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Patricia Finotti

(crédito: Lu Barcelos | Chocolate Fotografia)

Nádia Junqueira Ribeiro

Primeiro espetáculo da companhia aborda o silenciamento e o cerceamento de direito imposto sobre os corpos femininos

 

Dores e violências vividas e silenciadas por mulheres ganham voz e movimento no primeiro trabalho da Q.I Cia de dança. O espetáculo de dança contemporânea “As mulheres tristes que ninguém vê” terá a sua estreia na próxima sexta-feira (12/5) no Teatro do Centro Cultural UFG, às 20 horas. Às 18h30 haverá ainda uma sessão exclusiva para estudantes de Educação de Jovens e Adultos. O ingresso é a doação de alimentos, roupas ou itens de higiene pessoal, que serão direcionados para mulheres em situação de vulnerabilidade. Esse trabalho conta com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Goiânia.

O espetáculo foi concebido pelas bailarinas Bruna Nunis e Emily Naitê que compartilham, com outras tantas mulheres, o silenciamento, o cerceamento de direitos impostos sobre os corpos femininos, o machismo estrutural e a violência emocional e física. O público poderá assistir a um trabalho visceral na medida em que se volta à reflexão da violência contra mulheres. O projeto tem parceria com o disque denúncia 180 e conta com o apoio da vereadora Ava Santiago, da Ouvidoria da Mulher e do bloco “não é não”.

 

Da dor, a dança

A Q.I cia de dança foi fundada em 2020 nasceu da união dos trabalhos das bailarinas Bruna Nunis e de Emily Naitê e de suas vontades de falar sobre o feminino. O elenco deste espetáculo ainda conta com Ingrid Costa. “As mulheres tristes que ninguém vê” nasce de vivências pessoais, atravessadas por dores e abusos, e também da arte. Bruna Nunis comenta que, além de bailarinas, ela e Naitê também escrevem e as crônicas e poemas inspiraram a construção do espetáculo. 

Emily Naitê compartilha que o poema que dá nome ao espetáculo, escrito por ela, foi o pontapé para a criação desta montagem. “Ele nos uniu para que a gente pudesse falar tudo o que vivemos. Foi então que descobrimos o quanto tínhamos para contar. Eu nasci de uma violência e quando ainda adolescente fui exposta a violência. O que me mobilizou foi perceber que, além de mim, várias mulheres também eram violentadas a cada segundo”, compartilha a bailarina.

Serviço:

Q.I Cia de Dança estreia “As mulheres tristes que ninguém vê”

Data: sexta-feira (12/5)

Horário: 20 horas

Local: Centro Cultural UFG

Ingresso: doação de alimentos, roupas ou itens de higiene pessoal, que serão direcionados para mulheres em situação de vulnerabilidade. 

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