Patricia Finotti

Trabalhando a mais de 190 metros de altura,  profissional diz que o segredo é ter confiança no equipamento e no treino que é feito

 

Você teria coragem para trabalhar a mais de 190 metros de altura? Pois o electrotécnico José Rodrigo Borges de Souza, de 26 anos, tem. Mas não basta só isso, não!  Além de sangue frio, é preciso muito treinamento para tal.

O profissional integra a equipe de instalações do Órion Business & Health Complex, um dos prédios mais altos prontos do País. Na foto,  tirada nessa sexta-feira, 13 de abril, ele aparece a quase 192 metros de altura, fazendo a manutenção no mastro onde fica hasteada a bandeira do empreendimento. Como bônus,  ganhou uma vista privilegiada, de encher os olhos

Com oito anos de experiência em trabalhos em grandes altitude, o eletrotécnico já fez serviços em edifícios em São Paulo, Brasília, Minas Gerais e em outros estados. O segredo, além da coragem, é preciso ter confiança nos equipamentos de segurança e cumprir certinho as normas de segurança que treinamos. Capacete, cinto de segurança talabarte, luvas, óculos… nada pode ficar de fora!

“O principal treinamento, e que é obrigatório a qualquer profissional que precise trabalhar em altura, é a NR35 [Norma Reguladora 35 do Ministério do Trabalho]. Ela regulamenta o trabalho em altura em todo o País”, explica o profissional, que também está se graduando em engenharia elétrica.

Ele também afirma que, além do curso específico, a atividade profissional requer contínuo aprimoramento para assimilar todas as atualizações das regras de segurança e o uso de novos equipamentos que surgem. “A mão de obra para esse tipo de trabalho é bem rara, porque exige um treinamento muito específico”, diz.
Planejamento

O planejamento é outra palavra chave para quem trabalha em grandes alturas, segundo explica o engenheiro de instalações do Órion Business & Health Complex, Lepooldo Gouthier.

“Antes do profissional subir, é feita uma avaliação de todos os riscos e nessa avaliação levamos em conta vários aspectos, como tempo do serviço, riscos de descarga elétrica e até condições climáticas, que caso não sejam favoráveis pode fazer com que o procedimento a ser feito seja adiado”, explica o engenheiro.

Leopoldo afirma que esse planejamento é de suma importância para avaliar quais outros equipamentos de segurança serão necessários, além dos que já são usados comumente.

O engenheiro gerente da obra, Fernando Vieira de Castro, informa que a equipe de instalações do Órion Business & Health Complex é composta por 15 profissionais, desse total, cinco são qualificados para trabalharem em grandes altitudes. “Esses profissionais foram escolhidos para fazerem esse tipo de serviço no mastro do Órion, porque foram eles que montaram o pináculo no alto do complexo, portanto, além de muito treinamento, eles têm toda a proficiência necessária para esse tipo de serviço”, explica. (Lorena Lázaro)

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