Patricia Finotti

(crédito
(crédito: divulgação Instituto Tomie Ohtake)

Isadora Praça

Com curadoria de Renato Imbroisi, evento reúne etnias do Xingu com arte, artesanato, grafismos e a presença de representantes das aldeias e comunidades

 

Arte Juruna e Arara da Volta Grande do Xingu é um evento que reúne 11 comunidades de duas Terras Indígenas do Rio Xingu e uma Área Indígena no estado do Pará, que traz para São Paulo de 17 a 20 de novembro, no espaço da loja do Instituto Tomie Ohtake, arte, artesanato, saberes tradicionais e trabalhos carregados de história, sobrevivência e ancestralidade.

O público que visitar o local poderá conhecer e adquirir criações artísticas em estamparias de tecido, grafismos, artesanatos de miçanga e outros artefatos de madeira, sementes e cipó, pintura corporal feita pelos próprios indígenas no local.

Essa é uma oportunidade para o público de São Paulo saber mais sobre a riqueza cultural e a importância ancestral dessas regiões. “É um projeto que têm o objetivo de tornar o trabalho destas etnias um símbolo da preservação de suas culturas”. afirma Renato Imbroisi, curador do evento.

O evento é realizado pelo Programa de Patrimônio Cultural Material e Imaterial (PPCMI) do Programa Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) implantado pela Norte Energia SA na região de Altamira-PA.

Sobre a região

A Volta Grande do Xingu (VGX) é uma região de rica beleza natural da bacia do Rio Xingu, no estado do Pará. Lá habitam os povos Juruna (também chamados de Yudjá) e Arara, além de outros povos indígenas e comunidades ribeirinhas. São povos que ocupam historicamente toda essa região e têm sua trajetória marcada pelo contato com a sociedade envolvente, pela luta do direito à terra e do reconhecimento da identidade indígena. Já os Juruna da Área Indígena do Km 17 se localizam entre as cidades de Altamira-PA e de Vitória do Xingu-PA e possuem uma recente Reserva Indígena localizada no município de Porto de Moz.

Atualmente esses povos, tem como língua corrente o português, embora realizem atividades para aprendizado da língua indígena e transmissão de saberes tradicionais. Os resultados desse movimento também são expressos em criações artísticas em estamparias de tecido, artesanatos de miçanga e outros artefatos de madeira, sementes e cipó. Os Juruna são um povo Tupi conhecido como exímios canoeiros e que ocuparam toda a bacia do Xingu. A partir de intercâmbios culturais com os parentes Juruna/Yudjá do Território Indígena do Xingu (TIX), localizado no estado do Mato Grosso, os Juruna da VGX iniciaram um processo de retomada da língua Juruna, assim como de outros conhecimentos tradicionais, como a pintura corporal, a produção de artefatos e a fabricação de caxiri (bebida fermentada tradicional feita de mandioca).

Os povos Caribe conhecidos como Arara, habitavam a extensa região entre os rios Tocantins e Tapajós. Atualmente, outros grupos Arara da região do Médio Xingu habitam as Terras Indígenas Arara e Cachoeira Seca, com quem os Arara da VGX realizam intercâmbios culturais para transmissão de saberes sobre os grafismos, pintura corporal, cantos na língua Arara e danças, entre outros, compartilhando também saberes de sua medicina tradicional

Serviço

Exposição: Arte Juruna e Arara da Volta Grande do Xingu

Local: Instituto Tomie Ohtake – Loja do Instituto

Rua Coropés, 88 – Pinheiros – São Paulo

De 17 a 20 de novembro

17 de novembro – 14h às 20h

18 a 19 de novembro das 11h às 20h

20 de novembro das 11h às 18h

Entrada franca

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