A bebida tornou-se uma tradição tanto em casa como no trabalho. Hábito levou à transformação das cafeterias, que hoje são um espaço de leitura, de happy hour e até reuniões. Na Casa Cor Goiás, Café Lounge mostra a história e a evolução da bebida na cultura popular

 

Presente em 98% dos lares brasileiros, o consumo do tradicional cafezinho só perde em quantidade para a água. Os dados são da pesquisa da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), que apresenta números deste consumo: já são 81 litros por pessoa ao ano, uma média quatro xícaras por dia. Presente na vida dos brasileiros desde os tempos colonial, a bebida tende a permanecer nas listas de compras mesmo em momentos difíceis da economia como o atual, mostrou a pesquisa.

De tão tradicional, o cafezinho saiu da cozinha de casa e faz parte também do dia a dia dos negócios. Para o gerente de vendas da Brasal Incorporações, Roberto Zaidel, tão importante como o sorriso e a cordialidade, oferecer um cafezinho ao cliente é um gesto de gentileza, geralmente muito apreciado. “Ao longo de 23 anos de atendimento, percebo que o café ganha sempre em disparada na preferência dos visitantes, mesmo quando há outras opções, como suco, chá e água. Tornou-se até um quebra-gelo que facilita o diálogo”, diz.

Se uma xícara pode se tornar um facilitador nos negócios, Zaidel estará no paraíso nos próximos dias. Até 22 de junho, ele estará no Café Lounge By Brasal da 20ª Casa Cor Goiás, espaço da patrocinadora master da mostra, a Brasal Incorporações. O ambiente, desenvolvido pelo designer de interiores, Genésio Maranhão, mostra a evolução desse espaço, que já deixou de ser um lugar de passagem rápida, para onde o público passava apenas para tomar um cafezinho rápido. “Cafeterias se tornaram também um espaço de leitura, de reuniões de trabalho, ou, simplesmente, para fazer uma pausa no dia. E há quem o escolha para o happy hour também”, explica.

Seguindo a tendência internacional, que já chegou a Goiás, ele preparou um espaço multifuncional para o Café Lounge. Além do tradicional salão de degustação, o projeto incluiu espaços para leitura, lounge para receber visitantes, sala de atendimento privativo e varanda. O ambiente também propõe uma viagem pelo tempo, através de uma cristaleira, em estilo império, onde estão expostas xícaras de chá e café de diferentes épocas. Pinturas portuguesas em vasos e em tampos das mesas remetem ao século XVIII,  quando foi a principal economia do Brasil.

E, assim como as cafeterias, o cardápio dessas casas também cresceu.  Cristiane Maffra é sócia da Doce Doce, e estará operando no Café Lounge By Brasal da CASA COR Goiás. Ela conta que, ao longo de 29 anos de existência de seu negócio, surgiram diversas bebidas elaboradas a partir do café que foram agregadas ao menu. “Hoje, oferecemos 14 opções. Entre as mais pedidas, estão o café expresso, capuccino tradicional, italiano e o café gelado vienense”, diz.

VAI UM CAFEZINHO AÍ?

De acordo com uma publicação da revista New England Journal of Medicine,  divulgados no portal da ABIC, um estudo analisou os hábitos de consumo do café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos com idades entre 50 e 71 anos. A pesquisa mostrou que o consumo dessa bebida pode estar relacionado à longevidade, levando em consideração outros fatores de risco da vida humana. Além disso, as chances de mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas, também são reduzidas para quem consome a bebida com frequência. (COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS)