Patricia Finotti

(crédito: feira de vinil)

Leonardo Razuk

O Centro Cultural Martim Cererê irá abrigar no sábado, 9, a primeira edição da Vinillândia – Feira Nacional de Vinil. O evento irá reunir 13 expositores de Goiânia, São Paulo e Brasília, que irão oferecer discos novos e usados, nacionais e importados, raridades e relançamentos. A feira contará ainda com discotecagem (com DJs usando apenas discos de vinil), brechós de roupas, bar com cervejas especiais e gastronomia de rua, com hambúrgueres, espetinhos e jantinhas especiais.
A feira no Martim Cererê reúne nomes famosos do meio como a Locomotiva Discos, de São Paulo, a Som Livre (uma das lojas de discos mais antigas de Goiânia), a Astoria Discos, de Brasília, e outros goianos como Bacural Discos, Fadiga Discos, Dhaher Discos, Vitologi, Discos e Afins, Lado A Discos e a Loja Monstro, ligada ao selo Monstro Discos. Todos prometem ofertas especiais e uma grande variedade de títulos novos e usados.
Além dos vinilzeiros, a Vinillândia também abre espaço para marcas ligadas a livros e quadrinhos, como a Otto Livraria, de Brasília, e as goianas MMarte Produções e a Boom Gyn Gangs.
A programação musical dessa primeira edição da Vinillândia ficará por conta dos DJs Gordogroove, MMota, Salla, Electrovinil, Poliana, Giras e Coletivo Odara. Todos irão apresentar sets tocados apenas com discos de vinil em estilos que vão da MPB ao rock, passando pelo punk, black music, pop e heavy metal. As apresentações começam às 14 horas e vão até meia noite.

Volta do vinil

Em tempos de música em streaming, os velhos vinis voltaram a fazer a cabeça dos amantes da música. Números recentes de venda e do consumo dos LPs revelam que o mercado mundial de vinil está cada vez mais forte e aquecido. A ideia do retrô, do nostálgico e a felicidade ao manusear e ver uma capa de álbum e mudar o disco de lado tem feito muita gente voltar – ou começar – a consumir música em discos.
Nos EUA, em 2020, as vendas de discos de vinil ultrapassaram as vendas de CDs pela primeira vez desde os anos 1980, de acordo com um relatório da Recording Industry Association of America (RIAA) – a poderosa associação das gravadoras dos EUA. Lá, as vendas de vinil aumentaram 3,6%, enquanto as vendas de CDs caíram 47,6%.
Outro dado comprovador vem da GZ Media, a maior fabricante de discos de vinil do mundo, localizada na República Tcheca. Responsável por prensar discos de mega artistas como Lady Gaga ou nomes do underground como os punks da Cock Sparrer, a fábrica viu as vendas saltarem 11% atingindo 4 bilhões de Coroas Tchecas (que equivale aproximadamente 187 milhões de dólares) e enviar para o mundo 38 milhões de LPs em 2020. A GZ Media, além do vinil, produz CDs, DVDs e embalagens, mas o bolachão é o responsável por cerca de 65% da receita do grupo e emprega 1.800 pessoas.
O Brasil também segue essa nova onda do vinil. Em recente entrevista, Mario Meirelles, líder da área de mídia da Amazon Brasil, afirmou que as vendas de LPs no Brasil também são um sucesso, superando os CDs. “A maior parte dos discos vendidos são clássicos estrangeiros – The Dark Side of the Moon (Pink Floyd), Nevermind (Nirvana) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Beatles), por exemplo –, mas há procura por álbuns de Raul Seixas, Novos Baianos, Belchior e Sandy & Junior. Também há demanda por aparelhos de vinil. São infinitos modelos”, afirmou.

Serviço
Evento: 1ª Vinillândia – Feira nacional de discos de vinil
Data: Sábado, 9 de abril, a partir das 14 horas
Local: Centro Cultural Martim Cererê (Rua 94-A, Setor Sul)
Entrada franca

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