MAM São Paulo oferece novos cursos online em outubro

Curso moquém_Surarî: caminhos de uma exposição de arte indígena contemporânea | Jaider Esbell

A programação inclui um estudo de caso sobre a exposição Moquém_Surarî, além de encontros que relacionam arte com outras áreas de conhecimento

 

A partir de outubro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo promove cursos inéditos para o público participar virtualmente. Os encontros são voltados para interessados em arte indígena contemporânea, fotografia, moda, literatura e ciências.

Ao todo, são oferecidas quatro opções: moquém_Surarî: caminhos de uma exposição de arte indígena contemporânea com Jaider Esbell e Paula Berbet; arte, moda e suas relações com Lorenzo Merlino; Arte e Ciência: a luz, o espaço e o tempo com Denise Gadelha e Gabriela Barreto Lemos e encontros entre a fotografia e a literatura com Juliana Monteiro Carrascoza.

As atividades são ao vivo por meio de plataforma de videoconferência, com aulas gravadas disponibilizadas por tempo determinado. Todos os cursos contemplam certificados ao término. Para conferir os planos de aula completos de cada curso, acesse mam.org.br/cursos/ .

Confira a programação completa:

moquém_Surarî: caminhos de uma exposição de arte indígena contemporânea com Jaider Esbell e Paula Berbert

O curso pretende realizar um estudo de caso sobre a exposição Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea, atualmente em cartaz no MAM. Serão compartilhados os caminhos de organização da mostra, o processo de constituição de seu argumento curatorial para abordar questões relativas à emergência da Arte Indígena Contemporânea (AIC) no Brasil, suas implicações e as potências políticas em um contexto de encontro entre mundos e sistemas de arte.

Aula inaugural gratuita disponível no YouTube do MAM

Quando: 1 de outubro e de 4 a 8 de outubro |das 19h às 21h
Duração: 06 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R﹩ 480,00 em até 4 parcelas
Jaider Esbell é artista multimídia e curador independente do povo Macuxi. A cosmovisão de seu povo e a vida cotidiana nas Amazônias compõem a poética de seu trabalho que se desdobra em desenhos, pinturas, vídeos, performances, textos e proposições curatoriais. Definindo seus fazeres como artivismo, as pesquisas de Esbell combinam discussões interseccionais entre arte, ancestralidade, espiritualidade, história, memória, política e ecologia. Tem destaque suas elaborações sobre o txaísmo – modo de tecer relações de afinidades afetivas nos circuitos interculturais das artes pautadas pelo protagonismo indígena. Realiza práticas de arte-educação em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e urbanas periféricas, atuando especialmente em articulações junto a artistas indígenas da região circumroraimense a partir de sua galeria de arte indígena contemporânea na cidade de Boa Vista – RR.

Desde 2010 tem circulado por diversas exposições no Brasil e no exterior. Em 2016 ganhou o Prêmio Pipa categoria online. Em 2020 participou de Véxoa: nós sabemos, mostra coletiva de arte indígena na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 2021 foi curador de sua própria exposição individual Apresentação : Ruku, na Galeria Millan em São Paulo. É artista convidado da 34ª Bienal de São Paulo e curador do projeto Moquém_Surarî, exposição de arte indígena contemporânea, atualmente em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Paula Berbert é antropóloga e produtora. É coordenadora de projetos na Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea. Atua nos campos da curadoria e mediação intercultural, articulando iniciativas de artistas e cineastas indígenas aos sistemas ocidentais de arte e cinema. Tem experiência em comunidades pedagógicas formais e não-formais, especialmente nos temas da arte-educação e artivismo, dos direitos humanos e socioambientais, questões indígenas, feministas e decoloniais.

É mestre em Antropologia (UFMG) e especialista em Estudos e Práticas Curatoriais (FAAP). Atualmente faz doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia da USP, onde realiza pesquisa sobre arte indígena contemporânea.

arte, moda e suas relações com Lorenzo Merlino

O curso se propõe a localizar e relacionar características entre a História da Moda e a História da Arte, fazendo uma análise crítica e inter-relacional de ambas em uma exposição cronológica. Os diversos movimentos artísticos ganham exposição didática e precisa, e a moda se descortina em suas causas, razões, efeitos e consequências.

Quando: 14 de outubro a 18 de novembro | quintas-feiras, das 19h às 21h
Duração: 06 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R﹩ 480,00 em até 4 parcelas
Lorenzo Merlino é Pós-graduado em História da Arte pela FAAP e mestre e doutorando em História da Arte pela UNICAMP, atualmente encontra-se na Inglaterra onde cumpre uma bolsa de doutorado-sanduíche na University of Brighton. Com mais de 25 anos de experiência no mundo da moda, integrou por seis anos o SPFW. Indicado ao XIV Prêmio Carlos Gomes em 2011 por melhor figurino e escolhido melhor figurinista de óperas do Brasil em 2015. Professor na FAAP, ministra também cursos no MAM, no MASP, no Adelina Instituto, na Superbacana+, na Casa do Saber, na Unibes Cultural, no SENAC e no SESC. Desde 2016 é embaixador de Flandres para as Artes e a Moda no Brasil.

Arte e Ciência: a luz, o espaço e o tempo com Denise Gadelha e Gabriela Barreto Lemos

O curso convida à reflexão acerca dos três conceitos básicos que estruturam a percepção da realidade. A partir do diálogo entre uma artista e uma cientista será proposta uma viagem pelas diversas concepções de luz, espaço e tempo ao longo da história ocidental no período compreendido entre a Idade Média e o Modernismo.

Quando: 19 de outubro a 30 de novembro (não há aula dia 02/11) | terças-feiras das 19h às 21h
Duração: 06 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R﹩ 480,00 em até 4 parcelas
Denise Gadelha é artista, professora, ensaísta e curadora independente. Adota as diferentes práticas como ações artísticas. É bacharel em Artes Visuais, com ênfase em Fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS, e mestre em Poéticas Visuais, pelo Programa de Pós-graduação, na mesma instituição. Nutre especial interesse pela intersecção da arte com o universo das imagens-técnicas. Foi docente no programa de Pós-graduação em Imagem: Processos, Gestão e Cultura Contemporânea, Madalena-CEI, São Paulo. Ministrou cursos na Casa do Saber (SP), Centro de la Imagen (Lima, Peru), B_Arco (SP), SP-Arte, Hermes (SP), Arena (POA), Parque Lage (RJ), entre outros.

Gabriela Barreto Lemos é professora adjunta no Instituto de Física da UFRJ, instituição na qual obteve seu doutorado. Fez pós-doutorado no Instituto Internacional de Física da UFRN, foi Senior Scientist no Instituto de Óptica Quântica e Informação Quântica da Academia Austríaca de Ciências. Seu trabalho científico foi exibido na Segunda Mostra de Arte Científica Brasileira. Desde 2015 vem colaborando com artistas na Europa, Ásia, EUA e Brasil. Em 2018 participou da residência artística na Guerilla Science/National Science Foundation, resultando numa exposição em Nova Iorque. Apresentou-se na TEDx Vienna e ministrou cursos sobre física e arte na School of the Art Institute of Chicago e na University of Massachusetts Boston. É membra afiliada da Academia Brasileira de Ciências e em 2019 foi agraciada com a Medalha Mietta Santiago do Congresso Nacional.

encontros entre a fotografia e a literatura com Juliana Monteiro Carrascoza

A partir de livros de fotografia e de textos literários, os participantes são convidados a ampliar suas reflexões e seu olhar sobre a fotografia como linguagem artística, como texto e como processo de construção poética sobre as relações cotidianas. Cada encontro apresenta um eixo temático que norteará as confluências e algumas possibilidades de diálogo entre essas duas linguagens.

Quando: 15 de outubro a 5 de novembro | sextas-feiras das 19h às 21h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R﹩ 320,00 em até 4 parcelas
Juliana Monteiro Carrascoza nasceu no Rio de Janeiro e vive em São Paulo, onde cursou linguística e, desde então, trabalha com as palavras em salas de aula e em empresas de comunicação. Em seu trabalho artístico, utiliza a fotografia como instrumento do dizer e como forma de representar suas investigações poéticas. Além de participar de exposições coletivas em galerias, em festivais de fotografia e em museus, publicou, em 2017, em co-autoria com o escritor João Anzanello Carrascoza, o livro Catálogo de Perdas, composto por 40 fotografias e 40 contos. Essa obra foi selecionada pelo Festival Zum, finalista do prêmio Jabuti e vencedora do prêmio FNLIJ nas categorias leitor adulto e projeto editorial. Em 2020, publicou o livro de artista Pandora e, em 2021, Aprendiz, em edição independente.

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