site E-Commerce News em 2018, aponta que 92% dos brasileiros usam a internet para esclarecer dúvidas sobre o assunto. Em geral, os participantes do estudo afirmaram que buscaram este meio para procurar informações após um diagnóstico (37%), tratar assuntos urgentes (27%) e quando enfrentaram problemas de saúde de crianças (22%).

        Os médicos também enxergam a tecnologia como aliada. Segundo a pesquisa realizada pela agência McCann Health em 2018, publicada pela Exame, 99% dos médicos brasileiros acredita que a tecnologia facilitou a prática clínica. O estudo também apontou que a maior parte deles usa a internet para conversar com colegas (89%); fazer cursos online (85%); e falar com pacientes (61%). Participaram da pesquisa 500 médicos de seis especialidades. (Luciana Serenini /Patrícia Quitero )