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Patricia Finotti

Johny Cândido

(divulgação)

Gravado em Brasília, o trabalho faz homenagem a Capital do Brasil e traz uma proposta diferente com conceito artístico de dois mundos da arte, à mistura do balé clássico e o rock and roll

Um encontro de dois mundos da arte de comportamentos opostos talvez seja improvável. A mistura do balé clássico e o rock and roll, pode causar estranhamento ao público, mas o cantor Pedro Scalon o fez com o domínio que o rock exige e a delicadeza que o balé transmite, no clipe da música ‘Hoje’. A música traz uma mensagem de recomeço e de aceitação do ontem o que se conecta com a proposta do clipe gravado em Brasília. O lançamento do clipe será no próximo domingo, dia 26 de julho, no Youtube e em todas as plataformas digitais. A produção  promete surpreender os amantes das artes visuais.

A urgência que o rock exige com a delicadeza do balé

A bailarina convidada para compor o clipe foi a Thaissa Fernandes, que possui uma escola de balé contemporâneo e clássico em Brasília. De acordo com Pedro uma das propostas principais do trabalho é conseguir misturar essa dança que possui contexto mais artístico e leve com o visual e a postura do rock. No clipe é nítido como a atitude dos artistas vão em direções diferentes, mas acabam se encontrando na arte e interagem em um cenário dramático.

Outro ponto do clipe que o artista ressalta é o fato de, apesar de ter essa abordagem do rock com o balé clássico, é uma música pop e letra direta. “É uma música de acesso para as pessoas, para tocar nas rádios mesmo, uma música para alcançar as pessoas diretamente. Por isso eu chamei o Elisson Cassio para produzir essa música, porque ele é um produtor de música pop e tem uma atuação assídua no mundo sertanejo também”, explica Pedro.

O cenário escolhido pelo produtor do clipe, Marcelo Dischinger foi Brasília, com o intuito de homenagear a Capital brasileira, que carrega tantos símbolos. Pedro diz que uma das dificuldades em gravar esse clipe foi filmar na esplanada. Como plano de fundo, além dos ministérios, tinha a Catedral e o Museu Nacional. De uma forma sutil e equilibrada, para não se tornar um clipe com abordagem religiosa ou política, os envolvidos conseguiram transportar esses ícones arquitetônicos que representam Brasília sem apelar.

Sobre Pedro Scalon
Filho da pianista Viviane Vilela e neto do compositor e músico Henrique Duarte Netto, o goiano Pedro Scalon sempre teve a música como um dos principais pilares de sua vida, iniciando seus estudos musicais aos sete anos de idade. Começou estudando piano em casa, mais tarde passou para o violão e guitarra.

Aos 15, já como músico profissional, formou várias bandas, se apresentando em shopping centers, festas, bares e eventos, sempre influenciado por artistas consagrados do rock e pop internacional, com repertório envolvendo ainda MPB, blues e jazz. Começou a estudar canto aos 16 anos e, com o passar do tempo, foi desenvolvendo vários projetos musicais, além de tributos a bandas como Beatles, Queen, John Mayer, Gary Moore e Bon Jovi.

Professor de guitarra, violão, piano e canto, tendo trabalhado em escolas renomadas em toda a cidade possui, em seu currículo, cursos de formação com professores como Mozart Mello, Edu Ardanuy, André Matos, Lanny Gordin, Michel Lemme, Rafael Bittencurt entre outros.

Em 2013, Pedro lançou o disco “Nas Margens do Tempo”, que teve produção de Wellerson Cássio. O material trouxe nove faixas de sua autoria, incluindo “Sete Noites no Deserto”, que lhe rendeu o prêmio de melhor compositor no Festival dos Violeiros, em Goiânia, além de duas regravações. Já com o videoclipe da música “Totens”, também de sua autoria, foi finalista do concurso “Garagem do Faustão”, promovido em outubro de 2012 pelo programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. O álbum “Nas margens do tempo” também o levou por quatro vezes à final do festival FENAC, Festival Nacional da Canção, o maior festival de música do Brasil, por onde passaram músicos como Oswaldo Montenegro, Lô Borges e Dani Black. Todas as músicas do cantor podem ser encontradas nas plataformas digitais.

O músico também é conhecido por se dedicar a tributos a dois artistas épicos, Cássia Eller e Cazuza. Este último lhe rendeu muitos elogios, não só de crítica e público como também os cumprimentos de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, que chegou a publicar uma matéria no site oficial do filho falando sobre o trabalho de Pedro e tecendo elogios ao show, além de presenteá-lo com a réplica da bandana que Cazuza usava, tradicionalmente, em seus shows.

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