Com a ajuda dos pais, durante passeios e brincadeiras crianças e adolescentes podem ter oportunidade de adquirir conhecimento sem a formalidade da sala de aula

Início de ano, época de férias. É o momento em que os estudantes podem relaxar, viajar com a família, passear pela cidade e se divertem. Com os estudantes mais novos não é diferente, entretanto, alguns pais gostam de estimular o aprendizado de seus filhos durante este período de descanso. No entanto, deve-se tomar cuidado em como esse conhecimento deve ser introduzido.

A pedagoga e diretora do Externato São José, Núbia Rejaine, esclarece que não é necessário estudar no período de férias. “Se o objetivo for proporcionar a criança alguma aprendizagem, que seja de forma recreativa. Temos vários recursos para repassar conhecimento que não seja o ensino formal”, afirma.  Caso os responsáveis queiram que a criança ou o adolescente tenham uma revisão do conteúdo já visto, é importante que seja feita por um profissional. “É relevante mostrar a criança porquê ela precisa deste estudo, ajudando a facilitar a aprendizagem, assim se pode montar uma agenda aliando tempo de descanso e lazer”, esclarece a profissional.

Núbia também cita que existem várias possibilidades de associar aprendizagem ao divertimento: “Os jogos de tabuleiros, por exemplo, além de proporcionarem momentos de integração familiar e entre amigos, também exigem raciocínio rápido, exercitam a concentração e a memória”, enfatiza.

Nos casos em que a família sai para viagem, uma forma de ajuda é estimular que a criança tenha experiências ricas com outras culturas, como conhecer ambientes culturais, livrarias, cinemas e museus. A pedagoga alerta que a criança não precisa saber que está aprendendo, como em um momento mais formal na escola. “Os pais precisam usar a criatividade para elas aprenderem com alegria e diversão, no pacote das férias.”, comenta.

Além desse momento de férias e diversão, é importante lembrar que ao se aproximar do início do ano letivo, é significativo que os pais ou responsáveis organizem a rotina das crianças e adolescentes para que a volta as aulas não seja tão difícil. Com isso, a pedagoga recomenda que os pequenos retornem a rotina de horários pelo menos uma semana antes da volta as aulas, caso contrário, retornarão aos hábitos com mais dificuldade. (Hannah Motta l Kasane)