Campanha de apoio emocional, conscientização sobre o câncer de mama e arrecadação para instituições de apoio aos pacientes.
O diagnóstico de câncer de mama traz desafios que vão além do tratamento clínico. As mudanças no corpo, o tratamento muitas vezes invasivo e as transformações na rotina podem afetar a maneira como a mulher se vê e se relaciona com sua própria imagem. Nesse processo, gestos de carinho, incentivo e acolhimento podem fazer a diferença.
É com esse olhar que Jorge Bischoff, em parceria com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), o Hospital Moinhos de Vento e o Instituto Moinhos Social, realiza sua campanha de Outubro Rosa. A iniciativa atua em três frentes. A primeira é a valorização da autoestima das mulheres no tratamento contra o câncer de mama. A segunda envolve a mobilização do público para o envio de mensagens de carinho e incentivo aos pacientes. A terceira é a arrecadação de recursos para instituições de apoio à causa.
Como parte da campanha, a Jorge Bischoff criou um kit especial composto por gloss e porta-gloss em tom rosé, disponível nas mais de 130 lojas da marca em todo o Brasil durante o mês de outubro. Parte do valor das vendas será destinada à FEMAMA e ao Instituto Moinhos Social, contribuindo para o trabalho desenvolvido pelas instituições. Para Natália Bischoff, diretora de Marketing, Branding e Novos Negócios de Jorge Bischoff, a iniciativa é uma oportunidade de envolver as consumidoras em uma causa que merece atenção durante todo o ano. “A nossa essência sempre foi fazer a mulher se sentir confiante. No Outubro Rosa, queremos expandir esse sentimento para um momento em que a autoestima precisa ser ainda mais abraçada”, destaca.
Além da arrecadação, a iniciativa convida os clientes que visitam as lojas Jorge Bischoff para escrever mensagens de carinho e incentivo para mulheres no tratamento contra o câncer de mama. Os bilhetes, escritos nas próprias lojas, serão encaminhados às instituições indicadas pela FEMAMA em diversas regiões do país. A proposta é criar uma conexão entre mulheres que, mesmo sem se conhecerem, podem compartilhar palavras de força, esperança e afeto.
A mastologista Maira Caleffi, chefe do Núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento e fundadora da FEMAMA, destaca a importância de considerar os aspectos emocionais no enfrentamento da doença. “A mulher que passa pelo câncer de mama enfrenta mudanças no corpo e na forma como se vê. Dar espaço para que ela se sinta bonita, forte e representada é também uma forma de cuidar. E campanhas como esta ajudar a lembrar outras mulheres da importância do diagnóstico precoce”, afirma.
Pacientes protagonizam campanha
Neste ano, a iniciativa também dá visibilidade às histórias de dois pacientes do Hospital Moinhos de Vento: Franciele Schneider, de 38 anos, e Bruna Pradella, de 36. Elas participaram de um ensaio fotográfico especial, com produção de beleza e styling, realizado pela fotógrafa Simone Di Domenico.
Mais do que produzir imagens para a campanha, o ensaio foi uma oportunidade para que os participantes se reconectassem com a própria imagem e valorizassem sua beleza durante o tratamento. As imagen passaram a integrar os materiais de divulgação da ação em todo o país. “O cuidado vai além do tratamento clínico. A forma como uma mulher se enxerga durante essa jornada faz diferença no enfrentamento da doença, e ver nossos pacientes protagonizando essa campanha reforça o que ponderamos sobre o cuidado humanizado”, afirma Melina Schuch, superintendente de Estratégia e Mercado do Hospital Moinhos de Vento.
A FEMAMA é uma das principais organizações brasileiras de defesa dos direitos dos pacientes com câncer de mama. Em 2026, completa 20 anos de atuação, reunindo mais de 70 ONGs de apoio a pacientes em todo o país. Ao longo dessa trajetória, a federação contribuiu para avanços importantes na saúde e nos direitos das mulheres, além de desempenhar um papel fundamental nas contribuições do Outubro Rosa no Brasil.
Ao reunir conscientização, apoio às instituições e mensagens de acolhimento, a mobilização chama a atenção para uma dimensão essencial do enfrentamento da doença: nenhuma mulher deveria atravessar essa jornada sem apoio.