
Sandra Méndez
Vice-Prefeita eleita de Goiânia, Tenente-Coronel Cláudia Lira, é presença confirmada no debate, que acontece hoje, às 19:30 hrs
Precedendo o evento global “7ª Caminhada pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas” do Grupo Mulheres do Brasil, o Núcleo Goiânia realizará um importante debate interativo via Zoom. O encontro contará com mulheres protagonistas e atuantes na luta contra a violência de gênero.
Presença Confirmada:
- Tenente-Coronel Cláudia Lira – Bacharel em Direito, Vice-Prefeita eleita de Goiânia, com uma trajetória notável na Polícia Militar de Goiás. Uma das mais antigas oficiais femininas do Estado. Destacando-se em ações como o PROERD, Patrulha Maria da Penha, Colégios Militares, Assistência Social.
Mediadora:
- Dra. Cláudia Patrícia Luna – Advogada e Diretora Executiva do Elas por Elas Vozes e Ações das Mulheres, atuante na defesa dos direitos das mulheres em situação de violência.
Convidadas:
- Juíza Narayana Hannas – Coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (TJGO), reconhecida por sua atuação na implementação de políticas públicas.
- Major Dyrlene Santana – Comandante do Batalhão Maria da Penha em Goiânia, conhecida por seu trabalho de repressão, prevenção e apoio às vítimas.
- Carla Monteiro – Presidente do Cevam Goiânia, uma defensora ativa dos direitos humanos e da proteção às mulheres.
A VIOLÊNCIA EM NÚMEROS
Os dados são alarmantes. Segundo o Ligue 180, Goiás registrou 2.795 denúncias de violência contra mulheres nos primeiros sete meses de 2024, um aumento de 52,4% em relação ao ano anterior. Isso significa cerca de 13 denúncias por dia.
Além disso, a Pesquisa Estadual de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em fevereiro de 2024, aponta que 30% das mulheres goianas já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar, com 25% dessas ocorrências acontecendo nos últimos 12 meses.
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A situação é igualmente crítica para meninas. O 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que, em 2023, foram registrados 83.988 casos de estupro no país, 76% envolvendo vítimas menores de 14 anos. A subnotificação é um problema grave, com estudos indicando que apenas 7% dos casos de exploração sexual infantil são denunciados. Eva Dengler, da Childhood Brasil, destaca: “Temos um silêncio de 93% dos casos, o que reforça a necessidade urgente de intervenção.”
COMO A SOCIEDADE PODE COLABORAR
A violência contra mulheres e meninas impacta toda a sociedade. A denúncia, o apoio às vítimas e o cumprimento da Lei Maria da Penha são fundamentais. O custo social dessa violência inclui absenteísmo, órfãos da violência, problemas de saúde mental e um impacto devastador nas famílias.
Ao terem maiores esclarecimentos, como participar de eventos como este, as pessoas passam a ter maiores esclarecimentos para o combate à violência contra mulheres.
POR QUE O GRUPO MULHERES DO BRASIL ESTÁ ENVOLVIDO?
O combate à violência contra mulheres e meninas é uma causa global para o Grupo Mulheres do Brasil, que conta com 113 núcleos nacionais e 42 no exterior. Não podemos nos calar diante dessa realidade.
Este evento antecede a 7ª Caminhada pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas, que acontecerá no dia 01/12/2024 às 09h na Praça Cívica, em Goiânia.
Serviço
Debate Interativo sobre a Violência Contra Mulheres e Meninas
Evento via Zoom – 04/11/2024 às 19:30h
Link: http://bit.ly/4ftmm7k –
na Bio também do instagram do @grupomulheresdobrasilgo