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A joia é um acessório de destaque em qualquer visual. Muitas mulheres, inclusive, escolhem o restante do look se baseando na joia que querem usar. Os modelos são os mais variados e, quando se pensa em formatos, cores, composições, tamanhos, pesos e outras características, a imaginação fervilha diante das diversas opções que o mercado oferece. Nas joias, uma unanimidade entre as mulheres é a presença de pedras (gemas) preciosas.

Você sabe diferenciar uma gema natural de uma sintética ou artificial? A humanidade sempre foi fascinada por joias, pedras preciosas e outros minerais que acabaram se tornando muito valiosos. Prova disso é a possibilidade de se produzir gemas sintéticas. Na maioria dos casos é muito difícil diferenciar uma gema natural de uma sintética, tamanha a perfeição que elas apresentam.

De acordo com Alexandre Caramaschi, diretor geral das marcas goianas de semijoias Herreira e Aulore, o preço é o maior diferencial entre elas.”Além do preço não existe praticamente nenhuma diferença, apenas na sua concepção em que uma é totalmente gerada na natureza e a outra reconstituída a partir de partes advindas da natureza e cultivas em laboratório. Já uma gema artificial é totalmente inventada pelo ser humano, não tendo uma corresponde na natureza. Tem características químicas e físicas diferentes, inclusive na cor e no brilho”, diz o diretor.

Produzidas em laboratório, as gemas sintéticas podem não ter a mística das pedras que enfeitam rainhas, atrizes de Hollywood e damas da sociedade. Contudo, dos anos 1970 para cá, as técnicas de fabricação em laboratório foram se apurando. Hoje, uma pedra sintética pode ser mais perfeita que a natural: ao contrário das gemas encontradas em minas, as artificiais não têm defeitos.

“As pedras são feitas a partir de um processo de cristalização em laboratório com o que são chamadas “sementes” de minerais preciosos. Através de um processo hidrotermal em temperaturas superiores a 2 mil graus célcios em alta pressão a partir de produtos químicos em uma solução com pequenos cristais preciosos. Em uma reação física o composto todo vai se cristalizando em uma formação que replica as características originais daquelas “sementes preciosas.” A semelhança com as pedras preciosas naturais é tão grande que certas vezes apenas podem ser identificadas a partir de um microscópio gemológico”, conta Alexandre.

De acordo com Alexandre, muitas das vezes os consumidores se confundem nestes conceitos do que é natural, e o que é sintético ou artificial. Hoje inclusive nem se fala em gemas (pedras) preciosas ou semipreciosas, apenas gemas. “É preciso avaliar bem antes de tirar conclusões precipitadas. Podemos ter pedras naturais pouco raras, baratas e com características físicas pouco expressivas. De outro lado, uma pedra sintética de alto valor cultivada com altíssima tecnologia em laboratório cujas aparências imitam com perfeição um rubi ou uma esmeralda real”, diz.

A beleza de uma gema é determinada por um conjunto de fatores como cor, transparência, brilho além de efeitos ópticos especiais (variação de cores, dispersão da luz e opalescência). Já sobre o preço, são dois os fatores que influenciam. O principal é a raridade, e o segundo ponto é a moda. Diamantes por exemplo são menos raros mas nunca saem de moda, por isso são caros. Seus valores crescem exponencialmente com seu tamanho porque quanto maior, mais raro. O Quartzo, por exemplo, é o segundo mineral mais abundante da terra e nele temos inúmeras variedades como por exemplo agata, citrino e onix. (Palavra Comunicação)