Patricia Finotti

(crédito: divulgação Grupo de Mulheres Negras Malunga)
Mari Magalhães
Inicialmente, o grupo propõe um diálogo sobre a obra Tornar-se Negro , da intelectual e psicanalista Neusa Santos Souza

O Grupo de Mulheres Negras Malunga realiza, no próximo dia 26 de fevereiro, o lançamento do Clube de Leitura Malunga – Sankofa: Educação, Cultura e Memória Negra , um espaço permanente de encontro, escuta e formação política a partir da literatura negra. A estreia acontece às 17h, na Biblioteca Rosana Paulino, no Sertão Negro Escola de Artes, com entrada gratuita.

Mais do que um evento pontual, o clube nasce com o propósito de reunir periodicamente pessoas interessadas em ler e discutir obras fundamentais para a compreensão das relações raciais no Brasil. A proposta é criar um ambiente seguro para compartilhar impressões, debater personagens e aprofundar temas que atravessam a experiência negra, incentivando o hábito da leitura como prática coletiva e transformadora.

Na abertura, o grupo propõe um diálogo sobre a obra Tornar-se Negro , da intelectual e psicanalista Neusa Santos Souza. Os exemplares integram o acervo recebido por meio do Edital Grupos de Leitura 2025–2026 da Casa Sueli Carneiro , fortalecendo o compromisso com a circulação de obras centrais do pensamento negro brasileiro.

O evento de estreia contará com a participação especial da escritora Elisa Pereira , diretamente do Rio de Janeiro, lançando obras de sua autoria.

A programação inclui ainda performance poética com Flávia Carolina e apresentação acústica inédita da rapper e compositora Luz Negra , reforçando o diálogo entre literatura e outras linguagens artísticas.

A iniciativa reafirma os 26 anos de atuação do Malunga na promoção da cultura negra em Goiás e consolida a literatura como ferramenta estratégica de transformação social. Os encontros do Clube de Leitura Malunga serão abertos ao público anunciando durante o lançamento.

Educação que ultrapassa os muros acadêmicos

Com foco em letramento racial, o Clube de Leitura Malunga busca ampliar o acesso ao debate sobre identidade, memória e racismo estrutural, estimulando a criação de novos clubes de leitura entre pessoas negras. A proposta é que o movimento de formação crítica não fique restrito a organizações sociais ou ambientes universitários, mas se espalhe entre grupos de amigos, famílias, coletivos culturais e territórios periféricos.

Inspirado no princípio africano Sankofa — que ensina a importância de olhar para o passado para construir o futuro — o clube se estrutura como um gesto de cuidado ancestral e fortalecimento comunitário, conectando literatura, território, memória negra e criação artística.

SERVIÇO
Lançamento do Clube de Leitura Malunga – Sankofa
26 de fevereiro
17h
Biblioteca Rosana Paulino – Sertão Negro (R. Goiazes, Quadra P, Lote 9 – Condomínio Shangry-La, Goiânia)
Entrada gratuita
Mais informações: instagram @grupo.malunga

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