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Patricia Finotti

Diogo Locci

A programação acontece durante janeiro e fevereiro, na CAIXA, com vagas limitadas mediante inscrição no site da instituição 

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta uma programação especial de cursos e visitas mediadas, integrando a exposição Nelson Leirner: Parque de Diversões, em cartaz na unidade da Praça da Sé. Durante os meses de janeiro e fevereiro, o público poderá participar de atividades gratuitas que aprofundam a compreensão sobre o legado de um dos artistas mais emblemáticos da história da arte brasileira. As vagas são limitadas, mediante prévia inscrição nos links indicados a seguir:

Curso: Playground ou Nelson Leirner e a arte (como tudo) como jogo
O curador da exposição, Agnaldo Farias, abordará o compromisso de Nelson Leirner com a crítica social e artística, destacando o humor e a irreverência em sua produção. Além disso, o curador irá compartilhar histórias pessoais que revelam aspectos fundamentais da poética do artista.

Data: 16 de janeiro, quinta-feira, às 15h (duração de 1h30)
Modalidade: presencial
Inscrições aqui 
50 vagas

Visita mediada com Agnaldo Farias
Participe de uma visita mediada com o curador Agnaldo Farias à exposição Nelson Leirner: parque de diversões. Durante o encontro, os participantes terão a oportunidade de conhecer o processo de idealização da exposição, que celebra a produção do artista paulista, bem como o trabalho de pesquisa que a ancorou.
Data: 24 de janeiro, sábado, às 15h, e 22 de fevereiro, sábado, às 11h

Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo
Inscrições para visita em janeiro neste link e para visitas em fevereiro aqui 
30 vagas para cada visita 

Sobre a exposição: 

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta até 23 de fevereiro a primeira exposição retrospectiva póstuma do artista Nelson Leirner (1932 – 2020). Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra  Nelson Leirner – Parque de Diversões reúne 74 obras – algumas delas, realizadas em seus últimos anos de vida -, incluindo esculturas, pinturas, colagens, fotografias e objetos, oferecendo um panorama abrangente da produção multifacetada do artista ao longo de sua carreira. 

Nelson Leirner foi um artista provocador, cuja obra buscava desafiar convenções e questionar o sistema da arte e da cultura de massa. Transitando por diversos suportes e linguagens, Leirner trouxe uma abordagem irônica e reflexiva à arte, mesclando elementos do popular e do erudito, e abordando questões políticas e sociais com um senso crítico. Sua obra explora temas como a banalização do consumo, a iconografia religiosa, e a própria sacralização do objeto artístico.

Leirner ganhou destaque a partir da década de 1960, sendo uma das figuras centrais no movimento de arte conceitual no Brasil. Sua obra, marcada pela crítica institucional e pela exploração das fronteiras entre arte e vida, permanece relevante e atual, destacando-se pela capacidade de dialogar com diferentes contextos e gerações.

Em trecho do texto curatorial presente no catálogo, Agnaldo Farias explica que “como se verá nesta exposição, Nelson Leirner fez sua carreira transgredindo desde o princípio, como artista e como professor, responsável pela formação de toda uma geração de artistas, produzindo arte, apesar dela mesmo, quer dizer, apesar da seriedade com que muitos a encaram, uma seriedade hipócrita, fingida, pois faz de conta que não percebe as incongruências do mundo em que ela está metida”.

O público terá a oportunidade de ver um panorama das últimas duas décadas da produção artística de Leirner, com trabalhos como Quadro a quadro – cem Monas (2012), no qual o artista multiplica e reorganiza a famosa imagem da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, em cem reproduções alinhadas em série, e lança mão de uma crítica bem-humorada e irônica à banalização dos símbolos artísticos pela cultura de massa; e Missa Móvel Dupla (2007), composta por duas plataformas móveis que carregam figuras religiosas de diferentes culturas e contextos – de santos católicos a ícones populares e símbolos do consumismo, como personagens de desenhos animados.

Há outras séries emblemáticas de Nelson Leirner na exposição, como a Sotheby’s (2010), uma das expressões mais diretas e irônicas da crítica que o artista sempre fez ao mercado de arte e aos mecanismos de consagração institucional.

Nelson Leirner – Parque de Diversões é uma exposição apresentada pela CAIXA Cultural, com patrocínio da CAIXA e Governo Federal Brasil – União e Reconstrução, apoio da Silvia Cintra + Box04 e realização da Phi + Cinnamon. 

 

Sobre Nelson Leirner (São Paulo, 1932 – Rio de Janeiro, 2020)

Nelson Leirner foi um artista intermídia e um dos precursores da arte conceitual no Brasil. Viveu nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952. De volta ao Brasil, estudou pintura com Joan Ponç em 1956. Entre 1960 e 1965, começou a trabalhar com “apropriações”, culminando com uma exposição com Geraldo de Barros na Atrium Galeria, que depois itinerou para o Museu de Arte Moderna de Buenos Aires.

Participou da Nova Objetividade Brasileira no MAM Rio e Opinião em São Paulo, exposições que deram início ao movimento de vanguarda no Brasil. Em 1966, fundou o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee e Geraldo de Barros. No mesmo ano, recebeu prêmio na Bienal de Tóquio, com os trabalhos Homenagem à Fontana, que deram início à realização de múltiplos no Brasil.

Ao longo de sua trajetória, Leirner participou de importantes exposições, como a Bienal de São Paulo (1967, 1989, 1994) e a Bienal de Veneza (1999) e foi reconhecido com premiações como o de Melhor Escultor pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1981 e o Prêmio Mário Pedrosa do Conselho Brasileiro de Artes Visuais (2014). Entre suas exposições mais marcantes, estão a retrospectiva Através (1997), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e Nelson Leirner 2010-1961=50 anos (2011) no Museu Oscar Niemeyer.

 

Sobre Agnaldo Farias (Itajubá, 1955)

Agnaldo Farias é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Atuou como curador geral no Museu Oscar Niemeyer (2017/2018), Instituto Tomie Ohtake (2000/2012) e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000). Também foi curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010) da representação brasileira na 54ª Bienal de Veneza (2011), e da 3ª Bienal de Coimbra. Recebeu prêmios da APCA e da ABCA, incluindo o Prêmio Maria Eugênia Franco por melhor curadoria em 2011, pela exposição Nelson Leirner – 2011-1961=50 anos (SESI SP).

 

Serviço

Nelson Leirner – Parque de Diversões

Curadoria: Agnaldo Farias 

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro

Período expositivo: até 23 de fevereiro de 2025

Horário de visitação: de terça a domingo, das 8h às 19h

Classificação: Livre

Entrada Franca

Acesso a pessoas com deficiência

Informações: Site CAIXA Cultural / Instagram @ caixaculturalsp

Realização: Phi + Cinnamon

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

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