Dependendo do nível, doença pode desencadear problemas de fertilidade

 

Certamente você já escutou sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), doença  que atinge cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva,segundo dados do Hospital das Clínicas de São Paulo. O problema, que na maioria das vezes se desenvolve na puberdade, tem como alerta alterações menstruais, obesidade e aparecimento de pelos no rosto, nas mamas e no abdômen.

De acordo com Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, a patologia faz com que o organismo passe a produzir os hormônios em maior quantidade, aumentando a possibilidade do aparecimento de cistos no ovário e interferindo no processo de ovulação. “Geralmente, a cada ciclo menstrual, ocorre a ovulação, na qual um folículo dominante libera um oócito maduro que poderá ser fertilizado após a relação sexual. Na mulher portadora da SOP, há um distúrbio na formação do folículo dominante, sendo que, os vários folículos recrutados não amadurecem e nem são liberados dos ovários. Com isso, eles podem formar pequenos cistos os quais desequilibram a transformação dos hormônios sexuais. Assim, acumula-se hormônios com características masculinizantes na mulher, fato que justifica a pele oleosa e o aumento de pilificação”.

É importante ressaltar que a SOP não impossibilita de modo definitivo a gestação, entretanto, os especialistas podem recomendar a indução da ovulação e, consequentemente, técnicas de reprodução assistida como a Fertilização In Vitro (FIV) ou a Inseminação Intrauterina (IIU). “A Fertilizaçãoin vitro (FIV) é uma técnica na qual o encontro dos gametas femininos e masculinos ocorre fora do organismo, ou seja, no laboratório. No caso da Inseminação Intrauterina, a estimulação ovariana pode corrigir a disfunção ovulatória, facilitando a formação do embrião”, explica. “Vale lembrar que a possibilidade de engravidar existe quando o quadro é avaliado cuidadosamente e o tratamento correto é administrado. Muitas vezes, a correção do quadro clínico por si permite a gravidez espontânea”, finaliza Dr. Renato. (Ricardo Ortiz)