Guilherme Melo
País segue liderando ranking global de assassinatos contra pessoas LGBTQIA+; especialista aponta importância da educação e políticas públicas inclusivas
O Dia Internacional Contra a H
Apesar de conquistas importantes — como a criminalização da homofobia e da transfobia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2019, equiparando essas práticas ao crime de racismo — o Brasil ainda é um dos países mais perigosos do mundo para pessoas LGBTQIA+. Dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) revelam que, em 2024, foram registradas 291 mortes violentas relacionadas à LGBTfobia no país, incluindo 273 homicídios e 18 suicídios. O levantamento também aponta que o Brasil lidera, pelo 15º ano consecutivo, o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans, com 105 casos registrados no mesmo ano.
Para a professora Gabrielle Silva, mestra em Sociologia e docente de Direito da Estácio Goiás, os números demonstram que o país ainda tem um longo caminho a percorrer no enfrentamento à violência e na garantia dos direitos. “A criminalização é um passo importante, mas não basta. É fundamental investir em educação inclusiva, campanhas de conscientização e ações institucionais que promovam uma cultura de respeito e equidade”, destaca.
A advogada reforça que escolas, universidades e espaços públicos devem ser ambientes seguros e acolhedores para todos. “Precisamos formar profissionais preparados para lidar com a diversidade e criar protocolos de acolhimento a vítimas de discriminação”, acrescenta.
Nesse contexto, projetos de lei como o PL 4403/2024, que propõe a adoção de protocolos nacionais contra racismo e
A docente complementa que a data é importante para diminuir discursos sensacionalistas e