Patricia Finotti

(crédito: Reitter Costa)

AMORA comunicação

Os espetáculos “Hamlet na Rua” e “Família Pitanga” da Anthropos Companhia de Arte começam a circular em Goiânia, hoje ( 1º/10). O projeto tem o incentivo do Ministério da Cultura com patrocínio do Sicoob e percorrerá outras cinco cidades de Goiás

                                             

O Circuito de Arte e Cultura “Fazendo Rastro” estreia em Goiânia com espetáculos e workshops. A Anthropos Companhia de Arte apresenta Hamlet na Rua, hoje (1/10), às 14h, no Centro Cultural Martim Cererê, em parceria com a FLIG – Feira Literária de Goiás. A apresentação da peça Família Pitanga acontece quinta (3/10), às 16h, no CEPI Ismael Silva de Jesus. Após cada apresentação, o público participa de rodas de conversa e oficinas, com o objetivo de deixar um legado cultural por onde o projeto passar.

Segundo o diretor Arilton Rocha, apresentar Família Pitanga em espaços públicos é uma oportunidade única, pois a peça aborda o cotidiano de uma família brasileira sem conhecimento de finanças básicas. “O teatro na rua permite que qualquer pessoa possa parar, assistir e refletir sobre a própria vida”, afirma. Já para o encenador Constantino Isidoro, levar Hamlet na Rua, uma adaptação de Shakespeare, é um desafio que exige sair da zona de conforto, “Ir pra rua é nos desafiarmos. É oferecer um entretenimento significativo e de importância para o público”, relata.

Hamlet na Rua

A peça “Hamlet na Rua” reimagina a trajetória trágica de Hamlet, explorando sua luta pela recuperação de um mundo em crise. Utilizando um tapete vermelho e quatro atores que transformam objetos em cena. O espetáculo reflete a polarização política no Brasil. “A gente traz uma linguagem que despersonaliza a ideia de um personagem fixo. O próprio Hamlet é representado por todos os atores em cena”, explica Constantino Isidoro.

Família Pitanga

“Família Pitanga”retrata uma família brasileira sem conhecimento financeiro, vivendo no vermelho por gastos excessivos. A mudança começa quando o filho caçula, junto com o empregado da família, encontra uma solução para as despesas. “A proposta é tratar de forma leve, com uma explicação pedagógica do teatro, levando ao público a importância de entender os gastos e atitudes cotidianas”, explica Arilton Rocha.

Diálogos e Oficinas

Após a peça Hamlet na Rua (1/10), ocorrerá a roda de conversa “Diálogos sobre a encenação”, às 15h, promovendo uma troca de ideias sobre o processo criativo. Antes da apresentação de Família Pitanga (3/10), a oficina de teatro “Dedo na Cena” será realizada às 19h na Associação dos Idosos do Jardim Balneário, ministrada por Arilton Rocha, incentivando o diálogo entre artistas e iniciantes. Na sexta-feira (4/10), das 9h às 12h, na EMAC – Campus Samambaia ocorrerá a Oficina “Teatro do Oprimido”, onde os participantes utilizarão o teatro como forma de expressão, promovendo a conscientização e transformação social.

Serviço

Assunto: Fazendo Rastro: Circuito de Arte e Cultura

Quando: terça-feira (1/10) até sexta-feira (4/10)

Onde: Hamlet na Rua (Centro Cultural Martim Cererê); Família Pitanga (CEPI Ismael Silva de Jesus) e Oficina Teatro do Oprimido (EMAC-UFG /Campus Samambaia)

Espetáculos: com audiodescrição e intérprete de Libras

Mais informações: @anthroposciadearte

É de graça!

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